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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 282

Alex ficou imóvel. O silêncio do quarto ficou mais pesado. Liam deu um meio sorriso frio.

— E você é moleque demais… pra aquele mulherão.

Alex encarou Liam como se tivesse levado um soco. O orgulho dele tentou reagir… mas a verdade tinha acertado em cheio. Liam então jogou uma bolsa que estava na mão dele ao lado de Alex. O impacto foi seco.

— E eu vim te trazer isso. — disse, sem emoção.

Alex olhou para a bolsa, desconfiado. Liam já estava se virando para sair. Mas antes de cruzar a porta, ele parou e falou por cima do ombro, com a voz firme e cruelmente realista.

— Você vai precisar… quando passar ao lado dela… e perceber que ela seguiu a vida.

E saiu do quarto. A porta fechou. Alex ficou alguns segundos parado, como se não soubesse se estava com raiva… ou com medo. Então pegou a bolsa e abriu.

— Caixinha de lenço? — murmurou, com raiva, jogando a caixinha de volta na bolsa.

Na madrugada, Liam se remexeu na cama, instintivamente procurando por Olívia.

Mas não a sentiu. Ele abriu os olhos no escuro e, por um segundo, achou que ela estivesse no banheiro da suíte. Sentou-se devagar, ainda sonolento, e chamou baixo.

— Amor…?

Silêncio.

Liam se levantou. Foi até o banheiro. Nada.

Abriu a porta do closet. Nada. Ele vestiu o robe, passou pelo quarto que seria do bebê e também não encontrou Olívia ali.

Desceu as escadas. Procurou nos cômodos e nada. A tensão subiu no corpo dele. Sem pensar duas vezes, saiu pela porta principal e caminhou até o segurança.

— Onde está a Olívia? — perguntou, direto.

O segurança respondeu com naturalidade.

— Na hidro, senhor. — o segurança respondeu, apontando discretamente com o queixo na direção do corredor lateral, mantendo a postura profissional.

Liam seguiu. Quando entrou no espaço da hidro, parou. A cena o atingiu de um jeito inesperado. Olívia estava sentada na borda, acariciando o ventre, olhando para o céu através da parede de vidro. O reflexo das estrelas parecia se misturar ao brilho úmido no olhar dela.

Ela estava linda. Tão linda que doía. Liam tirou o celular do bolso. Sem fazer barulho, tirou uma foto. E ficou ali por alguns segundos, apenas contemplando… como se estivesse guardando aquela imagem dentro de si.

Olívia sentiu a presença dele antes mesmo de olhar. Virou o rosto devagar. E encontrou Liam. O olhar dele estava amolecido. Profundo. Como se ele enxergasse mais do que ela dizia.

— O céu está igual ao dia em que nos conhecemos. — Olívia murmurou, a voz baixa. — Lindíssimo.

Liam se aproximou com passos lentos, e a voz dele saiu grave, carregada de verdade.

— Não consegue ser mais lindo do que a visão que eu estou tendo agora. — ele disse, parando perto dela e apoiando a mão no ombro dela, num toque leve e quente, como se estivesse dizendo sem palavras: eu estou aqui.

Olívia corou imediatamente. Baixou os olhos, sem jeito, e voltou a encarar as estrelas, tentando disfarçar o quanto aquilo mexia com ela. Liam sentou-se atrás dela, com cuidado, e puxou Olívia para perto. Ela se encaixou no peito dele como se o corpo reconhecesse o lugar seguro.

A cabeça dela repousou nos ombros largos dele. Liam passou a mão pela cintura dela e, em seguida, fez carinho no ventre, lento… protetor.

— O que está perturbando o seu sono, meu amor? — perguntou, num tom calmo e protetor.

Olívia tentou respirar fundo. Mas uma lágrima escapou. Liam sentiu. E isso bastou. Ela engoliu em seco e confessou, com a voz embargada.

— Foi muito triste ver o estado da Ísis… — ela murmurou, apertando os dedos no tecido do roupão, como se ainda estivesse segurando a dor do que viu.

Liam apertou Olívia um pouco mais contra ele, e beijou a têmpora dela.

Sério. Como se aquilo fosse uma injustiça. Ele virou o rosto dela de novo para encará-lo.

— Escuta o que eu vou te dizer. — a voz dele saiu baixa, mas absoluta. — Para de se chamar de gorda, porque isso não existe. E eu vou continuar te respeitando. Te amando. Te desejando. E te dando prazer… da forma que for.

Olívia piscou, surpresa. Liam sorriu de lado.

— Sexo não é só penetração. — disse, firme, sem vulgaridade. — Tira isso da sua cabeça. — Ele desceu o olhar para o corpo dela, com desejo declarado… e voltou para os olhos. — Você não está gorda. Você está gostosa demais. — ele murmurou. — Meu tesão… até aumentou.

Olívia soltou uma risadinha, finalmente mais leve, com os olhos brilhando.

— Eu te amo muito, mozão. — murmurou.

Liam deu um selinho nela, lento, como se estivesse deixando ali uma promessa.

— E eu te amo muito mais. — respondeu, encostando a testa na dela por um instante, antes de beijar a ponta do nariz dela com carinho.

Ele se levantou com calma.

Olívia o acompanhou com o olhar, silenciosa, o coração acelerando só de vê-lo daquele jeito… tão seguro, tão dela.

Liam soltou o robe devagar. Depois, com a mesma tranquilidade provocadora, tirou a cueca.

Olívia não disse nada. Apenas observou, com o rosto quente, os olhos presos nele, como se o mundo inteiro tivesse desaparecido, restando só os dois… e aquela noite.

Liam se ajoelhou diante dela. Sem pressa.

Sem desviar o olhar dos olhos dela. Ele abriu o roupão dela lentamente, como se estivesse desfazendo um nó de tristeza.

— Mamãe está um pouco triste, filho… então seja bonzinho e continue dormindo. — disse, acariciando o ventre dela, com carinho, num tom quase brincalhão, mas cheio de ternura.

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