Edgar engoliu em seco.
— Eu só… — ele começou, mas parou. — Droga.
E saiu atrás dela. Dentro da mansão, Edgar entrou rápido. Uma empregada vinha descendo a escada, assustada com o barulho.
— Você viu a Laura? — disse, passando a mão pelos cabelos num gesto tenso.
A mulher assentiu, nervosa.
— Ela… ela se trancou no quarto dela, doutor. — respondeu, com a voz baixa.
Edgar subiu correndo. Chegou no corredor e parou.
— Droga… qual é o quarto? — murmurou, batendo a mão na própria coxa, impaciente.
Ele começou a abrir uma porta por vez, rápido, até chegar na que estava trancada. Edgar bateu forte na madeira.
— Laura. Abre a porta. — ordenou, a voz dura, sem espaço para brincadeira.
Do outro lado, a voz dela veio chorando, tremida e furiosa.
— Vai embora, Edgar! — ela gritou. — Não vai ter mais casamento!
Edgar fechou os olhos por um segundo, respirando fundo.
— Laura… se você não abrir essa porta, eu vou arrombar. — avisou, num tom baixo e perigoso.
— Eu não tenho nada pra falar com você! — ela chorou. — Vai embora!
A voz dela falhou no final. Edgar encostou a testa na madeira, inspirando fundo, tentando se controlar.
— Laura… você me conhece. — ele disse, com a voz firme. — Você sabe que, se você não abrir… eu vou arrombar. E eu não estou nem aí se é a casa do seu irmão.
Houve silêncio. Alguns segundos. Depois… o clique. A porta abriu. Laura estava ali, com o rosto vermelho, o cabelo molhado, o corpo tremendo. Ela nem deixou ele entrar direito.
— Como você tem coragem de olhar pra bunda da minha amiga, Edgar?! — gritou, apontando pra ele com o dedo, a voz quebrando no final.
Edgar abriu a boca.
— Laura… respira. — ele pediu, levantando as mãos num gesto calmo, tentando conter o estrago. — Você vai passar mal. Deixa eu falar. — a voz dele saiu firme, mas preocupada.
Laura avançou nele e bateu no peito dele, socando com raiva e dor.
— Depois de tudo que eu passei por você… — ela soluçou, a mão tremendo no ar. — Como você tem coragem de se interessar pela minha amiga?! E falar na minha cara?!
Ela empurrou Edgar de novo, o olhar cheio de lágrimas e fúria.
— Eu não vou mais casar com você! Está tudo acabado! — gritou, a voz falhando no final.
Edgar segurou os braços dela, firme, tentando contê-la sem machucar.
— Laura… se controla. — ele disse, desesperado, inclinando o rosto pra tentar alcançar o olhar dela. — Amor… por que eu te trairia justo agora? Agora que nós estamos bem? Casamento chegando?
Laura puxou os braços, tentando se soltar, chorando como se estivesse sendo rasgada por dentro.
— Você estava olhando! — ela gritou. — Você estava olhando a bunda da Ísis! — apontou para a direção do corredor, como se ainda estivesse vendo a cena.
Edgar respirou fundo, como se estivesse escolhendo as palavras com cuidado. E então soltou, de uma vez.
— Amor… a Ísis tem a mesma mancha na bunda que eu tenho. — ele disse, rápido, a voz séria demais pra ser brincadeira.
Laura parou. O choro travou na garganta. Ela piscou, confusa.
— O quê? — perguntou, a voz saindo num fio, a mão ainda no peito dele.
Edgar assentiu, duro, como se aquilo também estivesse assustando ele.
— No mesmo lado. Idêntica. — repetiu, sem desviar o olhar.
Laura ficou imóvel, as lágrimas ainda escorrendo, mas agora com choque.
— Edgar… — ela sussurrou, como se não conseguisse completar.
Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, obrigando-a a encará-lo.
— Você sabe o que isso pode significar? — perguntou, num tom baixo, carregado de tensão real.
O mundo de Laura pareceu cair.
— A sua irmã…? — ela murmurou, a voz tremendo, como se tivesse medo da resposta.
Edgar assentiu devagar.
— O quê?
Edgar passou a mão no rosto, respirando fundo.
— Me espera aqui. — pediu, com firmeza doce. — Eu não vou demorar.
Edgar desceu as escadas rapidamente. Do lado de fora, todos ficaram olhando, sem entender nada. Liam foi o primeiro a se aproximar, confuso.
— Edgar… o que houve? — perguntou, dando um passo à frente, já preocupado.
Edgar nem parou direito. Só passou a mão pela nuca, os olhos tensos, como se estivesse com mil pensamentos ao mesmo tempo.
— Está tudo bem. — respondeu, curto, forçando controle. — Me dá só um tempo… que depois eu falo com você.
E antes que Liam insistisse, Edgar já estava indo. Ele entrou no carro e saiu rápido, levantando poeira no caminho. O clima ficou estranho.
Alguns minutos depois, Edgar voltou e foi direto ao quarto. Laura estava sentada na cama, abraçando um travesseiro, o rosto inchado. Assim que viu Edgar entrar, ela levantou o olhar na hora, desconfiada.
— Onde você foi? — perguntou, a voz rouca.
Edgar não respondeu de imediato. Ele se aproximou e colocou uma sacola pequena em cima da cama.
— Vai no banheiro. — ele disse, direto. — E faz.
Laura tirou o objeto da sacola. Um teste de gravidez. O choque foi tão grande que ela levantou a cabeça na hora, com os olhos arregalados.
— EDGAR… — ela falou alto, indignada e assustada ao mesmo tempo. — Isso é impossível!
Edgar passou a mão no rosto, respirando fundo, como se estivesse tentando não perder o controle.
— Laura… por favor. — ele pediu, com uma firmeza desesperada. — Vai fazer esse teste agora.
Os minutos no banheiro pareceram uma eternidade. Laura saiu devagar. Edgar parou no meio do quarto na mesma hora.
— E aí? — perguntou, sem conseguir esconder o desespero.
Laura levantou o teste com a mão tremendo.
— Nego… — ela sussurrou, em choque. — Duas linhas… — ela murmurou. — Duas linhas é o quê?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
Está apresentando erro. "Error! An error occurred. Please try again later."...
Posta logo...
Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...