Não demorou muito, Liam voltou com algo nas mãos. Ao vê-lo, Olívia riu e diminuiu o balanço, constrangida e ao mesmo tempo derretida pela forma como ele a olhava.
— Nossa… — ela disse, ajeitando a posição no balanço. — Como você adivinhou que eu estava com sede?
Liam apenas sorriu. Um sorriso de canto, lento, cheio de segundas intenções.
— Vem comigo.
Ele guardou o celular, pegou na mão dela e a puxou devagar para dentro de um corredor natural entre grandes rochas de granito. A luz ali era suave, filtrada, criando um clima quase íntimo demais para uma praia pública.
— Liam, nós já tiramos fotos aqui. — ela comentou, rindo, achando que ele queria apenas repetir poses.
Mas ele não respondeu.
Apenas se aproximou de uma das rochas, levantou um coco verde que havia trazido consigo e bateu nele com firmeza. A casca abriu, revelando a água fresca lá dentro.
Liam voltou até ela com passos lentos, intensos, o olhar tão fixo que fez a respiração de Olívia falhar. Ele a segurou pela cintura, puxando-a delicadamente para perto.
— É proibido canudo nessa área… — murmurou, os lábios perto demais dos dela. — Vou te ajudar a beber.
Olívia sentiu o toque firme dos dedos dele na cintura. O corpo reagiu antes mesmo da mente entender o que estava acontecendo.
— Liam… — ela sussurrou, sem saber se ria, se recuava ou se se entregava ao momento. — O que você está fazendo?
Ele inclinou um pouco o rosto, aproximando o coco da boca dela.
— Hidratando seu corpo.
E antes que ela pudesse responder, ele virou levemente o coco e deixou um fio fresco escorrer pelo colo dela, escorrendo entre os seios, descendo pelo estômago.
Olívia soltou um suspiro, surpresa.
Liam sorriu, aquele sorriso lento, perigoso, que só aparecia quando ele estava completamente entregue ao desejo por ela.
— Abre a boca, Mozão… — murmurou, a voz grave, arrastada. — Você precisa se refrescar.
Olívia o olhou daquele jeito que só ela sabia. Um olhar profundo, quente, que parecia puxá-lo para perto sem esforço algum. Ela levantou um pouco o queixo, os lábios entreabertos, a respiração curta.
E abriu a boca para ele.
Liam derramou um fio de água, que escorreu pelos lábios dela, desceu pelo canto da boca, pelo queixo… e de novo pelo colo.
Olívia soltou um suspiro suave.
Então ele inclinou mais o coco e deixou outra parte da água deslizar pelo corpo dela. A temperatura fria contrastou com o calor da pele, fazendo-a arrepiar inteira.
Liam observava cada gota como se estivesse hipnotizado. Ele deixou o coco de lado, inclinou o rosto mais perto. Tão perto que o hálito quente dele tocou a pele molhada de Olívia.
O olhar dele desceu devagar pelo caminho que a água tinha feito no colo dela.
— Você deixou cair aqui… — murmurou, a voz baixa demais para qualquer um além dela ouvir.
Com um movimento lento, calculado, Liam passou a língua pelo fio de água que escorria do queixo dela até o começo do colo, acompanhando o trajeto gelado que contrastava com o calor da pele.
Não foi rápido.
Não foi inocente.
Foi intenso e completamente proposital.
Olívia travou.
Um suspiro escapou de seus lábios, enquanto seus dedos apertavam o ombro dele sem que ela percebesse.
Liam ergueu o rosto novamente, o olhar escurecido, satisfeito com a reação dela.

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