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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 265

Laura respirou fundo.

— Calma… vamos ligar pro Alex. — respondeu, já pegando o celular dentro da bolsa.

Edgar segurou o braço dela antes que ela discasse.

— Não. — a palavra saiu curta, firme.

Laura olhou para ele, surpresa. Edgar ficou quieto. Pensativo. O tipo de silêncio que assustava.

Ele respirou fundo. Os olhos fixos na mansão.

E quando falou, a voz veio baixa… controlada. Perigosa.

— Agora eu vou agir diferente.

Laura sentiu um arrepio.

— Edgar… — ela murmurou, o coração apertando.

Mas ele já estava digitando. E foi falando, como se pensasse em voz alta enquanto digitava, palavra por palavra.

— “Se ela não quer me ver, tudo bem… vou respeitar.” — digitou devagar, os dedos firmes. — “Não vou pressioná-la.” — continuou, sem piscar. — “Vou pegá-la na semana que vem.” — fez uma pausa curta, respirando fundo. — “Amanhã eu ligo.”

Laura encarou o rosto dele, desconfiada. O maxilar dele estava travado, mas o olhar… o olhar estava frio demais.

Ela engoliu em seco.

— O que você está aprontando? — perguntou, apertando os dedos no colo.

Edgar guardou o celular no bolso, o olhar fixo na porta da mansão. E a resposta veio sem pressa.

— Estou fazendo ela achar que eu desisti. Vamos embora. — respondeu, ligando o carro.

No outro dia, Luna saiu pelo portão da escola com a mochilinha nas costas.

Marcela estava esperando por ela, com os óculos escuros no rosto e o celular na mão, como se tudo estivesse sob controle. Como se nada tivesse acontecido.

Luna caminhava devagar, olhando para os lados, ainda com aquele peso no olhar de quem tinha chorado demais nos últimos dias.

Até que a voz dele cortou o ar.

— Luna.

Foi uma palavra só. Mas foi o suficiente. A menina parou na hora. O corpo inteiro travou por um segundo… e então ela virou o rosto.

Os olhos dela se arregalaram. E, como se uma parte dela tivesse voltado a respirar depois de muito tempo, o rostinho se abriu num brilho imediato.

— Papai!

Luna largou o passo e correu. Correu com força, com pressa, como se tivesse medo dele sumir.

Edgar se agachou no mesmo instante, abrindo os braços, e ela se jogou no colo dele com um impacto cheio de saudade. Ele a segurou forte, apertando a filha contra o peito, fechando os olhos por um segundo como se aquilo fosse a única coisa real no mundo.

— Meu amor… — ele murmurou, com a voz embargada. — Minha vida… minha princesa!

Luna segurou o rosto dele com as duas mãozinhas e encostou a testa na dele, choramingando.

— Você veio! — ela beijou a bochecha dele com carinho. — Eu estava morrendo de saudade, papai!

Atrás deles, o som seco de um salto se aproximando denunciou Marcela antes mesmo da voz.

— O que você tá fazendo aqui, Edgar? — perguntou, cruzando os braços.

Edgar ergueu o olhar devagar. Marcela tinha tirado os óculos escuros. O rosto estava duro. Surpreso. Mas, principalmente… irritado.

Ela olhou para Luna, depois para ele, como se estivesse vendo uma cena que não deveria existir.

— Você não pode simplesmente aparecer assim. — ela continuou, a voz baixa, mas carregada de veneno. — Isso não foi combinado.

Edgar se levantou com Luna no colo. Ela agarrou o pescoço dele com força, como se estivesse se protegendo ali.

Ele não gritou. Não perdeu a cabeça. Não fez espetáculo. Só olhou para Marcela com um frio absoluto. E então falou, num tom firme, direto, impossível de contestar.

Quando Luna chegou perto, Laura se agachou na altura dela, abriu um sorriso doce. Um sorriso que tentava ser abrigo no meio daquele caos.

— Oi, minha princesa… — falou baixinho, estendendo a mão.

Luna segurou a mão dela com força. Laura abriu a porta traseira e, com cuidado a ajudou entrar.

— Eu estava com muita saudade, princesa. — ajeitou o cinto no corpinho dela, com carinho, e beijou a testa dela. — Vamos brincar bastante.

Luna respirou fundo, ainda tremendo, mas os olhos já estavam mais calmos. Laura fechou a porta devagar. E então, antes de entrar no carro novamente, ela olhou para Edgar. O olhar dela dizia tudo.

Cuidado. Não perde a cabeça.

Edgar respirou fundo e voltou o olhar para Marcela. A voz saiu firme.

Pode ir. — falou, calmo demais.

Ele ajeitou o paletó no corpo, olhando Marcela de cima a baixo.

— É isso mesmo que eu quero que você faça. — ergueu o queixo, implacável. — Vai ser muito bom ela passar por uma psicóloga.

Ele deu um passo à frente, o olhar escurecendo.

— Uma psicóloga vai conseguir tirar a verdade da minha filha. — disse, pesado. — E quando isso acontecer… — ele fez uma pausa curta — você vai desejar não ter aberto essa porta.

Ele assentiu uma vez, frio.

— Então vai. Segue firme. — concluiu, a voz baixa e cortante.

Ele sustentou o olhar dela por mais um segundo. Frio. Sem piscar. Então deu as costas. E saiu andando com calma.

Edgar chegou à cobertura com Luna e Laura. Assim que a porta se fechou atrás deles, a pequena disparou em direção ao corredor, leve, feliz, como se aquele lugar fosse um parque de diversão particular. Os pezinhos batiam no chão com pressa.

Ele largou as chaves do carro e a carteira sobre o aparador. O olhar dele acompanhou a filha por um segundo… e então a voz veio firme, parando o ar.

— Onde você pensa que vai, Luna?

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