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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 264

Edgar dirigia com as duas mãos firmes no volante, os olhos fixos na estrada, mas a tensão no corpo denunciava que ele não estava realmente ali. A mandíbula travada, o maxilar duro, como se cada pensamento fosse uma batalha.

Laura estava no banco do passageiro. Observava o perfil dele com atenção, o peito apertado desde a noite anterior.

Ela respirou fundo antes de falar, escolhendo as palavras com cuidado… mas sem perder a firmeza.

— Nego… — tocou de leve no braço dele, num gesto contido. — Vê se não vai perder a cabeça igual ontem se alguma coisa der errado. — a voz saiu baixa, séria. — Nunca mais quero te ver daquele jeito.

Edgar desviou o olhar por um segundo, encarando-a de lado. Depois voltou a atenção para o volante.

— Eu estava no auge do estresse. — disse, num tom carregado de culpa. — A Marcela conseguiu tirar o pior de mim. — respirou fundo, engolindo seco. — Ela foi o pior erro da minha vida.

Laura apertou os lábios. O olhar dela vacilou, e ela admitiu, quase num sussurro.

— Você me assustou ontem… — confessou, com o coração apertado.

Ela levou a mão até o peito, num gesto instintivo, e respirou fundo, como se ainda estivesse revivendo a cena.

— Eu nunca tinha te visto daquele jeito, Edgar. — completou, os olhos brilhando. — E eu… eu não gostei.

Edgar soltou o ar devagar. Tirou uma mão do volante por um instante e pegou a mão dela com cuidado, como se aquilo fosse um pedido de perdão sem precisar dizer mais nada.

Levou os dedos dela aos lábios e beijou, ainda dirigindo.

— Me perdoa, amor. — disse com sinceridade. — Isso não vai mais se repetir. — fez uma pausa curta, tentando mudar o clima, tentando respirar. — Como foi seu dia?

Laura relaxou um pouco no banco. O rosto suavizou.

— Foi puxado. — respondeu. — Fiz uma cirurgia complicada numa gatinha que foi atropelada.

Edgar franziu levemente a testa, preocupado de verdade. Ele diminuiu um pouco a velocidade, como se a atenção dele tivesse ido inteira para ela. A mão direita saiu do volante por um segundo e tocou de leve o joelho de Laura, num gesto automático de carinho.

— E ela ficou bem? — perguntou, a voz mais baixa, enquanto lançava um olhar rápido para ela antes de voltar para a pista.

Laura assentiu devagar.

— Ficou. — disse, com um alívio discreto. — Foi por pouco… — ela fez um gesto com a mão, como se mostrasse a linha fina entre perder e salvar. — A dona estava desesperada. Chorava como se fosse uma criança… — deu um sorriso pequeno, emocionado. — E eu entendo. Tem gente que ama um bichinho como filho.

Edgar sorriu de lado, orgulhoso.

— Você é boa em tudo que faz, Felícia. — disse com aquele tom quente, carregado de carinho e malícia ao mesmo tempo. — Principalmente entre quatro paredes comigo… onze de dez.

Laura soltou uma risada baixa, balançando a cabeça, e deu um tapinha leve no braço dele.

— Seu sem vergonha… — murmurou, mas estava sorrindo. — o olhou com ternura. — E você? Como foi seu dia?

Edgar soltou um suspiro.

— Corrido. — respondeu. — Quase não tive tempo de pegar no celular.

Laura ergueu uma sobrancelha.

— Percebi. — disse, divertida. — Minha mensagem está até agora sem resposta.

Edgar olhou rápido para ela, desconfiado.

— Que mensagem? — perguntou, com uma curiosidade contida.

— Depois você lê. — Laura respondeu, com um sorriso inocente demais pra ser verdade, virando o rosto para a janela como se não fosse nada.

Ele balançou a cabeça devagar.

— Pela sua cara… — murmurou, com um sorriso maroto. — eu já sei que você está aprontando alguma.

Laura levou a mão ao peito, fingindo indignação, e abriu um sorriso ainda mais provocador.

— Eu tenho cara de quem apronta alguma coisa, amor? — perguntou. — Sou tão tranquila… Sou um anjo.

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