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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 295

Ísis aproveitou um segundo de distração e se soltou do aperto de Alex, entrando no meio dos dois. As lágrimas escorriam sem parar.

— Para! Pelo amor de Deus, para com isso! — implorou, a voz quebrada. — Olha o que você tá fazendo, Alex… olha pra você!

Ela respirou fundo, tentando recuperar o mínimo de controle. Então virou o rosto para Henrique, com os olhos vermelhos, mas firme.

— Pode ir embora, Henrique. Eu vou com ele.

Henrique hesitou. O olhar dele desceu para o braço dela por um instante, avaliando se havia marcas, e então voltou para o rosto de Ísis. Ele deu um passo curto na direção dela, mas sem invadir.

— Tem certeza? — perguntou, com a voz baixa, tensa. — Você não precisa ir forçada, Ísis. — ele ergueu uma mão devagar, num gesto de oferta, como quem segura a própria indignação. — Eu te levo.

Ísis engoliu em seco. Limpou o rosto com as costas da mão, num movimento rápido, como se estivesse com vergonha de chorar na frente dele.

— Tenho certeza. — disse, firme, apesar da voz falhar no final. — Eu estou indo porque eu quero. — Ela fez uma pausa curta, respirou fundo, e o tom ficou mais sério. — Segunda a gente conversa.

Então ela virou para Alex, os olhos brilhando de raiva e dor.

— Vamos embora, Alex. — disse, num tom duro, sem espaço pra discussão. — Você já ultrapassou todos os limites.

No carro, Alex dirigia em silêncio. As mãos estavam firmes demais no volante. A mandíbula travada. A respiração pesada, contida, como se ele estivesse segurando um incêndio por dentro.

Ísis olhava pela janela o tempo todo. O vidro refletia o rosto dela e o reflexo mostrava uma mulher tentando não chorar de novo. Tentando não ceder. Tentando não lembrar do beijo… da briga… do soco. O silêncio durou alguns minutos. Até Alex explodir, sem nem olhar para ela.

— Como você teve coragem de levar aquele homem numa comemoração que era só entre amigos… — a voz dele saiu dura, carregada de ódio — e deixar ele chegar em você daquele jeito?

Ísis virou o rosto devagar. Os olhos dela estavam cansados.

— A Laura deixou ele ir. — respondeu, fria. — E em nenhum momento ele me desrespeitou… como você.

Alex soltou um riso curto, sem humor.

— Você queria que eu agisse como? — ele perguntou, a voz subindo. — Que eu ficasse batendo palma vendo ele se esfregando em você… segurando a sua cintura com possessividade… como se você fosse dele?

Ísis se virou de vez para ele, o peito subindo.

— Alex! — ela gritou, sem conseguir segurar. — Nós não temos mais nada, entendeu?! Nada!

A voz dela quebrou no final.

— Você não pode agir dessa forma. — continuou, tremendo de raiva. — Você terminou comigo. Você me descartou. E agora quer mandar no meu corpo? Na minha vida?

Alex apertou ainda mais o volante. O silêncio voltou. Só o som do motor e do vento batendo no vidro. Depois de um tempo, Ísis falou de novo, a voz mais baixa, desconfiada.

— Para onde você está me levando?

Alex não respondeu. Ela esperou. E ele continuou dirigindo, como se estivesse decidido a não dar explicação nenhuma. O caminho foi ficando mais escuro, mais vazio. A cidade foi ficando para trás. Até que, depois de algumas horas de estrada, Alex reduziu a velocidade e entrou por um portão.

Uma casa de campo. Grande. Bonita. Isolada.

Ele parou o carro. O silêncio ficou pesado.

Alex soltou o ar e falou, como se aquilo fosse óbvio.

— Chegamos. — disse, com a voz baixa.

Ísis franziu a testa.

— Que lugar é esse? — perguntou, virando o rosto para ele, com o tom mais firme.

Alex virou o rosto para ela, finalmente.

— Minha casa de campo. — disse, firme. — Eu ia te trazer aqui… depois daquele dia no hotel.

Ele saiu do carro. Deu a volta e abriu a porta para ela. Ísis permaneceu sentada.

— Eu não vou entrar nessa casa. — disse, dura. — Me leva de volta.

Ísis apertou os braços contra o próprio corpo, como se estivesse com frio. Alex continuou, a voz tremendo de ódio e desespero ao mesmo tempo.

— Eu estou louco de ciúmes. — confessou. — A minha vontade é sair daqui agora… e matar aquele homem.

Ísis fechou os olhos, sentindo o estômago revirar. Alex abaixou a cabeça, humilhado.

— Mas eu estou aqui. — ele disse, a voz falhando. — De joelhos. Me humilhando. Implorando. — Ele respirou fundo, como se fosse a coisa mais difícil que ele já fez na vida. — Pelo seu perdão.

O silêncio foi absoluto. Só as lágrimas de Ísis caindo no chão. Alex ergueu o olhar.

— Volta pra mim, Ísis. — perguntou, desesperado.

Ísis sorriu, incrédula. Foi um sorriso curto. Quase dolorido. E então ela simplesmente virou as costas. Saiu correndo. Abriu a porta da casa com pressa e disparou para fora, como se o ar ali dentro estivesse sufocando.

— Ísis! — Alex chamou, a voz vindo atrás dela, desesperada.

Ela nem olhou. Só correu mais. Mas Alex foi rápido. Em poucos segundos, ele alcançou ela no jardim e a pegou num impulso, colocando-a nos ombros como se ela não pesasse nada. Ísis gritou, assustada.

— Alex! Me põe no chão! — ela bateu nas costas dele, tentando se soltar, o coração disparado. — Você não pode me segurar assim!

Alex segurou firme as pernas dela, sem diminuir o passo.

— Eu não vou deixar você ir embora. — ele respondeu, duro, ofegante, como se a ideia de perdê-la fosse pior do que qualquer limite.

Ísis se debateu mais, o desespero crescendo.

— Alex, me solta! — a voz dela saiu rasgada. — Me solta agora!

Ele não parou. E, num fio de voz, ela soltou a frase.

— Alex… me solta… — ela disse, tremendo. — Eu estou grávida.

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