Entrar Via

Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 283

Olívia sorriu com os olhos marejados. Liam ergueu o rosto e o sorriso dele veio torto, malicioso, apaixonado.

— Porque o papai vai dar muito carinho pra ela… agora — ele completou. — E vai fazer sua mãe lembrar o quanto ela me enlouquece.

Foi então que Olívia sentiu. Um movimento diferente. Sutil. Mas inconfundível. O ventre dela deu um pequeno pulso.

Ela arregalou os olhos, a respiração prendendo. Liam sentiu também. A mão dele congelou por um segundo. O olhar dele se transformou. O peito dele subiu, como se tivesse levado um choque. Olívia levou a mão à boca, emocionada.

— Mozão… — ela sussurrou, com a voz falhando. — Você sentiu?

Uma semana depois, Ísis entrou na Cole Law Tower. Lindíssima. O cabelo impecável, exatamente do jeito que Alex adorava. A maquiagem estava leve, mas perfeita. O vestido era elegante, sem esforço e o salto fazia com que ela atravessasse aquele lobby como alguém que não estava mais pedindo permissão para existir. Ela parou na recepção.

— Boa tarde. — Ísis disse, com educação. — Eu gostaria de…

A recepcionista a reconheceu na mesma hora e abriu um sorriso profissional.

— Boa tarde, senhora Ísis. O doutor Alex acabou de sair de uma reunião. Com certeza já está na sala dele.

Ísis assentiu, controlando a respiração.

— Muito obrigada. — ela disse. — Você poderia avisar que eu estou na recepção?

A recepcionista arregalou levemente os olhos, quase ofendida com a ideia.

— De maneira alguma, senhora. — respondeu, com firmeza respeitosa. — A entrada da esposa do doutor Alex não precisa ser anunciada nem autorizada. Seja bem-vinda. Pode subir.

Ísis segurou o impulso de reagir ao título.

Esposa. Ela sorriu, educada.

— Muito obrigada, flor. — disse, gentil. — Um ótimo final de expediente pra você.

— Obrigada, senhora. — respondeu a recepcionista, com simpatia.

Ísis caminhou até o elevador e sentiu alguns olhares a acompanhando. Não eram apenas olhares de curiosidade. Eram olhares de quem lembrava dela.

O elevador chegou. Ísis entrou. As portas se fecharam e, sozinha, ela soltou o ar devagar.

— Por que ele não disse que não temos mais nada? — sussurrou para si mesma, encarando o reflexo no espelho do elevador.

Ela balançou a cabeça, como se quisesse se puxar de volta para a realidade.

— Ísis… não cria expectativas. — murmurou, firme. — O Alex não quer que funcionário nenhum vasculhe a vida dele.

O elevador subiu. Quando as portas se abriram no último andar, Ísis caminhou pelo corredor com passos seguros. Chegou até a antessala da presidência. A secretária levantou na mesma hora.

— Boa tarde, senhora. — disse. — O doutor Alex acabou de chegar na sala. — Ela fez uma pausa e então a voz saiu mais baixa, carregada de alívio. — Graças a Deus que a senhora veio aqui.

Ísis parou, surpresa. Ela piscou algumas vezes, como se não tivesse entendido, e inclinou levemente a cabeça.

— Por quê? — perguntou, com a voz baixa e um olhar atento.

A secretária soltou um suspiro, como se estivesse segurando aquilo há dias.

— Me desculpa, mas nas últimas duas semanas ele está mais sério do que já é… e muito mais exigente. — ela confessou, com cuidado. — Os funcionários até comentaram que a senhora deveria estar viajando.

Ísis franziu levemente o olhar. Ela apertou a alça da bolsa contra o corpo, desconfortável com a ideia de ser assunto naquele lugar.

— Estão comentando isso? — perguntou, erguendo uma sobrancelha, sem esconder a surpresa.

A secretária arregalou os olhos e levantou as mãos num gesto defensivo.

— Eu estou me desligando da empresa. — disse, com calma, sem piscar.

O silêncio caiu como uma pedra. Alex estreitou o olhar.

— Por quê? — perguntou, seco. — Arrumou outro emprego?

Ísis deu um sorriso mínimo. Não de alegria. De força.

— Eu não devo mais satisfação da minha vida pra você. — disse, firme. Ela fez uma pausa curta e completou, como quem escolhia ser madura mesmo sangrando. — Mas eu vou matar sua curiosidade.

Alex não piscou. Ísis respirou fundo.

— Eu fui lembrada por um trabalho que eu fiz. — explicou. — Um produtor novo chegou em Nova York e me convidou pra fazer um teste. — Ela ergueu o queixo. — E eu passei.

Alex ficou imóvel. O olhar dele passou pelo rosto dela, como se tentasse entender como… como ela tinha voltado a se levantar tão rápido.

— Assim… tão rápido? — ele perguntou, num tom quase incrédulo.

Ísis sustentou o olhar.

— São anos esperando por essa oportunidade. — respondeu, sem vacilar. — Então não foi rápido. — Ela se aproximou um pouco mais, firme. — Deus existe, Alex. — disse, com uma calma dolorida. — E depois de um momento turbulento na nossa vida… Ele vem com um bálsamo.

Alex a olhou como se aquela frase tivesse atravessado alguma defesa. Ísis não deixou ele respirar muito.

— Mas eu não vim aqui falar da minha vida pessoal. — ela continuou, direta. — Eu vim te dizer que assim que eu receber meu primeiro salário… eu vou deixar sua cobertura.

Alex abriu a boca, mas ela não deixou.

— E eu faço questão de pagar tudo o que eu gastei. — Ísis completou, firme.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato