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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 289

Edgar engoliu em seco.

— Eu só… — ele começou, mas parou. — Droga.

E saiu atrás dela. Dentro da mansão, Edgar entrou rápido. Uma empregada vinha descendo a escada, assustada com o barulho.

— Você viu a Laura? — disse, passando a mão pelos cabelos num gesto tenso.

A mulher assentiu, nervosa.

— Ela… ela se trancou no quarto dela, doutor. — respondeu, com a voz baixa.

Edgar subiu correndo. Chegou no corredor e parou.

— Droga… qual é o quarto? — murmurou, batendo a mão na própria coxa, impaciente.

Ele começou a abrir uma porta por vez, rápido, até chegar na que estava trancada. Edgar bateu forte na madeira.

— Laura. Abre a porta. — ordenou, a voz dura, sem espaço para brincadeira.

Do outro lado, a voz dela veio chorando, tremida e furiosa.

— Vai embora, Edgar! — ela gritou. — Não vai ter mais casamento!

Edgar fechou os olhos por um segundo, respirando fundo.

— Laura… se você não abrir essa porta, eu vou arrombar. — avisou, num tom baixo e perigoso.

— Eu não tenho nada pra falar com você! — ela chorou. — Vai embora!

A voz dela falhou no final. Edgar encostou a testa na madeira, inspirando fundo, tentando se controlar.

— Laura… você me conhece. — ele disse, com a voz firme. — Você sabe que, se você não abrir… eu vou arrombar. E eu não estou nem aí se é a casa do seu irmão.

Houve silêncio. Alguns segundos. Depois… o clique. A porta abriu. Laura estava ali, com o rosto vermelho, o cabelo molhado, o corpo tremendo. Ela nem deixou ele entrar direito.

— Como você tem coragem de olhar pra bunda da minha amiga, Edgar?! — gritou, apontando pra ele com o dedo, a voz quebrando no final.

Edgar abriu a boca.

— Laura… respira. — ele pediu, levantando as mãos num gesto calmo, tentando conter o estrago. — Você vai passar mal. Deixa eu falar. — a voz dele saiu firme, mas preocupada.

Laura avançou nele e bateu no peito dele, socando com raiva e dor.

— Depois de tudo que eu passei por você… — ela soluçou, a mão tremendo no ar. — Como você tem coragem de se interessar pela minha amiga?! E falar na minha cara?!

Ela empurrou Edgar de novo, o olhar cheio de lágrimas e fúria.

— Eu não vou mais casar com você! Está tudo acabado! — gritou, a voz falhando no final.

Edgar segurou os braços dela, firme, tentando contê-la sem machucar.

— Laura… se controla. — ele disse, desesperado, inclinando o rosto pra tentar alcançar o olhar dela. — Amor… por que eu te trairia justo agora? Agora que nós estamos bem? Casamento chegando?

Laura puxou os braços, tentando se soltar, chorando como se estivesse sendo rasgada por dentro.

— Você estava olhando! — ela gritou. — Você estava olhando a bunda da Ísis! — apontou para a direção do corredor, como se ainda estivesse vendo a cena.

Edgar respirou fundo, como se estivesse escolhendo as palavras com cuidado. E então soltou, de uma vez.

— Amor… a Ísis tem a mesma mancha na bunda que eu tenho. — ele disse, rápido, a voz séria demais pra ser brincadeira.

Laura parou. O choro travou na garganta. Ela piscou, confusa.

— O quê? — perguntou, a voz saindo num fio, a mão ainda no peito dele.

Edgar assentiu, duro, como se aquilo também estivesse assustando ele.

— No mesmo lado. Idêntica. — repetiu, sem desviar o olhar.

Laura ficou imóvel, as lágrimas ainda escorrendo, mas agora com choque.

— Edgar… — ela sussurrou, como se não conseguisse completar.

Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, obrigando-a a encará-lo.

— Você sabe o que isso pode significar? — perguntou, num tom baixo, carregado de tensão real.

O mundo de Laura pareceu cair.

— A sua irmã…? — ela murmurou, a voz tremendo, como se tivesse medo da resposta.

Edgar assentiu devagar.

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