Olívia sorriu com os olhos marejados. Liam ergueu o rosto e o sorriso dele veio torto, malicioso, apaixonado.
— Porque o papai vai dar muito carinho pra ela… agora — ele completou. — E vai fazer sua mãe lembrar o quanto ela me enlouquece.
Foi então que Olívia sentiu. Um movimento diferente. Sutil. Mas inconfundível. O ventre dela deu um pequeno pulso.
Ela arregalou os olhos, a respiração prendendo. Liam sentiu também. A mão dele congelou por um segundo. O olhar dele se transformou. O peito dele subiu, como se tivesse levado um choque. Olívia levou a mão à boca, emocionada.
— Mozão… — ela sussurrou, com a voz falhando. — Você sentiu?
Uma semana depois, Ísis entrou na Cole Law Tower. Lindíssima. O cabelo impecável, exatamente do jeito que Alex adorava. A maquiagem estava leve, mas perfeita. O vestido era elegante, sem esforço e o salto fazia com que ela atravessasse aquele lobby como alguém que não estava mais pedindo permissão para existir. Ela parou na recepção.
— Boa tarde. — Ísis disse, com educação. — Eu gostaria de…
A recepcionista a reconheceu na mesma hora e abriu um sorriso profissional.
— Boa tarde, senhora Ísis. O doutor Alex acabou de sair de uma reunião. Com certeza já está na sala dele.
Ísis assentiu, controlando a respiração.
— Muito obrigada. — ela disse. — Você poderia avisar que eu estou na recepção?
A recepcionista arregalou levemente os olhos, quase ofendida com a ideia.
— De maneira alguma, senhora. — respondeu, com firmeza respeitosa. — A entrada da esposa do doutor Alex não precisa ser anunciada nem autorizada. Seja bem-vinda. Pode subir.
Ísis segurou o impulso de reagir ao título.
Esposa. Ela sorriu, educada.
— Muito obrigada, flor. — disse, gentil. — Um ótimo final de expediente pra você.
— Obrigada, senhora. — respondeu a recepcionista, com simpatia.
Ísis caminhou até o elevador e sentiu alguns olhares a acompanhando. Não eram apenas olhares de curiosidade. Eram olhares de quem lembrava dela.
O elevador chegou. Ísis entrou. As portas se fecharam e, sozinha, ela soltou o ar devagar.
— Por que ele não disse que não temos mais nada? — sussurrou para si mesma, encarando o reflexo no espelho do elevador.
Ela balançou a cabeça, como se quisesse se puxar de volta para a realidade.
— Ísis… não cria expectativas. — murmurou, firme. — O Alex não quer que funcionário nenhum vasculhe a vida dele.
O elevador subiu. Quando as portas se abriram no último andar, Ísis caminhou pelo corredor com passos seguros. Chegou até a antessala da presidência. A secretária levantou na mesma hora.
— Boa tarde, senhora. — disse. — O doutor Alex acabou de chegar na sala. — Ela fez uma pausa e então a voz saiu mais baixa, carregada de alívio. — Graças a Deus que a senhora veio aqui.
Ísis parou, surpresa. Ela piscou algumas vezes, como se não tivesse entendido, e inclinou levemente a cabeça.
— Por quê? — perguntou, com a voz baixa e um olhar atento.
A secretária soltou um suspiro, como se estivesse segurando aquilo há dias.
— Me desculpa, mas nas últimas duas semanas ele está mais sério do que já é… e muito mais exigente. — ela confessou, com cuidado. — Os funcionários até comentaram que a senhora deveria estar viajando.
Ísis franziu levemente o olhar. Ela apertou a alça da bolsa contra o corpo, desconfortável com a ideia de ser assunto naquele lugar.
— Estão comentando isso? — perguntou, erguendo uma sobrancelha, sem esconder a surpresa.
A secretária arregalou os olhos e levantou as mãos num gesto defensivo.
— Eu estou me desligando da empresa. — disse, com calma, sem piscar.
O silêncio caiu como uma pedra. Alex estreitou o olhar.
— Por quê? — perguntou, seco. — Arrumou outro emprego?
Ísis deu um sorriso mínimo. Não de alegria. De força.
— Eu não devo mais satisfação da minha vida pra você. — disse, firme. Ela fez uma pausa curta e completou, como quem escolhia ser madura mesmo sangrando. — Mas eu vou matar sua curiosidade.
Alex não piscou. Ísis respirou fundo.
— Eu fui lembrada por um trabalho que eu fiz. — explicou. — Um produtor novo chegou em Nova York e me convidou pra fazer um teste. — Ela ergueu o queixo. — E eu passei.
Alex ficou imóvel. O olhar dele passou pelo rosto dela, como se tentasse entender como… como ela tinha voltado a se levantar tão rápido.
— Assim… tão rápido? — ele perguntou, num tom quase incrédulo.
Ísis sustentou o olhar.
— São anos esperando por essa oportunidade. — respondeu, sem vacilar. — Então não foi rápido. — Ela se aproximou um pouco mais, firme. — Deus existe, Alex. — disse, com uma calma dolorida. — E depois de um momento turbulento na nossa vida… Ele vem com um bálsamo.
Alex a olhou como se aquela frase tivesse atravessado alguma defesa. Ísis não deixou ele respirar muito.
— Mas eu não vim aqui falar da minha vida pessoal. — ela continuou, direta. — Eu vim te dizer que assim que eu receber meu primeiro salário… eu vou deixar sua cobertura.
Alex abriu a boca, mas ela não deixou.
— E eu faço questão de pagar tudo o que eu gastei. — Ísis completou, firme.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...