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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 299

Ísis cruzou os braços e encostou as costas na cadeira, observando Alex em silêncio. Ela respirou fundo. E então soltou.

— Pois é, conquistador barato… — ela disse, com um meio sorriso. — O tiro foi certeiro.

Alex piscou, sem entender direito. Como se o cérebro dele estivesse atrasado. Ísis sustentou o olhar dele, firme, sem desviar.

— Estou grávida de gêmeos. — ela confirmou, e dessa vez sorriu de verdade. Um sorriso bonito, emocionado. — E eu confesso que gostei do estrago.

O silêncio que veio depois foi absoluto. Alex abriu a boca. Fechou. Abriu de novo. E a expressão dele mudou tão rápido que parecia que alguém tinha puxado o chão debaixo dos pés dele.

Ele levou a mão livre à boca. Depois ao peito. Depois passou a mão no cabelo, completamente em choque. E então a cor sumiu do rosto dele.

— Dois… — ele repetiu, num fio de voz, como se fosse uma palavra impossível. — Dois?

Ísis assentiu devagar.

— Dois. — confirmou. — Você ficou tão obcecado com aquelas técnicas que eu aprendi… que agora está aqui. — ela apontou de leve para o próprio ventre. — O resultado. E em dobro.

Alex começou a andar de um lado pro outro na cozinha. A respiração dele estava rápida demais. O corpo grande parecia pequeno dentro daquele espaço.

Ele ria… mas era um riso nervoso. Descontrolado. Ele parou de repente e ergueu o rosto, a expressão completamente fora de controle.

— Eu… eu vou enlouquecer… — ele murmurou, olhando para ela com os olhos molhados. — Se for duas mini Ísis?

Ísis soltou uma risada curta.

— Aí você está oficialmente perdido. Porque uma Ísis já te colocou de joelhos. Imagina três.

Ele passou a mão no rosto, enxugando as lágrimas sem nem perceber.

— Duas mini Ísis… — repetiu, como se fosse a coisa mais perigosa e maravilhosa do mundo. — Duas… com essa boca. Com esse cabelo. Com esse corpo.

A voz dele falhou. Ísis franziu a testa.

— Alex…?

Ele levou a mão ao peito de novo. Respirou fundo. E então ele começou a balançar a cabeça, rindo e chorando ao mesmo tempo, completamente perdido.

— Não… não… eu não vou aguentar… — ele disse, com a respiração descompassada. — Eu não vou aguentar…

Ele tentou andar. Deu um passo. Outro. E aí o rosto dele perdeu a cor.

— Meu Deus…

— Alex… você está bem? — perguntou, Ísis assustada.

O corpo dele vacilou. Como se, de repente, o sangue tivesse sumido das pernas.

— Eu tô… eu tô… ferrado. — ele soltou quase inaudível.

— Alex! — Ísis levantou na mesma hora.

Mas foi tarde. Ele simplesmente apagou.

Caiu duro. Desajeitado. No chão da cozinha.

Como se fosse uma novela mexicana.

Ísis gritou.

— ALEX!

Ela correu até ele, ajoelhando no chão com pressa. O coração dela disparou num pânico absurdo.

— Meu Deus… Alex! — ela chamou, segurando o rosto dele com as duas mãos. — Alex, fala comigo!

Ela bateu de leve no rosto dele, desesperada.

— Ei! Ei! Não faz isso comigo! Eu não sei sair desse lugar. — a voz dela falhou. — Alex!

Ísis olhou ao redor, tremendo, tentando lembrar o que fazer.

— Eu vou ser pai… — ele sussurrou, quebrado. — Eu vou ser pai de dois logo de primeira. Eu não esperava por isso. Tenho que preparar meu espírito caso meu mundo seja todo rosa e não azul.

Ísis fechou os olhos. O peito dela apertou de um jeito cruel. Porque, por mais que ela estivesse com raiva, ver Alex daquele jeito. Desarmado. Pequeno. Humano. Era uma dor diferente. Ela passou os dedos pelo cabelo dele.

— Para de drama. — ela disse, tentando soar dura, mas a voz saiu mais suave do que ela queria. — Você ainda tem que sobreviver ao resto da gravidez. Que advogado é você?

Alex ergueu o rosto devagar e olhou para ela. Os olhos dele estavam vermelhos. A voz saiu baixa.

— Preta… — ele murmurou. — Nós vamos ser muito felizes. E… advogados também sentem. Eu não sou de ferro o tempo todo.

Depois que Alex voltou ao normal, os dois conversaram por um bom tempo. Sem gritos. Sem explosões. Só aquela tensão estranha… de duas pessoas que ainda se amavam, mas estavam machucadas demais pra fingir que estava tudo bem.

Ísis respirou fundo, segurando o copo entre as mãos.

— Eu não aceito casar com você agora só porque eu estou grávida. — disse, firme, sustentando o olhar dele. — Eu preciso ter certeza… de verdade… que você vai mudar. Que você vai me respeitar. E que você vai aceitar a minha profissão.

Alex ficou alguns segundos em silêncio. Passou a mão no rosto, como se estivesse engolindo o próprio orgulho.

— Tudo bem. — ele disse, controlado. — A gente pode esperar. — fez uma pausa curta, e a voz ficou mais baixa. — Mas eu quero voltar a morar com você.

Ísis ergueu as sobrancelhas, incrédula.

— Por enquanto, cada um na sua casa. — ela respondeu, sem suavizar. — E… zero sexo.

Alex soltou um riso sem humor e passou a mão pela nuca, derrotado.

— Ísis… eu estou sem fazer nada desde quando eu terminei com você.

Ela inclinou a cabeça, com um olhar que dizia “ah, tá”.

— Duvido muito que você não transou com ninguém.

Alex virou o rosto, ofendido.

— Eu não levei nenhuma mulher pra cama. — ele disse, sério. — Você tem noção de como eu estou? — Ele respirou fundo, tentando se manter calmo. — Você vai querer me castigar por quanto tempo?

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