Laura estava imóvel.
— Sua mãe foi a responsável pela separação de vocês dois — disse Marcela, erguendo uma sobrancelha com provocação.
Ela deu de ombros.
— E o meu papel… era consolar o Edgar em outro país — completou, abrindo um sorriso cheio de malícia.
Laura sentiu as pernas fraquejarem.
— Engravidaria dele. — A voz de Marcela era fria. — Seguraria ele lá. — Ela sorriu lentamente. — Eu faria a cabeça dele. — A voz ficou mais venenosa. — E lembraria todos os dias que você era uma assassina.
Laura sentiu o mundo girar.
— Que você não queria um negro pobre filho do empregado que nem a faculdade conseguia pagar — disse Marcela, saboreando a dor dela.
Lágrimas começaram a escorrer.
— Que preferia um playboyzinho da sua idade — continuou Marcela, passando a língua lentamente pelos lábios antes de sorrir.
Marcela inclinou a cabeça.
— Um rapaz da alta sociedade que a sua mãe e a sociedade aprovariam — disse, cruzando novamente os braços com superioridade.
Silêncio.
Pesado.
Marcela suspirou.
— Mas o Edgar nunca te esqueceu — disse, balançando a cabeça com irritação.
Ela deu um sorriso cheio de ódio.
— Porque você é uma praga que grudou nele. Não sei o que ele viu em você… afinal, era uma adolescente mimada, inexperiente, imatura — completou, olhando Laura de cima abaixo com desprezo.
Laura mal conseguia respirar.
— Até que ele decidiu voltar… — continuou Marcela.
Ela estreitou os olhos.
— E estragou a vida perfeita que nós tínhamos — disse, Marcela apertando os lábios com raiva.
Ela então concluiu.
— Sua querida mãe, Laura… é a responsável por toda desgraça da sua vida — finalizou, percebendo que atingiu Laura.
Laura não percebeu. As lágrimas escorriam silenciosamente. A mente dela voltou para o dia que foi no internato… a conversa com a irmã Dolores. Ela levantou lentamente o olhar para Marcela.
Os olhos estavam cheios de lágrimas. Mas havia algo diferente ali. Fúria.
— Você é um monstro — disse, com a voz trêmula de indignação.
Marcela ergueu uma sobrancelha. Laura continuou.
— A vida vai te cobrar todas as ruindades que você tem feito — afirmou, apontando o dedo para ela.
Sem esperar resposta, ela virou as costas. E saiu da loja. As portas de vidro abriram. Laura atravessou a rua quase sem enxergar. Atrás dela, Marcela apenas observou. E disse em voz baixa.
— Eu ainda não consegui fazer vocês se separarem — murmurou.
Um sorriso cruel surgiu nos lábios dela.
— Mas felizes… vocês não vão ser.
Na mansão dos Holt, Laura entrou na sala com passos firmes, mas o rosto estava sério demais. Frederico, sentado em sua poltrona, levantou os olhos do celular. O olhar dele era analítico, daqueles que pareciam ler mais do que as pessoas diziam.
— Qual é o novo B.O., minha jovem? — perguntou, cruzando uma perna sobre a outra enquanto observava a neta com atenção. — Edgar está atrás de você preocupado. Disse que você não atende o telefone. — ele fez uma pequena pausa, estreitando os olhos. — O que a Marcela fez com você desta vez?
Laura caminhou até ele. Inclinou-se e beijou o avô no rosto.
— Vô… — disse com um suspiro cansado. — Do jeito que eu estou, se eu atendesse as ligações… poderia acontecer um acidente.
Frederico levantou uma sobrancelha, observando-a com atenção.
— Depois nós conversamos — continuou Laura. — Eu preciso falar com a minha mãe.
— Que carinha é essa? — fez uma pausa. — Está tudo bem com você?
Laura fechou a porta devagar atrás de si. Respirou fundo. E caminhou lentamente até a cama.
— A vó disse que a senhora passou mal… — disse Laura, olhando diretamente para ela. — O que aconteceu para a sua pressão subir? — Ela franziu a testa. — Isso nunca aconteceu com você.
Érica ajeitou o travesseiro atrás das costas.
— Agora eu estou um pouco melhor — respondeu calmamente. — E realmente isso nunca aconteceu antes. — ela estreitou os olhos, observando melhor o rosto da filha. — Mas o que você tem, Laura?
Laura se aproximou mais da cama. Sentou-se na beirada. O coração dela batia rápido demais.
— Por que a senhora foi ao meu casamento?
Érica franziu levemente a testa.
— Porque você é minha filha. — respondeu de imediato.
Érica inclinou levemente a cabeça, claramente confusa.
— Mas por que essa pergunta, Laura? — perguntou, após uma pequena pausa. — Eu achei que tudo tivesse sido resolvido naquela nossa conversa no spa.
Laura abaixou o olhar por um instante. Respirou fundo. Quando levantou os olhos novamente, havia dor ali. E algo mais. Desconfiança.
— Hoje eu ouvi coisas… — disse ela lentamente. — coisas sobre o passado.
A voz ficou mais baixa.
— Sobre o que aconteceu comigo… quando eu era adolescente.
Érica ficou imóvel. Laura abaixou o olhar novamente. Quando levantou os olhos outra vez, havia uma mistura de mágoa e desconfiança ali.
— Sobre o bebê que eu perdi… — as palavras ficaram presas na garganta antes que ela conseguisse continuar.
O silêncio tomou o quarto. Pesado. Denso. Ela então perguntou, encarando a mãe diretamente.
— Como a senhora conseguiu matar seu próprio neto?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...