Uma semana havia se passado. Olívia, Ísis e Laura estavam sentadas em uma das mesas externas do Sant Ambroeus, tomando café da manhã com calma, antes de irem trabalhar e curtindo a companhia uma da outra.
Olívia sorriu, apoiando a xícara no pires.
— Estávamos mesmo precisando desse tempinho só nosso. — respirou fundo. — Ísis, como foi essa semana com o Alex?
Ísis deu de ombros, num sorriso tranquilo.
— Foi tudo bem. Ele está respeitando meu tempo. — fez uma pausa. — Mas eu sei que não está sendo fácil pra ele.
Laura levantou uma sobrancelha, sem qualquer filtro, e apoiou o cotovelo na mesa.
— E vocês continuam transando com preservativo? — perguntou, direta, enquanto mexia o cappuccino com uma calma provocativa.
Ísis soltou uma risada com o jeito da amiga. Desviou o olhar por um segundo, pegou a xícara e tomou um gole pequeno, como se ganhasse tempo.
— Nem sempre… — confessou. — Tem vezes que a intensidade é tão grande… que não dá tempo. — deu de ombros, com um sorriso travesso. — Aí… acontece.
Olívia franziu a testa, preocupada. Encostou a xícara no pires com cuidado e se inclinou um pouco para frente.
— Amiga… não quero me meter na sua vida, mas você vai acabar engravidando. — falou num tom mais baixo, protetor. — Resolve primeiro a sua situação com o Alex. Você não sabe qual vai ser a reação dele.
Ísis respirou fundo e assentiu devagar, os olhos ficando mais sérios.
— Minha menstruação atrasou dois dias, acredita? — disse. — Fiz o teste… mas deu negativo. — suspirou. — Eu sinto que vou demorar pra ter filho.
Laura mexeu o café, pensativa, olhando para Ísis por cima da xícara.
— É melhor você contar logo a verdade pra ele… — falou com calma, mas firmeza. — Conheço Alex desde que me entendo por gente. Ele é uma ótima pessoa… porém quando quer, fica pior que o diabo. — soltou um riso curto. — Ele e o Liam são idênticos. Se fossem irmãos, não seriam tão parecidos. E eu não quero ver você sofrendo.
Ísis assentiu lentamente.
— Eu sei. — disse, calma. — Eu vou resolver tudo antes do seu casamento, pode ficar tranquila. — fez uma pausa e respirou fundo. — Mas com relação a filho… eu estou tranquila. Quando tiver que acontecer, vai acontecer. E eu acho que vai ser quando eu menos esperar.
Olívia inclinou-se um pouco mais para frente, os olhos atentos.
— E a secretária dele, Ísis? — perguntou com cuidado. — Como ficou com a mudança de setor?
Ísis respirou fundo antes de responder.
— Creio que está bem. — disse. — Ele nem toca no nome dela. — deu um meio sorriso. — E das vezes que eu fui no escritório, nem esbarrei com ela.
Ela ajeitou o guardanapo no colo, num gesto automático.
— Eu não me arrependo de ter impedido ele de demiti-la. Eu sei o quanto foi difícil conseguir um emprego. — olhou para as amigas. — E ele disse que ela é uma boa funcionária.
As duas ouviram atentas.
— No fim das contas… — Ísis continuou — ela só passou pela vida dele. Assim como o Caio passou pela minha. A diferença é que eu era casada. — deu um suspiro leve. — E o Alex é muito maduro por sempre me ouvir quando eu falo dele. Então eu percebi que preciso ser a mesma coisa com ele.
Ela soltou um sorriso meio irônico.
— Até porque… eu também não estou podendo exigir muita coisa, né, amigas?
— Ele disse que o que mais se ouve no escritório é: “Ah, ele foi um ótimo pai, mas um péssimo marido.” — olhou para Laura. — Só que um ótimo pai não maltrata a mãe. Porque um ótimo pai é exemplo pros filhos… nas relações emocionais, no casamento, no respeito. — Ela respirou fundo. — Um ótimo pai não cria um ambiente tóxico dentro de casa. Um ótimo pai se preocupa com a saúde mental dos filhos. Protege os filhos de ambientes tóxicos.
Laura ficou alguns segundos sem resposta. Depois, soltou um ar lento, como se tivesse levado um choque.
— Nossa… — murmurou. — Eu nunca tive essa percepção. Você falou uma grande verdade agora.
Ísis deu um sorrisinho, finalmente quebrando o peso.
— Estou virando uma advogada depois que fui morar com meu namorido. — brincou. — Acho que vou fazer Direito.
As três sorriram. E antes que Laura dissesse qualquer coisa, o celular dela começou a tocar.
Ela olhou a tela, estranhando o número desconhecido. Franziu levemente a testa, hesitou por um segundo… mas atendeu.
— Alô? — levou o aparelho ao ouvido, a voz calma. — Quem fala?
Do outro lado, a voz de Luna veio chorosa, tremida.
— Tia… — soluçou. — A senhora mentiu pra mim.
Laura endireitou-se na cadeira na mesma hora. O coração disparou. A mão livre apertou a borda da mesa com força.
— Luna? — a voz saiu mais baixa, urgente. — Você está na escola, meu amor? — engoliu em seco. — De quem é esse número?
— A senhora me prometeu que meu pai não ia me abandonar por causa da senhora… — Luna chorou. — Ele não me pega mais. Não lê histórias pra mim. Não me leva na casa dele. Não me liga… — a voz falhou, carregada de mágoa. — Minha mãe disse que isso é culpa sua. Eu te odeio, tia!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...