Victor despertou com o alarme do celular. Piscou algumas vezes, ainda grogue, antes de virar o rosto para o lado. Foi então que viu o bilhete sobre o travesseiro. Pegou o papel e começou a ler. O maxilar foi travando linha por linha.
“A mulher que só serve para aliviar um homem não tem obrigação de esperar ele acordar com um sorriso no rosto e um café maravilhoso à mesa.
Mas o santo não é tão ruim quanto parece: a empregada deixará um café preparado, te aguardando.
E quanto às suas palavras… a recíproca é verdadeira.
Vê se aprende a ser homem. De princesos, a sociedade já está cheia.”
Victor amassou o papel com força. Levantou-se de supetão e foi até o banheiro, jogando o bilhete na lixeira. Deu dois passos… parou.
Voltou.
Pegou o papel novamente e o desamassou devagar, como se o gesto contrariasse o próprio orgulho. Caminhou até o quarto, apanhou a carteira largada sobre a poltrona e guardou o bilhete ali dentro. Só então entrou no banheiro para tomar banho e ir embora.
Na quitinete de Ísis, ela terminava o café da manhã quando o celular vibrou sobre a mesa. Era uma mensagem de Alex.
“Bom dia, minha preta. Daqui a dez minutos o motorista chega para te levar ao trabalho. Espero que esteja melhor. Que Deus abençoe o seu dia. Te amo.”
Ísis leu duas vezes. Depois suspirou, apoiando o cotovelo na mesa, o olhar perdido.
— Ele está me evitando… — murmurou para si mesma.
Sem pensar muito, ligou.Alex atendeu quase de imediato.
— Bom dia, meu amor. Como você está?
Ísis foi direto.
— É impressão minha ou você está me evitando, Alex? O que eu falei ontem não quer dizer que eu queira que você se afaste.
Do outro lado da linha, houve um breve silêncio antes da resposta.
— Eu só estou respeitando o seu momento, amor. — disse ele com calma. — Entendi que preciso lidar com as etapas da relação. Não existe relacionamento sem tolerância, frustração, ajustes e reajustes… e, principalmente, sem saber quando ceder.
A voz de Alex ficou mais reflexiva.
— Acho que estou idealizando demais e não quero me frustrar. Eu sou intenso demais… e você se protege demais. Então vamos com calma, com os pés no chão, pra gente ter maturidade no que estamos construindo.
Ísis fechou os olhos por um instante.
— Eu não quero mudar nada na nossa relação, Alex. Só te peço um pouco mais de paciência. — respirou fundo. — O motorista chegou aqui. Vai me buscar porque hoje eu vou pra sua casa. E amanhã… — sorriu — … quero panquecas no café da manhã, como você faz aos domingos. Te amo.
Alex riu do outro lado.
— Te amo também.
O carro de Liam parou na entrada da mansão. Ele desligou o motor e virou-se para Olívia, segurando a mão dela por um instante antes de falar.
— Amor, se arruma. Vou no meu avô pra ver como a Laura está. Me arrumo por lá e depois volto pra te buscar pra irmos juntos pra empresa.
Olívia pensou por alguns segundos, brincando com os dedos dele.
— Não precisa vir me buscar. — disse com suavidade. — Como não temos reunião agora pela manhã, vou aproveitar pra comprar umas coisas que estou precisando. Depois sigo direto ao seu encontro e almoçamos juntos.
Liam assentiu, tranquilo.
— Tudo bem. A gente se encontra lá.
Ele se inclinou, beijando-a com carinho, demorando um pouco.
— Eu te amo.
Olívia abriu a porta do carro sorrindo.
— Quero ouvir isso toda hora. — piscou. — Eu também te amo. Até mais.
Liam deu partida. Olívia entrou na mansão ainda sorrindo. No closet, enquanto escolhia a roupa, o celular tocou.
— Oi, Vic. Já chegou em Dallas? — perguntou, apoiando o telefone entre o ombro e a orelha.
— Quer que eu fale como? Foi só mais uma que levei pra cama. Ela é uma mulher que só serve pra aliviar o homem. Nada além disso.
Olívia fechou os olhos, respirando fundo antes de responder.
— Victor… independentemente dos problemas que eu tenha com ela, isso não é jeito de falar de uma mulher. Sinceramente, você me decepcionou. — fez uma pausa. — E o que mais me assusta é você nunca ter falado assim das mulheres com quem ficou. Por acaso ela mexeu com você? Seu ego não aceitou o fato dela ser obcecada pelo Liam?
— Nada a ver. — respondeu ele, seco. — Foi só uma noite de luxúria. Nada mais. Vou desligar, Liv. Preciso embarcar. Te amo.
— Também te amo. Boa viagem. — ela respondeu entendendo que ele estava fugindo.
Antes de sair, Olívia enviou uma mensagem para Ísis.
“Amiga, vou chegar na empresa na hora do almoço. Sua sogra me contou que você teve uma hemorragia. Estou muito preocupada. À tarde a gente conversa com calma. Beijos.”
No consultório, Edgar lia o prontuário de um paciente no notebook quando o telefone tocou.
— Doutor Edgar, tem uma senhora aqui fora querendo falar com o senhor. Ela—
— Não posso atender agora. — interrompeu, sem tirar os olhos da tela. — Faltam dez minutos pro próximo paciente. Tente marcar um horário na minha agenda da tarde, se for realmente importante.
Desligou.
Minutos depois, a secretária entrou, visivelmente constrangida.
— Desculpa interromper, doutor… mas a senhora insiste. Disse que é muito importante.
Edgar ergueu lentamente os olhos do notebook, impaciente.
— Qual é o nome dela?
— Sou eu, Edgar. — disse a mulher, entrando sem pedir permissão.
Ele congelou.
— Olívia?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato
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Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...
Sera que existe liam na vida real super protetor?...
Liberem os próximos capítulos super ansiosa.... Liam e ta surpreendendo depois de ser tão mulherengo.......
195 desbloqueio da sequência desses capitulos...
Estou tento de ansiedade 🥺esperando o próximo episódio...