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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 291

Todos estavam sentados à mesa outra vez, mas o clima já não era o mesmo. A conversa tentava continuar… só que a tensão tinha ficado no ar, pairando como fumaça.

Liam olhou para o corredor da mansão, impaciente. Tamborilou os dedos na borda do copo e soltou o ar pelo nariz, já sem paciência.

— Eles estão demorando pra descer. — murmurou, virando o rosto de novo na direção do corredor.

Olívia segurou a mão dele por baixo da mesa e fez um carinho calmo, como quem tentava segurar o mundo no lugar.

— Calma, mozão… — disse, suave. — Eles devem estar conversando. Você sabe como a Laura é. E o Edgar sabe lidar muito bem com ela.

Ísis ainda parecia confusa. Ela apoiou o cotovelo na mesa e franziu levemente os lábios, tentando entender a sequência absurda dos acontecimentos.

— Eu não entendi nada… — confessou. — A gente estava bem na piscina. Eu fui atender o telefone e aí… tudo aconteceu.

Henrique tentou aliviar, sorrindo como quem realmente acreditava no melhor.

— Tem noiva que fica tão nervosa na semana do casamento que surta. Vida real é assim. — ele olhou para Liam, calmo. — Fica tranquilo. Não vai ser nada. Eu conheci vocês hoje, mas dá pra ver de longe que o amor deles é verdadeiro. Ali não tem espaço pra separação. Um não vive sem o outro.

Alex, que estava quieto até então, soltou um riso curto. Sem humor. Ele mexeu devagar no copo, como se nem ligasse… mas o olhar dele foi certeiro demais quando subiu.

— Verdade. — disse, seco. — Quando não é verdadeiro… vem a separação. E a pessoa tem uma pressa desesperada de seguir a vida… — ele completou, olhando para Ísis sem piscar — e em menos de um mês já está se exibindo com outro.

O silêncio foi quase automático. O clima pesou na mesa. Alex falou como se estivesse apenas comentando algo.

Olívia ficou séria na hora. Liam respirou fundo, já conhecendo aquele veneno. Antes que alguém respondesse, o celular dele vibrou. Liam pegou na hora, o olhar atento, e se levantou um pouco da cadeira, como se já esperasse problema.

— Está tudo bem aí? — perguntou, a voz firme, mas tentando soar normal.

Do outro lado, a voz de Edgar veio calma, com um sorriso evidente, como se ele estivesse tentando tranquiliza-lo

— Fica tranquilo, cunhado. — Edgar respondeu, sorridente. — Está tudo bem. Daqui a pouco nós vamos descer.

Liam soltou o ar devagar, como se tivesse tirado um peso do peito.

— Estou aguardando. — respondeu.

Ele desligou e se acomodou novamente na cadeira, colocando o celular sobre a mesa com um cuidado que denunciava o alívio. Então ergueu o olhar para os outros, tentando puxar o clima de volta.

— Eles estão bem. — anunciou, num tom mais leve. — Daqui a pouco vão descer.

Henrique virou para Ísis com um sorriso leve, como se dissesse não deixa isso te tocar. Ele estendeu a mão para ela por cima da mesa, num gesto elegante e gentil.

— Vamos dançar de novo? — convidou, com a voz baixa e um brilho divertido no olhar.

Ísis sustentou o olhar de Alex por um segundo e então sorriu.

— Vamos. — disse, aceitando a mão de Henrique e se levantando com um movimento calmo, como se não houvesse mais nada naquele mundo capaz de derrubá-la.

E foi. Assim que Henrique colocou a mão na cintura dela, Alex fez menção de se levantar no impulso. Liam segurou o braço dele na mesma hora.

— Segura a tua onda. — murmurou, firme. — Você não foi moleque e terminou com ela?

Alex olhou para Liam, irritado. Liam não recuou.

— Agora aguenta. — disse, baixo. — Você não tem direito de fazer cena e querer exigir nada. Ela não é sua propriedade.

Alex respirou fundo e se acomodou de novo na cadeira, como se precisasse se forçar a voltar ao próprio lugar.

Ísis dançou com Henrique como se estivesse respirando de novo. Como se, pela primeira vez em semanas, o corpo dela lembrasse o que era leveza.

Ísis soltou uma risada curta. Sem humor. E puxou a mão devagar, mas ele não soltou.

— Se eu não significo nada… — ela murmurou, estreitando os olhos — então por que você está aqui me impedindo de sair? — completou, firme, sustentando o olhar dele sem recuar.

Alex travou o olhar nela e a voz desceu, ficando perigosa.

— Ele não é só seu produtor. — disse, com o olhar escuro. — Confessa que você está transando com ele.

Ísis não respondeu. Ela puxou a mão de volta. Alex a pressionou contra a parede com o corpo. Não com violência, mas com uma presença sufocante.

— Eu sei que você ainda me ama. — ele murmurou.

Ísis sorriu. Por um segundo, Alex achou que tinha vencido. Mas então o sorriso dela morreu. E o olhar ficou sério.

— Eu te amo tanto… — ela disse, bem baixa, bem perto — que eu estou morrendo por isso, não está vendo?

Alex endureceu. Ísis aproximou a boca da dele, só o suficiente pra destruir o controle.

— Eu me amo, Alex. — ela sussurrou, com o olhar firme, sem piscar. — Me amo tanto… que eu não permito mais um moleque na minha vida.

Ela empurrou o peito dele com a mão espalmada, num gesto curto, definitivo.

— Me solta. — disse, fria, puxando o ar devagar. — Não temos mais nada pra falar.

Alex segurou o rosto dela no impulso. E a beijou. Foi um beijo urgente. Bruto. Faminto.

Como se ele estivesse tentando engolir a saudade, a culpa e o orgulho… tudo de uma vez.

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