Edgar levou as mãos à boca.
— Meu Deus… — murmurou, a voz falhando. — Eu sabia… eu sabia.
Laura, ainda em choque, engoliu em seco.
— Eu… eu estou grávida? É isso?
Ela ficou com o teste na mão, parada, como se tivesse esquecido como funcionava o teste. As duas linhas estavam ali, intactas. Laura piscou. De novo. E de novo.
— Não… — saiu num sussurro. — Não, não… isso… isso não é…
Edgar se aproximou devagar. O rosto dela foi perdendo cor aos poucos. A boca abriu… mas nenhuma palavra saiu. Só um ar preso, engasgado, como se o corpo dela não soubesse mais respirar. Edgar segurou os ombros dela.
— Amor… — a voz dele saiu baixa. — Olha pra mim.
Ela levantou os olhos. E naquele instante, havia uma mulher em choque.
— Edgar… — ela sussurrou, com a garganta fechada. — Isso… isso não pode estar acontecendo.
Ele pegou o teste com cuidado. Olhou de novo. E de novo. Como se a lógica dele precisasse confirmar mil vezes.
Edgar soltou um riso que não era riso. Era um som quebrado. Um som de homem desarmado.
— Já aconteceu e eu sabia… — ele repetiu, e a voz falhou no final. — Eu… tinha certeza. Você está grávida, meu amor.
Laura balançou a cabeça rápido, desesperada.
— Não. — ela disse, como se negasse por instinto. — Não… não fala isso.
Os olhos dela encheram de lágrimas no mesmo segundo.
— Eu não posso… — a voz dela quebrou. — Você sabe que eu não posso. Você estava lá na consulta… você ouviu.
Edgar colocou o teste no bolso e segurou o rosto dela com as duas mãos.
— Olha pra mim. — ele pediu, firme, como se precisasse prendê-la na realidade. — Você está gerando o nosso milagre, amor. É real.
Ela olhou. E ele a beijou. Beijou como se tivesse esperado por aquilo a vida inteira. Um beijo forte. Tremido. Cheio de gratidão. As lágrimas rolavam dos olhos dele.
Edgar a puxou para perto, apertou contra o peito, e o beijo ficou mais intenso… mais desesperado… mais vivo. Quando ele se afastou, os olhos continuavam escorrendo lágrimas. Ele riu, ainda segurando o rosto dela.
— Um filho do nosso amor… nossa mistura, Felícia… — ele falou, emocionado. — Meu Deus…
Laura começou a chorar. Um choro silencioso primeiro… e depois alto, descontrolado, a ficha finalmente caindo.
— Eu não acredito… — ela soluçou, apertando a blusa dele com força. — Eu estou carregando um bebezinho no meu ventre…
Ele segurou firme. E então, de repente, ele a pegou no colo. Laura soltou um grito assustado.
— EDGAR!
Mas ele já estava rodando com ela no quarto, rindo e chorando ao mesmo tempo.
— Estamos grávidos! — ele falou, com a voz quebrada, girando devagar, como se estivesse segurando o próprio milagre. — A gente conseguiu, amor!
Ela se agarrou no ombro dele, chorando e rindo.
— Eu vou cair, vida! — ela soluçou. — Me põe no chão!
— Eu não vou pôr! — ele respondeu, teimoso, com um sorriso que ela nunca tinha visto. — São anos esperando por isso!
Laura engoliu em seco. A frase bateu nela com força. O choro ficou mais profundo.
— Eu… eu não tinha esperança… — ela confessou, com a voz destruída. — Eu já tinha aceitado meu destino.
Edgar parou de rodar e encostou a testa na dela.
— Eu acreditei por nós dois. — ele falou, baixo. — Eu tive fé por nós dois.
Edgar assentiu.
— Porque eu sei o quanto isso é grande. — ele disse. — E eu sei o quanto nós sofremos por isso, principalmente você.
Laura fechou os olhos. E as lágrimas desceram devagar. Ela acariciou o cabelo dele, num gesto cheio de ternura. Edgar voltou a beijar o ventre dela. Beijou de novo.
E de novo. Como se cada beijo fosse uma promessa.
— Você foi muito esperado, filho. Você foi feito com muito amor… — ele falou, com a voz firme, falando com o bebê. — Você é o nosso milagre. —respirou fundo. — Você vai ter um futuro brilhante. Vai vir nesse mundo para ser uma potência. — ele falou, baixo. — Eu vou ser o pai que você merece. Pode ter certeza que sua mãe vai ser uma mãe maravilhosa e, juntos, vamos criar você e sua irmã, Luna. — ele falou, emocionado. — O amor sempre vai ser a base da nossa família. Eu te amo!
Laura soluçou.
— Vamos descer… eu preciso contar pro Liam. — ela falou, num fio de voz.
Edgar sorriu. Um sorriso cheio de orgulho.
— Nós vamos contar pra todo mundo. — ele respondeu. — Mas primeiro…
Ele se levantou devagar e beijou a testa dela. Depois o nariz. Depois a boca. Então beijou o ventre de novo, como se quisesse marcar aquele instante na pele.
— Primeiro… vamos ficar mais um pouco aqui curtindo essa notícia maravilhosa. — ele murmurou. — Porque nós esperamos muito por isso. Então… esse é o nosso momento.
Edgar a abraçou forte e Laura fechou os olhos, chorando baixinho, com o rosto enterrado no peito dele.
— Eu te amo. — ele disse.
Laura respirou fundo.
— Eu também te amo, Nego… — ela respondeu, quebrada. — Me perdoa pelo surto que tive.
Edgar olhou para ela, sério, de um jeito diferente. Calmo, mas firme.
— Laura… nunca mais duvide do meu caráter. Da minha fidelidade. E principalmente da minha lealdade. — ele disse, sustentando o olhar dela. — Se um dia eu quiser outra mulher… — fez uma pausa curta, como se aquilo nem fizesse sentido — eu termino com você antes. — Ele respirou fundo. — Estamos combinados, amor?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Quando será liberado mais capítulos?...
Pq está parando de postar diariamente, está estagnado no capítulo 465 ... KD o restante, espero que na publicação tenha um pouco mais.......
Cadê os capítulos, era 3 capítulos por dia, kd.......
Cadê a continuação?...
Precisamos dos novos capítulos... 🥹...
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
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