Ísis piscou, surpresa.
— Thales? — repetiu, como se experimentasse o nome na boca.
Alex assentiu devagar, e o sorriso dele veio mais calmo, mais profundo.
— Thales significa florescimento. — ele explicou, apertando de leve a mão dela. — Aquele que floresce. Vigoroso. Forte. — Ele engoliu em seco, como se a emoção estivesse subindo pela garganta. — Um nome de alguém que veio pra mudar tudo.
Ísis ficou olhando para ele por alguns segundos. E, antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, Alex simplesmente a pegou no colo, sem esforço, como se ela fosse parte dele.
— Vamos entrar. — ele disse, com firmeza. — Porque temos muito o que conversar.
Ísis bateu de leve no ombro dele.
— Alex… — ela reclamou, balançando a cabeça. — Eu posso ir andando. — Ela apoiou a mão no peito dele, como se fosse empurrá-lo, mas não teve força nenhuma pra isso. — Eu não estou doente.
Alex abriu um sorriso torto.
— Você não pode fazer esforço. — ele respondeu, como se já tivesse decidido tudo. — E beijou a testa dela. — Se prepara… porque eu vou te mimar muito.
Ísis fechou os olhos por um segundo. E, apesar da raiva ainda viva, uma coisa era impossível de negar: o mundo tinha mudado. Naquela noite. Naquele segundo. Naquela frase.
“Eu estou grávida.”
Na cobertura de Edgar, ele parou de frente para a porta, com uma mão tapando os olhos de Laura.
— Edgar… você tem noção do quanto eu vasculhei essa cobertura inteira pra achar a chave desse cômodo? — ela perguntou, rindo. — Eu cheguei num nível de investigação que nem a polícia aprovaria.
Edgar soltou uma risada baixa.
— Por eu te conhecer tão bem… — ele respondeu, com calma. — Eu deixei a chave bem escondida. — fez uma pausa, como se estivesse saboreando o momento. — No lugar mais óbvio… No vaso de planta.
Laura balançou a cabeça, divertida.
— Você é ridículo. — ela falou, mas o tom era puro carinho.
Edgar abriu a porta e tirou a mão dos olhos dela.
— E então? — perguntou, observando a reação dela. — O que achou?
Laura não aguentou.
A emoção subiu de uma vez, sufocando a garganta, e as lágrimas começaram a cair antes mesmo que ela conseguisse respirar direito.
— Eu… eu não acredito que você montou o quarto do nosso filho… — ela sussurrou, com a voz quebrada. — Mesmo sabendo de tudo.
Edgar não disse nada de imediato.
Ele apenas a puxou para os braços, apertando-a contra o peito com força e cuidado ao mesmo tempo, como se estivesse segurando algo precioso demais para o mundo tocar.
— Meu amor… — ele murmurou, encostando os lábios no alto da cabeça dela. — Eu sempre acreditei em milagres.
Laura soluçou, tentando esconder o rosto no pescoço dele. Edgar a afastou só o suficiente para olhar nos olhos dela. A voz saiu baixa, firme… cheia de verdade.
— Muitos pacientes meus saíram da sala de cirurgia por um milagre. — ele disse. — Se eu acreditava neles… por que eu não acreditaria que você fosse gerar um filho nosso?
Laura ficou olhando para ele, tremendo. Como se tentasse entender como alguém podia amar daquele jeito.
— Edgar… você não existe. — ela falou num fio de voz, e riu chorando ao mesmo tempo. — Você é perfeito, amor. — Ela tocou o rosto dele com as duas mãos, como se precisasse ter certeza de que ele estava ali, que era real. — Por isso eu sempre fui loucamente apaixonada por você.
Edgar sorriu de leve, com os olhos brilhando. Ele se inclinou e a beijou devagar. Um beijo cheio de amor. Quando se afastou, passou o polegar pelo rosto dela, secando as lágrimas com delicadeza.
Edgar gargalhou, acostumado ao humor afiado dela. Laura se levantou e foi até ele. Segurou o rosto dele com as duas mãos e o beijou com força, com gratidão, com amor.
Quando se afastou, a voz saiu baixa, tomada de emoção.
— Obrigada, Nego lindo… — ela sussurrou. — Não tenho palavras pra expressar tudo o que estamos vivendo. — Ela encostou a testa na dele. — Eu te amo.
Na casa de campo, Alex estava na cozinha, preparando um lanche para Ísis. Ele colocou o prato na frente dela, sem dar espaço para discussão.
— Come primeiro. — disse, firme. — Depois a gente conversa.
Ísis respirou fundo e obedeceu. Quando ela terminou, Alex se aproximou devagar, inquieto, com os olhos brilhando.
— Laura e Olívia já sabem da gravidez? — ele perguntou, direto.
Ísis soltou o ar.
— Estão desconfiadas. — respondeu, cansada. — O único que sabe é o Henrique… porque eu tive que assinar um contrato. — Ela fez uma pausa curta, e o olhar ficou mais sério. — Eu fiquei com medo das meninas contarem pros maridos… e eles falarem pra você.
Alex apertou a mandíbula, absorvendo aquilo. Mas a ansiedade dele era maior.
— Eu ia descobrir, Ísis… você contando ou não. — ele disse, firme. Alex respirou fundo, como se estivesse tentando se controlar… e falhou. —Confesso que eu estou louco pra ver o nosso bebê.
Ísis pegou o celular.
— Eu tenho a gravação. — disse, já enviando. — Mandei no W******p.
Alex pegou o celular na hora. Assim que deu play, o sorriso dele tremeu. As lágrimas começaram a cair. Ele pausou o vídeo de repente, olhou de novo… e então encarou Ísis, atordoado.
— Espera… — murmurou, com a voz falhando. — São dois?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...