Alex parou na mesma hora. Como se o mundo tivesse sido arrancado do lugar. O silêncio caiu pesado, cortando o vento, cortando a respiração. A frase ficou no ar por um segundo… e então pareceu explodir dentro do corpo dele.
O peso de Ísis nos ombros ficou diferente. Não porque ela tivesse mudado… mas porque, de repente, ele entendeu que não estava carregando só ela. Alex engoliu em seco. A respiração ficou presa.
— O quê? — a voz saiu rouca, quase sem som.
Ísis apertou os olhos, as lágrimas começando a escorrer.
— Eu não posso ficar nessa posição… — ela implorou, a voz falhando. — Eu estou grávida. Por favor… me coloca no chão.
Alex não respondeu.
Só ficou parado por mais um segundo, imóvel, como se o cérebro dele estivesse tentando acompanhar o tamanho daquilo.
— Grávida… — ele repetiu, num fio de voz, como se aquela palavra não coubesse na boca dele.
E então ele a colocou no chão. Devagar. Com um cuidado que não combinava com o homem de dois minutos atrás.
Ísis ajeitou o vestido, tremendo. As lágrimas começaram a descer com mais força. Ela limpava o rosto com as costas da mão, como se tivesse vergonha de chorar. O peito subia e descia rápido.
Alex ficou parado, encarando. A garganta dele trabalhava como se ele tivesse engolido algo afiado.
— Você está… — ele começou, e a voz falhou. — Você está grávida?
Ísis levantou o rosto, com os olhos ardendo.
— Sim. Eu estou grávida. — ela disse, firme, apesar do choro. — Eu vou ser mãe.
Alex levou as mãos à boca. Respirou fundo, olhando para cima como se estivesse tentando não desmoronar. Depois baixou o olhar de novo para ela.
— Quando você descobriu? Quantos meses você está? — perguntou, rápido demais, perdido demais. — Por que não falou nada?
Ela soltou uma risada curta, amarga, quase doente.
— Filho de piranha não tem pai. — Ísis cuspiu as palavras com um sorriso torto, amargo. Ela passou o dorso da mão pelo rosto, limpando as lágrimas com raiva, e então ergueu o queixo devagar, sustentando o olhar dele sem piscar, como se quisesse que aquilo doesse.
Alex piscou, como se a frase tivesse batido nele com força.
— Eu sou o pai dessa criança. — ele disse, duro, com o olhar queimando. — Ele é nosso filho.
Ísis respirou fundo, sem desviar os olhos dele.
— Ele é meu filho. — disse, firme. — E eu vou criá-lo sozinha.
Alex segurou o braço dela no impulso. Ísis puxou o braço com força, o olhar duro, quase feroz.
— Não encosta em mim. — ela rosnou, tremendo. — Porque eu estou com muita raiva de você. E eu não esqueci o que você fez comigo e com o Henrique.
Alex passou a mão pela nuca, nervoso, andando de um lado para o outro como um animal preso.
Ísis balançou a cabeça, rindo sem humor.
— Eu não confio mais em você. — ela disse, e a frase saiu como sentença. — E agora eu não estou mais sozinha. — Ela levou a mão ao próprio ventre, num gesto instintivo. — Agora eu tenho uma família.
Alex ficou imóvel. Ísis continuou, com lágrimas descendo sem parar, mas com a voz firme como nunca.
— Eu vou ter alguém me esperando em casa quando eu voltar do trabalho. — ela disse, com o peito apertado. — Alguém que vai me amar de verdade. Alguém pra eu cuidar… e amar incondicionalmente. — Ela respirou fundo. — Eu não preciso de você pra nada, Alex. Eu me virava sozinha. Eu estava com você porque aprendi a te amar e por fim, eu não queria mais ficar sozinha. — ela riu, amarga. — Mas agora, as coisas mudaram… e eu não quero o seu falso amor.
Alex engoliu em seco. A expressão dele mudou. O olhar ficou carregado de dor.
— Eu… no seu lugar, também não confiaria. — ele confessou, baixo. — Também estaria com raiva. — respirou fundo. — E eu também acharia que tudo o que eu senti por você foi mentira… — ele sustentou o olhar dela. — Mas não foi.
Ele passou a mão no rosto, como se estivesse lutando contra si mesmo.
— Eu te amei desde o primeiro momento que eu te vi naquela boate. — ele disse, com a voz rouca. — Eu sou louco por você.
Ísis fechou os olhos por um segundo. Mas ele continuou.
— Eu tenho muito ciúme de você. É tão intenso… — ele riu sem humor, a voz quebrando — que eu fico com medo de mim mesmo. Porque você consegue despertar o melhor e o pior de mim.
Ele ergueu o olhar, os olhos ardendo.
— Mas eu sei que eu tenho que mudar isso. Porque eu continuo querendo uma família com você. — ele falou, desesperado. — Eu quero me casar com você. Quero envelhecer ao seu lado. — Ele respirou fundo. — Diz pra mim que não é tarde. — pediu. — Vamos criar nosso filho juntos. Me dá esperança.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...