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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 351

Laura estava imóvel.

— Sua mãe foi a responsável pela separação de vocês dois — disse Marcela, erguendo uma sobrancelha com provocação.

Ela deu de ombros.

— E o meu papel… era consolar o Edgar em outro país — completou, abrindo um sorriso cheio de malícia.

Laura sentiu as pernas fraquejarem.

— Engravidaria dele. — A voz de Marcela era fria. — Seguraria ele lá. — Ela sorriu lentamente. — Eu faria a cabeça dele. — A voz ficou mais venenosa. — E lembraria todos os dias que você era uma assassina.

Laura sentiu o mundo girar.

— Que você não queria um negro pobre filho do empregado que nem a faculdade conseguia pagar — disse Marcela, saboreando a dor dela.

Lágrimas começaram a escorrer.

— Que preferia um playboyzinho da sua idade — continuou Marcela, passando a língua lentamente pelos lábios antes de sorrir.

Marcela inclinou a cabeça.

— Um rapaz da alta sociedade que a sua mãe e a sociedade aprovariam — disse, cruzando novamente os braços com superioridade.

Silêncio.

Pesado.

Marcela suspirou.

— Mas o Edgar nunca te esqueceu — disse, balançando a cabeça com irritação.

Ela deu um sorriso cheio de ódio.

— Porque você é uma praga que grudou nele. Não sei o que ele viu em você… afinal, era uma adolescente mimada, inexperiente, imatura — completou, olhando Laura de cima abaixo com desprezo.

Laura mal conseguia respirar.

— Até que ele decidiu voltar… — continuou Marcela.

Ela estreitou os olhos.

— E estragou a vida perfeita que nós tínhamos — disse, Marcela apertando os lábios com raiva.

Ela então concluiu.

— Sua querida mãe, Laura… é a responsável por toda desgraça da sua vida — finalizou, percebendo que atingiu Laura.

Laura não percebeu. As lágrimas escorriam silenciosamente. A mente dela voltou para o dia que foi no internato… a conversa com a irmã Dolores. Ela levantou lentamente o olhar para Marcela.

Os olhos estavam cheios de lágrimas. Mas havia algo diferente ali. Fúria.

— Você é um monstro — disse, com a voz trêmula de indignação.

Marcela ergueu uma sobrancelha. Laura continuou.

— A vida vai te cobrar todas as ruindades que você tem feito — afirmou, apontando o dedo para ela.

Sem esperar resposta, ela virou as costas. E saiu da loja. As portas de vidro abriram. Laura atravessou a rua quase sem enxergar. Atrás dela, Marcela apenas observou. E disse em voz baixa.

— Eu ainda não consegui fazer vocês se separarem — murmurou.

Um sorriso cruel surgiu nos lábios dela.

— Mas felizes… vocês não vão ser.

Na mansão dos Holt, Laura entrou na sala com passos firmes, mas o rosto estava sério demais. Frederico, sentado em sua poltrona, levantou os olhos do celular. O olhar dele era analítico, daqueles que pareciam ler mais do que as pessoas diziam.

— Qual é o novo B.O., minha jovem? — perguntou, cruzando uma perna sobre a outra enquanto observava a neta com atenção. — Edgar está atrás de você preocupado. Disse que você não atende o telefone. — ele fez uma pequena pausa, estreitando os olhos. — O que a Marcela fez com você desta vez?

Laura caminhou até ele. Inclinou-se e beijou o avô no rosto.

— Vô… — disse com um suspiro cansado. — Do jeito que eu estou, se eu atendesse as ligações… poderia acontecer um acidente.

Frederico levantou uma sobrancelha, observando-a com atenção.

— Depois nós conversamos — continuou Laura. — Eu preciso falar com a minha mãe.

— Que carinha é essa? — fez uma pausa. — Está tudo bem com você?

Laura fechou a porta devagar atrás de si. Respirou fundo. E caminhou lentamente até a cama.

— A vó disse que a senhora passou mal… — disse Laura, olhando diretamente para ela. — O que aconteceu para a sua pressão subir? — Ela franziu a testa. — Isso nunca aconteceu com você.

Érica ajeitou o travesseiro atrás das costas.

— Agora eu estou um pouco melhor — respondeu calmamente. — E realmente isso nunca aconteceu antes. — ela estreitou os olhos, observando melhor o rosto da filha. — Mas o que você tem, Laura?

Laura se aproximou mais da cama. Sentou-se na beirada. O coração dela batia rápido demais.

— Por que a senhora foi ao meu casamento?

Érica franziu levemente a testa.

— Porque você é minha filha. — respondeu de imediato.

Érica inclinou levemente a cabeça, claramente confusa.

— Mas por que essa pergunta, Laura? — perguntou, após uma pequena pausa. — Eu achei que tudo tivesse sido resolvido naquela nossa conversa no spa.

Laura abaixou o olhar por um instante. Respirou fundo. Quando levantou os olhos novamente, havia dor ali. E algo mais. Desconfiança.

— Hoje eu ouvi coisas… — disse ela lentamente. — coisas sobre o passado.

A voz ficou mais baixa.

— Sobre o que aconteceu comigo… quando eu era adolescente.

Érica ficou imóvel. Laura abaixou o olhar novamente. Quando levantou os olhos outra vez, havia uma mistura de mágoa e desconfiança ali.

— Sobre o bebê que eu perdi… — as palavras ficaram presas na garganta antes que ela conseguisse continuar.

O silêncio tomou o quarto. Pesado. Denso. Ela então perguntou, encarando a mãe diretamente.

— Como a senhora conseguiu matar seu próprio neto?

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