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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 240

Laura sentiu o corpo enrijecer.

— Também foi informado — continuou a assistente — que o senhor estaria convivendo com uma acompanhante de luxo. E que essa mulher, no caso sua esposa, estaria trazendo clientes para esta casa em sua ausência. E a menina presenciando tudo.

O ar na sala ficou pesado. Edgar se inclinou para frente, visivelmente indignado, mas mantendo o controle.

— Estou há uma semana sem trabalhar. — disse, com firmeza. — Estou resolvendo assuntos pessoais e convivendo com minha família. Isso é uma mentira absurda.

A assistente manteve a postura profissional.

— Senhor Edgar, nós estamos acostumados com esse tipo de situação. Em separações, é muito comum que uma das partes, ao não aceitar o fim, usar os filhos para atingir o outro. — Ela fez uma pausa. — Depois de ler a denúncia, conversar com a Luna e ouvir vocês, é notório que estão tentando prejudicar o senhor. Eu o aconselho a tentar a guarda unilateral. Registre tudo. Cada mensagem, cada atitude. Tudo isso pode virar prova.

Edgar respirou fundo, passando a mão pelo rosto.

— Já estou resolvendo isso com meu advogado. — respondeu. — Sempre pensando no melhor para a Luna. — Ele levantou o olhar, com sinceridade. — Eu não quero que ela fique sem contato com a mãe. Eu sei que a Marcela quer me afetar, mas ela ama a Luna. E, apesar de tudo, é uma boa mãe para ela.

O silêncio que se seguiu foi denso, carregado de decisões que mudariam o rumo daquela família.

A assistente social manteve o tablet apoiado contra o corpo por um instante, observando Edgar com um olhar mais sério, menos protocolar. Havia ali algo além do script. Algo de quem já tinha visto aquela história se repetir muitas vezes. Ela respirou fundo antes de falar.

— Senhor Edgar… — começou, num tom mais baixo, quase confidencial. — Será que o senhor terá esse mesmo pensamento quando a mãe começar a te proibir de ver a menina?

Edgar franziu levemente a testa.

— Ela não pode fazer isso. — disse, sentindo um incômodo subir pelo estômago.

A assistente inclinou a cabeça de leve, escolhendo as palavras com cuidado.

— Já vimos muitos casos em que, por mágoa ou desespero, o outro genitor usa a criança como instrumento de vingança. — explicou. — Cortam contato, dificultam visitas… às vezes mudam de cidade, de estado… até de país.

Laura sentiu o aperto no peito e, instintivamente, entrelaçou os dedos nos de Edgar com mais força.

— A senhora está dizendo que ela poderia… — Laura começou, a voz mais baixa.

A assistente completou, com firmeza.

— Estou dizendo que não seria a primeira vez que uma mãe muda sobrenomes, documentos, escola… e simplesmente some com a criança para atingir o pai.

As palavras caíram como uma bomba silenciosa. Edgar ficou imóvel por alguns segundos. O maxilar se contraiu. Um músculo pulsou na lateral do rosto, denunciando que, por dentro, algo havia acabado de mudar.

— Alex me alertou sobre isso, mas eu não quis aceitar… ela não teria essa coragem por ser obcecada em mim. — murmurou, mais para si mesmo do que para eles.

A assistente sustentou o olhar dele, sem julgamento, apenas realidade.

— Muitos pais também dizem isso, senhor Edgar. Até o dia em que acontece.

Laura sentiu um frio percorrer a espinha. Seu aperto na mão de Edgar se tornou mais protetor.

— Por isso eu reforço — continuou a assistente. — Documente tudo. Guarde mensagens, e-mails, registros médicos, recibos, históricos escolares, relatórios psicológicos, fotos, conversas no w******p. Tudo. Se houver qualquer tentativa de afastamento, o senhor precisa estar juridicamente preparado.

Edgar respirou fundo, lento, pesado. O peso daquela possibilidade parecia ter se instalado em seu peito.

— Eu só quero a felicidade da minha filha. — disse, com a voz mais grave agora. — Só isso.

— E é exatamente por isso que estou sendo tão direta. — respondeu a assistente. — Amor, infelizmente, não é proteção jurídica. Antecipação é.

O olhar de Edgar escureceu levemente, não de raiva, mas de determinação.

— Eu não vou permitir que ela tire minha filha de mim. — disse, firme. — Nunca.

Laura encostou a cabeça no ombro dele, num gesto silencioso de apoio.

A assistente social se levantou, ajustando o tablet contra o corpo, retomando a postura formal.

— Temos outras visitas a fazer. — disse, em tom profissional, porém com um leve traço de empatia. — Desejo boa sorte para vocês.

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