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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 309

Liam encarou cada um ali.

— Não haverá afastamento. — disse, com firmeza absoluta. — E não há discussão sobre essa ordem.

O CFO balançou a cabeça.

— Você está comprometendo a empresa por causa dela.

Liam respondeu sem elevar o tom.

— Eu estou protegendo a empresa de uma decisão precipitada. — disse, os olhos frios.

Silêncio.

— Se querem falar de governança — ele continuou — então vamos falar sério. Um login da Diretoria de Operações não significa autoria. Significa acesso. E acesso pode ser violado.

O Jurídico inclinou a cabeça.

— Você está sugerindo invasão? — perguntou, atento.

— Estou dizendo que vocês estão com pressa demais para apontar o dedo. — respondeu Liam. — E o mais curioso é que parecem mais preocupados em afastá-la do que em descobrir quem realmente vazou.

O Presidente respirou fundo.

— E se as provas confirmarem? — perguntou, encarando-o.

O olhar de Liam escureceu.

— Se houver prova real, documentada, incontestável… — ele disse, pausando entre as palavras — eu mesmo assino o afastamento.

A sala ficou imóvel.

— Mas até lá — concluiu — ninguém toca na Olívia. Nem na posição dela.

O Presidente se levantou devagar, ajeitando o paletó.

— Você está assumindo um risco considerável. — disse, sério.

Liam não desviou o olhar.

— Eu sei exatamente o risco que estou assumindo.

Os conselheiros começaram a sair. Antes de cruzar a porta, o Presidente parou e virou levemente o rosto.

— Só não confunda amor com cegueira, Liam. — disse, ajustando o punho do paletó.

A porta fechou. O silêncio ficou ensurdecedor. Liam permaneceu parado. Sozinho. O olhar fixo na cidade.

Um tempo depois, Liam estava em sua sala, encarando a tela do notebook sem realmente enxergar nada. A porta se abriu sem cerimônia.

— Mozão… — Olívia entrou já folheando o contrato no tablet. — Me ajuda com esse contrato aqui. Tem uma cláusula de confidencialidade que está estranha. A multa por quebra unilateral está muito abaixo do padrão da holding… parece erro de revisão ou alguém mexeu depois da aprovação.

Liam ergueu os olhos devagar. Pensativo. Silencioso demais. Olívia parou no meio da sala.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntou, franzindo levemente a testa.

— Não. — ele respondeu rápido demais. — Não aconteceu nada.

Ela inclinou a cabeça.

— Seu semblante não diz isso. — deu dois passos na direção dele. — Como foi a reunião? Algum problema grave?

Liam sustentou o olhar dela por um segundo.

— Nada que você precise se preocupar. Está tudo sob controle.

Olívia cruzou os braços, desconfiada.

— Amor… eu te conheço. O que está acontecendo?

Ele respirou fundo.

— Amor, eu estou bem. — ela disse, firme, afastando as mãos dele com delicadeza. — Você sabe o quanto eu gosto de trabalhar.

— Mas ultimamente você tem ficado cansada. — ele insistiu, passando o polegar pela barriga dela num gesto protetor. — Acho melhor essa pausa.

Olívia estreitou os olhos, estudando cada microexpressão dele.

— Você está dizendo isso porque não estamos transando como antes? — disparou, erguendo levemente uma sobrancelha.

Liam fechou os olhos por um segundo, respirando fundo antes de responder. Quando abriu, o olhar estava sério.

— Amor… por favor. — disse, apoiando as mãos na cintura dela para mantê-la próxima. — Não volta nesse assunto. Isso já está resolvido entre nós. — A voz ficou mais baixa, controlada. — Eu só estou pensando na orientação do doutor Luiz sobre você descansar.

Olívia saiu do colo dele devagar.

— Eu não vou deixar você sozinho nessa empresa. Nem vem, Liam Holt. — apontou para ele. — Eu sei como as mulheres estão aguardando eu sair de cena para dar o bote.

Ele levantou também.

— Vida, de qualquer maneira você vai ter que se ausentar. Vai tirar licença maternidade.

Ela pegou o tablet sobre a mesa.

— Eu vou pra minha sala. — disse, firme. — Porque hoje você está impossível. — Deu a volta na mesa. — Vou mandar o contrato para o seu e-mail com as minhas dúvidas. Dá uma atenção nele pra eu finalizar. Você sabe que eu não aceito erros. — jogou um beijo no ar. — Te amo.

E saiu da sala. A porta se fechou. O silêncio voltou. Liam caminhou até a parede de vidro e ficou pensativo olhando a cidade.

Por volta das dezoito horas, Edgar estava em sua sala no hospital, ao lado de Laura. O envelope com o resultado repousava sobre a mesa. A porta se abriu. Ísis entrou primeiro, Alex logo atrás, a mão firme na cintura dela.

— Eu não consegui trabalhar o dia inteiro por causa desse resultado. — disse, nervosa. — Já saiu?

Edgar assentiu em silêncio. Pegou o envelope sobre a mesa e estendeu para ela. Ísis respirou fundo antes de abrir. Os dedos tremiam levemente. Ela puxou o laudo, os olhos correndo pelas linhas técnicas… até parar.

O ar ficou preso no peito. Ela leu de novo. E então levantou o olhar, completamente abalada.

— Meu Deus… — sussurrou, a voz saindo falha. — Você é meu irmão.

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