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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 298

Ísis piscou, surpresa.

— Thales? — repetiu, como se experimentasse o nome na boca.

Alex assentiu devagar, e o sorriso dele veio mais calmo, mais profundo.

— Thales significa florescimento. — ele explicou, apertando de leve a mão dela. — Aquele que floresce. Vigoroso. Forte. — Ele engoliu em seco, como se a emoção estivesse subindo pela garganta. — Um nome de alguém que veio pra mudar tudo.

Ísis ficou olhando para ele por alguns segundos. E, antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, Alex simplesmente a pegou no colo, sem esforço, como se ela fosse parte dele.

— Vamos entrar. — ele disse, com firmeza. — Porque temos muito o que conversar.

Ísis bateu de leve no ombro dele.

— Alex… — ela reclamou, balançando a cabeça. — Eu posso ir andando. — Ela apoiou a mão no peito dele, como se fosse empurrá-lo, mas não teve força nenhuma pra isso. — Eu não estou doente.

Alex abriu um sorriso torto.

— Você não pode fazer esforço. — ele respondeu, como se já tivesse decidido tudo. — E beijou a testa dela. — Se prepara… porque eu vou te mimar muito.

Ísis fechou os olhos por um segundo. E, apesar da raiva ainda viva, uma coisa era impossível de negar: o mundo tinha mudado. Naquela noite. Naquele segundo. Naquela frase.

“Eu estou grávida.”

Na cobertura de Edgar, ele parou de frente para a porta, com uma mão tapando os olhos de Laura.

— Edgar… você tem noção do quanto eu vasculhei essa cobertura inteira pra achar a chave desse cômodo? — ela perguntou, rindo. — Eu cheguei num nível de investigação que nem a polícia aprovaria.

Edgar soltou uma risada baixa.

— Por eu te conhecer tão bem… — ele respondeu, com calma. — Eu deixei a chave bem escondida. — fez uma pausa, como se estivesse saboreando o momento. — No lugar mais óbvio… No vaso de planta.

Laura balançou a cabeça, divertida.

— Você é ridículo. — ela falou, mas o tom era puro carinho.

Edgar abriu a porta e tirou a mão dos olhos dela.

— E então? — perguntou, observando a reação dela. — O que achou?

Laura não aguentou.

A emoção subiu de uma vez, sufocando a garganta, e as lágrimas começaram a cair antes mesmo que ela conseguisse respirar direito.

— Eu… eu não acredito que você montou o quarto do nosso filho… — ela sussurrou, com a voz quebrada. — Mesmo sabendo de tudo.

Edgar não disse nada de imediato.

Ele apenas a puxou para os braços, apertando-a contra o peito com força e cuidado ao mesmo tempo, como se estivesse segurando algo precioso demais para o mundo tocar.

— Meu amor… — ele murmurou, encostando os lábios no alto da cabeça dela. — Eu sempre acreditei em milagres.

Laura soluçou, tentando esconder o rosto no pescoço dele. Edgar a afastou só o suficiente para olhar nos olhos dela. A voz saiu baixa, firme… cheia de verdade.

— Muitos pacientes meus saíram da sala de cirurgia por um milagre. — ele disse. — Se eu acreditava neles… por que eu não acreditaria que você fosse gerar um filho nosso?

Laura ficou olhando para ele, tremendo. Como se tentasse entender como alguém podia amar daquele jeito.

— Edgar… você não existe. — ela falou num fio de voz, e riu chorando ao mesmo tempo. — Você é perfeito, amor. — Ela tocou o rosto dele com as duas mãos, como se precisasse ter certeza de que ele estava ali, que era real. — Por isso eu sempre fui loucamente apaixonada por você.

Edgar sorriu de leve, com os olhos brilhando. Ele se inclinou e a beijou devagar. Um beijo cheio de amor. Quando se afastou, passou o polegar pelo rosto dela, secando as lágrimas com delicadeza.

Edgar gargalhou, acostumado ao humor afiado dela. Laura se levantou e foi até ele. Segurou o rosto dele com as duas mãos e o beijou com força, com gratidão, com amor.

Quando se afastou, a voz saiu baixa, tomada de emoção.

— Obrigada, Nego lindo… — ela sussurrou. — Não tenho palavras pra expressar tudo o que estamos vivendo. — Ela encostou a testa na dele. — Eu te amo.

Na casa de campo, Alex estava na cozinha, preparando um lanche para Ísis. Ele colocou o prato na frente dela, sem dar espaço para discussão.

— Come primeiro. — disse, firme. — Depois a gente conversa.

Ísis respirou fundo e obedeceu. Quando ela terminou, Alex se aproximou devagar, inquieto, com os olhos brilhando.

— Laura e Olívia já sabem da gravidez? — ele perguntou, direto.

Ísis soltou o ar.

— Estão desconfiadas. — respondeu, cansada. — O único que sabe é o Henrique… porque eu tive que assinar um contrato. — Ela fez uma pausa curta, e o olhar ficou mais sério. — Eu fiquei com medo das meninas contarem pros maridos… e eles falarem pra você.

Alex apertou a mandíbula, absorvendo aquilo. Mas a ansiedade dele era maior.

— Eu ia descobrir, Ísis… você contando ou não. — ele disse, firme. Alex respirou fundo, como se estivesse tentando se controlar… e falhou. —Confesso que eu estou louco pra ver o nosso bebê.

Ísis pegou o celular.

— Eu tenho a gravação. — disse, já enviando. — Mandei no W******p.

Alex pegou o celular na hora. Assim que deu play, o sorriso dele tremeu. As lágrimas começaram a cair. Ele pausou o vídeo de repente, olhou de novo… e então encarou Ísis, atordoado.

— Espera… — murmurou, com a voz falhando. — São dois?

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