Liam não respondeu. Apenas sustentou o olhar. André se levantou devagar, ajeitou a cadeira no lugar e saiu do quarto.
Liam se aproximou da cama com cuidado. Parou ao lado dela e passou os dedos lentamente pelos cabelos de Olívia, num gesto que misturava alívio e proteção. Inclinou-se apenas o suficiente para beijar de leve a testa dela, como se aquele toque silencioso fosse uma promessa de que tudo estava sob controle agora.
— Já cheguei, minha vida. — sussurrou.
Olívia se mexeu minimamente, como se reconhecesse a presença dele mesmo dormindo.
Liam permaneceu ali por alguns segundos, observando-a, garantindo com os próprios olhos que ela estava segura.
Então, sem olhar para trás, saiu do quarto.
Assim que cruzou a porta, Liam parou no meio do corredor com os ombros rígidos. A voz saiu baixa, cortante.
— Seja breve. — disse, o maxilar travado.
André cruzou os braços, o olhar duro.
— Como você teve coragem de deixá-la sozinha? — disparou, dando um passo à frente.
Liam avançou um passo também, encurtando a distância entre os dois. O olhar era frio, calculado.
— A vida da minha esposa — pausou, inclinando levemente a cabeça — e o que eu faço ou deixo de fazer — o corpo impondo presença — não te diz respeito.
André passou a mão pelos cabelos, visivelmente agitado, respirando fundo antes de falar.
— Ela estava andando pela rua sozinha, chorando, sem rumo… — a voz falhou por um segundo. — Como se não reconhecesse o lugar onde foi criada. — ergueu o olhar, encarando Liam. — O que você fez com ela?
O maxilar de Liam se contraiu. A mandíbula saltou, os dentes se apertaram.
— Cuidado com o que você está dizendo. — a voz saiu baixa, carregada de ameaça. — Já passou do limite, André.
André soltou uma risada curta, sem humor, abrindo os braços num gesto irônico.
— Passei do limite? — aproximou-se mais um passo. — Se eu não estivesse passando pelo mesmo lugar que ela… o que teria acontecido com a Olívia? — apontou o dedo para o chão. — Onde você estava quando a deixou sozinha, sem proteção?
Liam avançou de novo, agora ficando a poucos centímetros dele. O olhar não piscava.
— Você já foi longe demais. — falou devagar, cada palavra pesada. — Entenda uma coisa: Olívia é minha. — inclinou-se levemente à frente. — E, para o seu próprio bem, é melhor ficar longe dela.
André ergueu o queixo, o peito inflado.
— Não tenho medo das suas ameaças. — rebateu. — Não pense que vai me intimidar só porque é bilionário. Eu também sou. — apontou para o quarto. — E Olívia não é um objeto pra ter dono. Quando ela acordar, eu vou saber o que realmente aconteceu. — estreitou os olhos. — E se você estiver maltratando ela… eu tiro ela de você.
Foi aí que Liam perdeu o controle. Os punhos se fecharam, os ombros tensionaram.
— Seu desgraçado! — rosnou.
O soco veio rápido, seco, direto no rosto de André. Ele cambaleou, mas se recompôs no mesmo instante e revidou com outro soco, atingindo Liam em cheio.
Liam segurou o paletó dele com força e o prensou contra a parede, o antebraço firme contra o peito, os rostos a centímetros.
— Fala de novo, seu miserável. — rosnou entre os dentes. — Repete o que você disse… se for homem.
— Ela está grávida! — André gritou, a voz ecoando pelo corredor. — E o desmaio não foi por causa da gravidez! — respirava pesado. — O médico disse que foi colapso emocional. Estresse em nível alto. — encarou Liam. — O que você fez pra ela?
Liam o soltou de repente, dando um passo para trás. O impacto daquelas palavras veio como um golpe invisível.
— Ela descobriu a verdade. — pensou ele.
André deu um leve empurrão nele, irritado.
Olívia olhou primeiro para Liam. Depois, voltou o olhar para André.
— Estou bem, André. — respirou fundo, controlando a voz. — Obrigada por me socorrer.
— Não precisa agradecer. — ele respondeu, firme. — Sempre que eu ver que você precisa de socorro, vou ter o prazer de ajudar. Pode contar comigo.
Liam não desviou os olhos dela.
— Ela tem marido. Não vai precisar. — respondeu, a voz baixa, definitiva.
André assentiu lentamente.
— O recado está dado, Olívia. — disse, e sorriu para ela.
Ela respirou fundo, sustentou o olhar dele por um instante e então falou, com calma.
— Mais uma vez, obrigada, André. — endireitou-se um pouco nos travesseiros. — Mas pode ter certeza que não terá outra vez. — virou o rosto para Liam, segurando o olhar dele. — Eu tenho um marido que me protege sempre. O que aconteceu hoje foi algo incomum.
André franziu levemente a testa, deu um passo à frente, a voz mais baixa.
— Tem certeza, Olívia? — perguntou, buscando o olhar dela.
Olívia virou para ele e sustentou o olhar sem hesitar. Levou a mão ao peito, num gesto firme, sincero.
— Você sabe que eu não minto. — respondeu, acariciando o ventre.
André concordou com a cabeça.
— Tudo bem. — disse. — Já vou indo, então. Se cuida, ok?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...