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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 135

Liam soltou um riso curto, incrédulo com a ousadia dela, mas a forma como seus olhos escureceram denunciava o quanto aquilo o incendiava. O jatinho seguia estável cortando o céu, mas dentro daquela cabine luxuosa nada estava estável, tudo vibrava entre eles.

— Você está impossível… — murmurou, a voz grave, quase um rosnado. — e eu estou adorando isso.

Olívia estava fora de si. O corpo em chamas. O coração batendo onde não deveria. Nada nela estava calmo. Nada queria esperar.

Cada segundo aumentava a necessidade absurda de senti-lo, de tê-lo, de ser tomada por ele. E, embora tentasse conter a própria voz, lembrando que estavam em um avião, a adrenalina da “primeira vez em tudo” deixava cada fibra do seu corpo pulsando.

Liam a puxou pela cintura, guiando-a com aquela firmeza que desmontava qualquer resistência. O desejo entre os dois crescia como fogo encontrando vento.

— Você é gostosa demais… — ele murmurou contra o pescoço dela, a respiração quente deslizando pela pele sensível.

— É mesmo? — ela sorriu, atritando o quadril levemente, o suficiente para fazê-lo perder o ar. — Sou toda sua.

Liam não resistiu. Não podia. Não com ela daquele jeito. Ele a tomou em um beijo voraz, as mãos firmes em sua cintura, apenas acompanhando o ritmo urgente que os dois já compartilhavam.

Depois, em um movimento firme e decidido, ele deslizou as mãos para a barra do vestido que repousava nas coxas dela.

— Levanta os braços pra mim — pediu, a voz rouca, dominada.

O pedido fez o corpo dela estremecer. Olívia ergueu os braços devagar, o olhar preso ao dele, provocante, entregue.

Liam segurou o tecido e puxou o vestido para cima, passando por sua cintura, seus seios, seus ombros, tirando-o completamente por cima do corpo dela

Liam ficou imóvel por um segundo, encarando as curvas dela reveladas, a pele quente, o peito arfando.

— Adoro os seus seios… — ele sussurrou, quase sem voz. — Você vai me matar assim.

Olívia inclinou o corpo para frente, os lábios quase tocando os dele, e respondeu:

— Então morre em mim.

E foi o fim da sanidade dele.

O ambiente se preencheu com uma mistura de sons abafados das sugadas, a respiração entrecortada deles, os suspiros que escapavam de Olívia, o atrito quente dos corpos no sobe e desce. Liam deixava escapar murmúrios roucos contra o ouvido dela, palavras quentes que a faziam tremer, enquanto ela reagia com pequenos gemidos que incendiavam tudo ao redor.

O mundo parecia ter encolhido até caber no espaço estreito entre os dois.

Olívia se segurou nos ombros de Liam, ofegante, as unhas arranhando de leve o tecido da camisa dele, como se precisasse de algo concreto para não perder o controle por completo. O corpo dela vibrava em ondas quentes, e cada uma delas atingia Liam como um golpe direto no pouco de racionalidade que ainda restava.

— Olívia… — ele murmurou, a voz baixa, rouca, quase irreconhecível. A boca roçava a pele do pescoço dela, arrancando um gemido lindo, desesperado, que o fez fechar os olhos por um segundo.

Ela estava entregue.

Ele estava perdido.

E ambos sabiam disso.

Os movimentos — urgentes, ansiosos, cheios de fome um do outro — só tornavam o momento mais intenso. O ar parecia mais pesado, carregado de algo elétrico, vivo, pulsante. A cabine inteira do jatinho parecia ouvir a história que eles contavam com respirações aceleradas, com corpos próximos demais, com o desejo que transbordava em cada toque.

Liam deslizou as mãos pelas costas dela, subindo até a nuca, puxando-a num beijo ainda mais profundo, como se quisesse gravar o sabor dela na própria alma. Olívia gemeu contra sua boca, o som abafado, quente, urgente e aquilo o fez respirar fundo, como se estivesse tentando segurar um fio de controle que já não existia.

— Você não tem ideia… do que faz comigo… — ele disse entre um beijo e outro, a testa colada à dela.

Olívia sorriu, trêmula, completamente envolvida.

— Me mostra… — sussurrou. — você está muito devagar…

A frase o atingiu como fogo puro.

Ele a segurou mais forte, não para conduzir nada, mas porque precisava dela inteira, perto, encaixada, respirando o mesmo ar, sendo o centro do universo dele naquele instante.

Os dois se moviam juntos, num ritmo que surgia naturalmente, guiado apenas pelo desejo e pela entrega. A respiração de Liam ficou pesada, quase um aviso, quase um pedido, quase uma confissão que ele não conseguia pôr em palavras.

Olívia ficou estática, afogada na vergonha, o rosto escondido no pescoço dele, ela queria se enfiar no chão.

— Liam… — ela murmurou, cobrindo o rosto com as mãos. — Eu estou morrendo de vergonha. Não sei como eu vou olhar na cara dela. Sério… o clima acabou. Acabou completamente. Eu não quero morrer… eu quero desaparecer.

Ele segurou seus pulsos, afastando as mãos do rosto dela com firmeza.

— Acabou? — repetiu, como se aquilo fosse uma piada.

Ele se levantou com ela nos braços antes que ela pudesse pensar em fugir. Em dois passos longos, colocou-a sentada sobre a mesa. O contraste gelado da superfície fez o corpo dela estremecer.

Liam se colocou entre as pernas dela, olhando-a com uma intensidade que quase queimava. Como se estivesse avaliando cada batimento do coração dela. Ele se aproximou até que ela sentisse a respiração quente dele tocando sua boca.

— Você acha mesmo… — sussurrou, arrastando as palavras, cada uma delas como uma promessa — …que o clima acabou?

Ela tentou respirar, mas o peito subia e descia rápido demais.

Olívia começou a tremer de vergonha, desejo e confusão. Tudo misturado.

— Liam, eu… depois disso… eu fiquei nervosa, eu—

Ele passou o polegar pelos lábios dela, lento, firme.

— Nervosa? — o sorriso dele foi pequeno, quase cruel. — Você estava no meu colo dois minutos atrás… e não parecia nem um pouco nervosa.

O rosto dela queimou.

Liam inclinou o corpo e trouxe a boca ao ouvido dela, a voz baixa, profunda, direta na alma.

— Eu ainda nem comecei… — ele murmurou, com uma calma que deixava qualquer pensamento impossível. — …e você diz que o clima acabou?

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