Liam soltou um riso curto, incrédulo com a ousadia dela, mas a forma como seus olhos escureceram denunciava o quanto aquilo o incendiava. O jatinho seguia estável cortando o céu, mas dentro daquela cabine luxuosa nada estava estável, tudo vibrava entre eles.
— Você está impossível… — murmurou, a voz grave, quase um rosnado. — e eu estou adorando isso.
Olívia estava fora de si. O corpo em chamas. O coração batendo onde não deveria. Nada nela estava calmo. Nada queria esperar.
Cada segundo aumentava a necessidade absurda de senti-lo, de tê-lo, de ser tomada por ele. E, embora tentasse conter a própria voz, lembrando que estavam em um avião, a adrenalina da “primeira vez em tudo” deixava cada fibra do seu corpo pulsando.
Liam a puxou pela cintura, guiando-a com aquela firmeza que desmontava qualquer resistência. O desejo entre os dois crescia como fogo encontrando vento.
— Você é gostosa demais… — ele murmurou contra o pescoço dela, a respiração quente deslizando pela pele sensível.
— É mesmo? — ela sorriu, atritando o quadril levemente, o suficiente para fazê-lo perder o ar. — Sou toda sua.
Liam não resistiu. Não podia. Não com ela daquele jeito. Ele a tomou em um beijo voraz, as mãos firmes em sua cintura, apenas acompanhando o ritmo urgente que os dois já compartilhavam.
Depois, em um movimento firme e decidido, ele deslizou as mãos para a barra do vestido que repousava nas coxas dela.
— Levanta os braços pra mim — pediu, a voz rouca, dominada.
O pedido fez o corpo dela estremecer. Olívia ergueu os braços devagar, o olhar preso ao dele, provocante, entregue.
Liam segurou o tecido e puxou o vestido para cima, passando por sua cintura, seus seios, seus ombros, tirando-o completamente por cima do corpo dela
Liam ficou imóvel por um segundo, encarando as curvas dela reveladas, a pele quente, o peito arfando.
— Adoro os seus seios… — ele sussurrou, quase sem voz. — Você vai me matar assim.
Olívia inclinou o corpo para frente, os lábios quase tocando os dele, e respondeu:
— Então morre em mim.
E foi o fim da sanidade dele.
O ambiente se preencheu com uma mistura de sons abafados das sugadas, a respiração entrecortada deles, os suspiros que escapavam de Olívia, o atrito quente dos corpos no sobe e desce. Liam deixava escapar murmúrios roucos contra o ouvido dela, palavras quentes que a faziam tremer, enquanto ela reagia com pequenos gemidos que incendiavam tudo ao redor.
O mundo parecia ter encolhido até caber no espaço estreito entre os dois.
Olívia se segurou nos ombros de Liam, ofegante, as unhas arranhando de leve o tecido da camisa dele, como se precisasse de algo concreto para não perder o controle por completo. O corpo dela vibrava em ondas quentes, e cada uma delas atingia Liam como um golpe direto no pouco de racionalidade que ainda restava.
— Olívia… — ele murmurou, a voz baixa, rouca, quase irreconhecível. A boca roçava a pele do pescoço dela, arrancando um gemido lindo, desesperado, que o fez fechar os olhos por um segundo.
Ela estava entregue.
Ele estava perdido.
E ambos sabiam disso.
Os movimentos — urgentes, ansiosos, cheios de fome um do outro — só tornavam o momento mais intenso. O ar parecia mais pesado, carregado de algo elétrico, vivo, pulsante. A cabine inteira do jatinho parecia ouvir a história que eles contavam com respirações aceleradas, com corpos próximos demais, com o desejo que transbordava em cada toque.
Liam deslizou as mãos pelas costas dela, subindo até a nuca, puxando-a num beijo ainda mais profundo, como se quisesse gravar o sabor dela na própria alma. Olívia gemeu contra sua boca, o som abafado, quente, urgente e aquilo o fez respirar fundo, como se estivesse tentando segurar um fio de controle que já não existia.
— Você não tem ideia… do que faz comigo… — ele disse entre um beijo e outro, a testa colada à dela.
Olívia sorriu, trêmula, completamente envolvida.
— Me mostra… — sussurrou. — você está muito devagar…
A frase o atingiu como fogo puro.
Ele a segurou mais forte, não para conduzir nada, mas porque precisava dela inteira, perto, encaixada, respirando o mesmo ar, sendo o centro do universo dele naquele instante.
Os dois se moviam juntos, num ritmo que surgia naturalmente, guiado apenas pelo desejo e pela entrega. A respiração de Liam ficou pesada, quase um aviso, quase um pedido, quase uma confissão que ele não conseguia pôr em palavras.

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