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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 296

Alex parou na mesma hora. Como se o mundo tivesse sido arrancado do lugar. O silêncio caiu pesado, cortando o vento, cortando a respiração. A frase ficou no ar por um segundo… e então pareceu explodir dentro do corpo dele.

O peso de Ísis nos ombros ficou diferente. Não porque ela tivesse mudado… mas porque, de repente, ele entendeu que não estava carregando só ela. Alex engoliu em seco. A respiração ficou presa.

— O quê? — a voz saiu rouca, quase sem som.

Ísis apertou os olhos, as lágrimas começando a escorrer.

— Eu não posso ficar nessa posição… — ela implorou, a voz falhando. — Eu estou grávida. Por favor… me coloca no chão.

Alex não respondeu.

Só ficou parado por mais um segundo, imóvel, como se o cérebro dele estivesse tentando acompanhar o tamanho daquilo.

— Grávida… — ele repetiu, num fio de voz, como se aquela palavra não coubesse na boca dele.

E então ele a colocou no chão. Devagar. Com um cuidado que não combinava com o homem de dois minutos atrás.

Ísis ajeitou o vestido, tremendo. As lágrimas começaram a descer com mais força. Ela limpava o rosto com as costas da mão, como se tivesse vergonha de chorar. O peito subia e descia rápido.

Alex ficou parado, encarando. A garganta dele trabalhava como se ele tivesse engolido algo afiado.

— Você está… — ele começou, e a voz falhou. — Você está grávida?

Ísis levantou o rosto, com os olhos ardendo.

— Sim. Eu estou grávida. — ela disse, firme, apesar do choro. — Eu vou ser mãe.

Alex levou as mãos à boca. Respirou fundo, olhando para cima como se estivesse tentando não desmoronar. Depois baixou o olhar de novo para ela.

— Quando você descobriu? Quantos meses você está? — perguntou, rápido demais, perdido demais. — Por que não falou nada?

Ela soltou uma risada curta, amarga, quase doente.

— Filho de piranha não tem pai. — Ísis cuspiu as palavras com um sorriso torto, amargo. Ela passou o dorso da mão pelo rosto, limpando as lágrimas com raiva, e então ergueu o queixo devagar, sustentando o olhar dele sem piscar, como se quisesse que aquilo doesse.

Alex piscou, como se a frase tivesse batido nele com força.

— Eu sou o pai dessa criança. — ele disse, duro, com o olhar queimando. — Ele é nosso filho.

Ísis respirou fundo, sem desviar os olhos dele.

— Ele é meu filho. — disse, firme. — E eu vou criá-lo sozinha.

Alex segurou o braço dela no impulso. Ísis puxou o braço com força, o olhar duro, quase feroz.

— Não encosta em mim. — ela rosnou, tremendo. — Porque eu estou com muita raiva de você. E eu não esqueci o que você fez comigo e com o Henrique.

Alex passou a mão pela nuca, nervoso, andando de um lado para o outro como um animal preso.

Ísis balançou a cabeça, rindo sem humor.

— Eu não confio mais em você. — ela disse, e a frase saiu como sentença. — E agora eu não estou mais sozinha. — Ela levou a mão ao próprio ventre, num gesto instintivo. — Agora eu tenho uma família.

Alex ficou imóvel. Ísis continuou, com lágrimas descendo sem parar, mas com a voz firme como nunca.

— Eu vou ter alguém me esperando em casa quando eu voltar do trabalho. — ela disse, com o peito apertado. — Alguém que vai me amar de verdade. Alguém pra eu cuidar… e amar incondicionalmente. — Ela respirou fundo. — Eu não preciso de você pra nada, Alex. Eu me virava sozinha. Eu estava com você porque aprendi a te amar e por fim, eu não queria mais ficar sozinha. — ela riu, amarga. — Mas agora, as coisas mudaram… e eu não quero o seu falso amor.

Alex engoliu em seco. A expressão dele mudou. O olhar ficou carregado de dor.

— Eu… no seu lugar, também não confiaria. — ele confessou, baixo. — Também estaria com raiva. — respirou fundo. — E eu também acharia que tudo o que eu senti por você foi mentira… — ele sustentou o olhar dela. — Mas não foi.

Ele passou a mão no rosto, como se estivesse lutando contra si mesmo.

— Eu te amei desde o primeiro momento que eu te vi naquela boate. — ele disse, com a voz rouca. — Eu sou louco por você.

Ísis fechou os olhos por um segundo. Mas ele continuou.

— Eu tenho muito ciúme de você. É tão intenso… — ele riu sem humor, a voz quebrando — que eu fico com medo de mim mesmo. Porque você consegue despertar o melhor e o pior de mim.

Ele ergueu o olhar, os olhos ardendo.

— Mas eu sei que eu tenho que mudar isso. Porque eu continuo querendo uma família com você. — ele falou, desesperado. — Eu quero me casar com você. Quero envelhecer ao seu lado. — Ele respirou fundo. — Diz pra mim que não é tarde. — pediu. — Vamos criar nosso filho juntos. Me dá esperança.

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