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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 294

Ísis respirou fundo, tremendo de raiva e dor.

— A tua única preocupação é se outro homem está me levando pra cama?! — disparou, abrindo os braços num gesto de incredulidade, a voz falhando no final.

Edgar tentou intervir, soltando Henrique com cuidado e se aproximando de Alex.

— Alex… — ele disse, firme, erguendo uma mão num gesto de contenção. — Se controla. Não fala coisas que você pode se arrepender depois.

Laura soltou um som aflito, levando a mão ao peito na mesma hora.

— Alex… — chamou, num fio de voz, como se pedisse pra ele parar.

Olívia apertou o braço dela com força, os olhos arregalados, a expressão travada.

— Meu Deus… — murmurou, sem acreditar no que estava ouvindo.

Alex puxou o braço, ainda preso por Liam.

— Me solta, Liam! — ele rosnou. — Ela ficou a tarde toda se esfregando com esse homem! Você quer que eu reaja como?

Liam apertou o braço dele, firme.

— Você terminou com ela. — ele disse, duro. — Você com esse orgulho idiota deixou ela livre. Agora aguenta.

Alex virou o rosto, furioso. O peito subia e descia rápido. E, num impulso bruto, ele conseguiu se soltar do braço de Liam, se afastando um passo, como se precisasse de espaço antes que explodisse de vez.

— Vocês são meus amigos… — ele gritou, apontando de um para o outro, desacreditado. — E estão defendendo ele?!

Ninguém respondeu. Alex respirou fundo, como se tivesse sentido a verdade bater no peito. E então, sem esperar mais nada… ele virou as costas. Saiu andando. Rápido. Como quem estava fugindo antes que o orgulho dele desabasse ali mesmo.

Olívia foi na direção de Ísis na mesma hora, abraçando-a. Ísis tentou segurar. Mas quando viu Alex indo embora, o choro veio. Baixo. Dolorido. Humilhante.

— Fica calma, amiga… você vai passar mal. — Olívia murmurou, apertando-a. — Vocês se amam. Vocês só precisam se acertar.

Ísis soluçou, com vergonha.

— Me desculpa… — ela disse, a voz falhando, enquanto passava a mão pelo rosto com pressa, tentando secar as lágrimas. — Por desrespeitar a casa de vocês… eu estou morrendo de vergonha.

Olívia segurou o rosto dela com as duas mãos, firme, obrigando Ísis a encará-la.

— Ei… — disse, num tom sério, mas cheio de acolhimento. — Está tudo bem. Você não fez nada.

Edgar se aproximou devagar, ainda com o peito subindo e descendo rápido, como se tentasse entender o tamanho do estrago.

— Você está bem, Ísis? — perguntou, preocupado, inclinando levemente o rosto para tentar captar a expressão dela. — Está sentindo alguma coisa?

Ísis respirou fundo, apertando os próprios dedos por um instante antes de erguer o olhar. Ela enxugou o rosto com a lateral da mão, tentando se recompor.

— Eu estou bem, Edgar… — respondeu, num fio de voz. E completou com um aceno pequeno, sincero. — Obrigada.

Laura colocou as mãos na cabeça, desesperada, andando de um lado para o outro como se fosse explodir.

— Meu Deus… — ela disse, a voz tremendo, quase chorando. — Meus padrinhos brigando na semana do casamento! E agora como vai ser isso?

Ísis olhou pra ela, culpada. A garganta fechou de novo.

— Me perdoa, Laura… — ela pediu, levando a mão ao peito num gesto de dor e vergonha. — Eu não queria isso.

Laura puxou Ísis para um abraço apertado, emocionada, como se quisesse segurar a amiga no lugar antes que ela desabasse de vez.

— Amiga… você está sofrendo e eu pensando no casamento. — ela disse, chorando, apertando forte. — Vocês não podem mais se machucar assim. Vocês se amam.

Ísis fechou os olhos, com o rosto afundado no ombro dela. E quando falou, a voz veio amarga, cansada.

— Ele que terminou comigo, Laura. — ela disse, engolindo o choro, mas sem conseguir esconder a dor. — Não sou eu que tenho que correr atrás dele pra consertar o que ele destruiu.

Laura estava abraçada em Edgar, ainda tremendo. O rosto dela estava inchado, os olhos vermelhos.

— Nego… — ela disse, chorando, segurando a camisa dele com força. — Como vai ser agora? — Ela ergueu o rosto, desesperada. — Você nem pode conversar com a Ísis…

Edgar segurou o rosto dela com as duas mãos, firme, fazendo ela olhar pra ele.

— Loirinha… — disse, com calma, mas sério. — Como seu irmão acabou de dizer… nosso bebê está sentindo tudo. — Edgar beijou a testa dela. — Fica calma. — pediu. — Tudo vai se resolver.

Do lado de fora da mansão, Alex estava dentro do carro. As mãos dele estavam no volante, apertando com força demais. A respiração era pesada. O peito subia como se estivesse lutando contra um incêndio.

Ele estava explodindo por dentro. E então viu Ísis saindo da mansão, chorando. Henrique abriu a porta do carro e, antes que ela entrasse, a abraçou por um segundo… num gesto de cuidado.

E naquele instante, Alex perdeu tudo. Ele saiu do carro num impulso brutal, batendo a porta com força. Foi rápido. Foi feio. Foi vergonhoso. Ele avançou em direção aos dois.

Henrique mal teve tempo de virar o rosto.

Alex o puxou pelo braço com violência, arrancando-o do lugar… e o soco veio em seguida. Seco. No meio do rosto.

Henrique cambaleou para trás, sentindo o gosto metálico do sangue subir na boca no mesmo instante. Ísis gritou, em choque.

— Alex, você ficou maluco! Me solta! — ela gritou, tentando puxar o braço, o corpo inteiro resistindo. — Eu não vou com você!

Alex não ouvia. Os olhos dele estavam vidrados, vermelhos de fúria e dor misturadas. Ele a arrastou em direção ao carro, abrindo a porta do passageiro com um puxão violento.

— Entra nesse carro agora! — rosnou, a voz tremendo de raiva contida que já tinha explodido.

Henrique, com o lábio sangrando do primeiro soco, se recuperou rápido. Ele avançou agarrando o braço de Alex com as duas mãos e torcendo com força para forçar a soltura.

— Não é assim que se trata uma mulher, p0rr@! — berrou Henrique, o tom grave e cortante. — Ela disse que não quer ir. Solta ela agora!

Alex virou o corpo num giro rápido e acertou outro soco violento no rosto de Henrique, dessa vez direto na maçã do rosto. O impacto fez a cabeça de Henrique virar para o lado, sangue espirrando do nariz. Ele cambaleou, mas não caiu. Em vez disso, cuspiu no chão e se endireitou, os punhos cerrados, pronto para revidar.

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