Ísis aproveitou um segundo de distração e se soltou do aperto de Alex, entrando no meio dos dois. As lágrimas escorriam sem parar.
— Para! Pelo amor de Deus, para com isso! — implorou, a voz quebrada. — Olha o que você tá fazendo, Alex… olha pra você!
Ela respirou fundo, tentando recuperar o mínimo de controle. Então virou o rosto para Henrique, com os olhos vermelhos, mas firme.
— Pode ir embora, Henrique. Eu vou com ele.
Henrique hesitou. O olhar dele desceu para o braço dela por um instante, avaliando se havia marcas, e então voltou para o rosto de Ísis. Ele deu um passo curto na direção dela, mas sem invadir.
— Tem certeza? — perguntou, com a voz baixa, tensa. — Você não precisa ir forçada, Ísis. — ele ergueu uma mão devagar, num gesto de oferta, como quem segura a própria indignação. — Eu te levo.
Ísis engoliu em seco. Limpou o rosto com as costas da mão, num movimento rápido, como se estivesse com vergonha de chorar na frente dele.
— Tenho certeza. — disse, firme, apesar da voz falhar no final. — Eu estou indo porque eu quero. — Ela fez uma pausa curta, respirou fundo, e o tom ficou mais sério. — Segunda a gente conversa.
Então ela virou para Alex, os olhos brilhando de raiva e dor.
— Vamos embora, Alex. — disse, num tom duro, sem espaço pra discussão. — Você já ultrapassou todos os limites.
No carro, Alex dirigia em silêncio. As mãos estavam firmes demais no volante. A mandíbula travada. A respiração pesada, contida, como se ele estivesse segurando um incêndio por dentro.
Ísis olhava pela janela o tempo todo. O vidro refletia o rosto dela e o reflexo mostrava uma mulher tentando não chorar de novo. Tentando não ceder. Tentando não lembrar do beijo… da briga… do soco. O silêncio durou alguns minutos. Até Alex explodir, sem nem olhar para ela.
— Como você teve coragem de levar aquele homem numa comemoração que era só entre amigos… — a voz dele saiu dura, carregada de ódio — e deixar ele chegar em você daquele jeito?
Ísis virou o rosto devagar. Os olhos dela estavam cansados.
— A Laura deixou ele ir. — respondeu, fria. — E em nenhum momento ele me desrespeitou… como você.
Alex soltou um riso curto, sem humor.
— Você queria que eu agisse como? — ele perguntou, a voz subindo. — Que eu ficasse batendo palma vendo ele se esfregando em você… segurando a sua cintura com possessividade… como se você fosse dele?
Ísis se virou de vez para ele, o peito subindo.
— Alex! — ela gritou, sem conseguir segurar. — Nós não temos mais nada, entendeu?! Nada!
A voz dela quebrou no final.
— Você não pode agir dessa forma. — continuou, tremendo de raiva. — Você terminou comigo. Você me descartou. E agora quer mandar no meu corpo? Na minha vida?
Alex apertou ainda mais o volante. O silêncio voltou. Só o som do motor e do vento batendo no vidro. Depois de um tempo, Ísis falou de novo, a voz mais baixa, desconfiada.
— Para onde você está me levando?
Alex não respondeu. Ela esperou. E ele continuou dirigindo, como se estivesse decidido a não dar explicação nenhuma. O caminho foi ficando mais escuro, mais vazio. A cidade foi ficando para trás. Até que, depois de algumas horas de estrada, Alex reduziu a velocidade e entrou por um portão.
Uma casa de campo. Grande. Bonita. Isolada.
Ele parou o carro. O silêncio ficou pesado.
Alex soltou o ar e falou, como se aquilo fosse óbvio.
— Chegamos. — disse, com a voz baixa.
Ísis franziu a testa.
— Que lugar é esse? — perguntou, virando o rosto para ele, com o tom mais firme.
Alex virou o rosto para ela, finalmente.
— Minha casa de campo. — disse, firme. — Eu ia te trazer aqui… depois daquele dia no hotel.
Ele saiu do carro. Deu a volta e abriu a porta para ela. Ísis permaneceu sentada.
— Eu não vou entrar nessa casa. — disse, dura. — Me leva de volta.
Ísis apertou os braços contra o próprio corpo, como se estivesse com frio. Alex continuou, a voz tremendo de ódio e desespero ao mesmo tempo.
Ísis fechou os olhos, sentindo o estômago revirar. Alex abaixou a cabeça, humilhado.
— Mas eu estou aqui. — ele disse, a voz falhando. — De joelhos. Me humilhando. Implorando. — Ele respirou fundo, como se fosse a coisa mais difícil que ele já fez na vida. — Pelo seu perdão.
O silêncio foi absoluto. Só as lágrimas de Ísis caindo no chão. Alex ergueu o olhar.
— Volta pra mim, Ísis. — perguntou, desesperado.
Ísis sorriu, incrédula. Foi um sorriso curto. Quase dolorido. E então ela simplesmente virou as costas. Saiu correndo. Abriu a porta da casa com pressa e disparou para fora, como se o ar ali dentro estivesse sufocando.
— Ísis! — Alex chamou, a voz vindo atrás dela, desesperada.
Ela nem olhou. Só correu mais. Mas Alex foi rápido. Em poucos segundos, ele alcançou ela no jardim e a pegou num impulso, colocando-a nos ombros como se ela não pesasse nada. Ísis gritou, assustada.
— Alex! Me põe no chão! — ela bateu nas costas dele, tentando se soltar, o coração disparado. — Você não pode me segurar assim!
Alex segurou firme as pernas dela, sem diminuir o passo.
— Eu não vou deixar você ir embora. — ele respondeu, duro, ofegante, como se a ideia de perdê-la fosse pior do que qualquer limite.
Ísis se debateu mais, o desespero crescendo.
— Alex, me solta! — a voz dela saiu rasgada. — Me solta agora!
Ele não parou. E, num fio de voz, ela soltou a frase.
— Alex… me solta… — ela disse, tremendo. — Eu estou grávida.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...