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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 310

Edgar deu a volta na mesa quase sem perceber que estava andando. Não pensou. Não mediu. Não pediu permissão. Quando chegou diante dela, não hesitou.Ele a puxou para si.

Não foi um abraço contido. Não foi elegante.

Não foi bonito. Foi urgente. Foi quase bruto. Os braços dele a envolveram com força demais, como se tivesse medo de que ela evaporasse ali mesmo. Como se, se afrouxasse um centímetro, perdesse outra vez.

Ísis levou um segundo para reagir. Mas quando reagiu… agarrou. Os dedos dela se fecharam no jaleco dele com força, amassando o tecido. O rosto se enterrou no peito dele. O cheiro, o calor, o peso daquele corpo eram reais demais para serem sonho.

Eles choravam. Não era um choro alto. Era aquele choro que vem do fundo do peito. Pesado. Antigo.

Os olhos dos dois estavam fechados com força, como se abrir fosse perigoso demais. Como se a qualquer segundo alguém pudesse dizer que houve um erro no exame.

A respiração estava descompassada. Irregular. Ísis tremia. Edgar também. O peito dele subia rápido demais, encostado ao dela. As mãos dele apertavam as costas dela como se estivesse tentando gravar aquele toque na memória.

Anos. Anos de ausência comprimidos naquele gesto.

— Meu Deus… — ele murmurou contra o cabelo dela, a voz falhando. — Meu Deus…

Ísis soltou um soluço preso.

— Isso é real… eu tenho uma família…

A mão dela subiu para a nuca dele, apertando firme, como se soltar significasse perder tudo outra vez.

Edgar pressionou o rosto no topo da cabeça dela por um segundo, respirando fundo, como se precisasse confirmar que ela estava ali. Viva. Quente. De verdade.

Laura levou a mão à boca, chorando em silêncio. Alex não se mexeu. Mas o olhar dele estava úmido também. Ele respeitou. Sabia que aquele abraço não era sobre o presente. Era sobre tudo o que não foi vivido. E nenhum dos dois parecia disposto a soltar.

Só depois de alguns segundos, que pareceram longos demais, Edgar afastou o rosto um pouco, mas não soltou os braços dela. Ele olhou para Ísis como quem olha algo raro. Algo que achou que tinha perdido para sempre.

E ainda segurando firme, como se ela pudesse escapar, ele sussurrou.

— Anos de procura… — ele disse, com a voz embargada, pressionando a testa contra a dela por um segundo. — Chegaram ao fim.

Os dois choraram de novo. Mas agora era diferente. Era alívio. Edgar apertou mais. Ísis soluçou contra o peito dele, os dedos agarrados no jaleco.

— Edgar… eu ainda não estou acreditando. — ela murmurou, balançando levemente a cabeça, como se tentasse despertar de um sonho, enquanto os olhos procuravam os dele em busca de confirmação.

Ele afastou o rosto só o suficiente para olhar para ela. Levou a mão ao rosto dela e enxugou uma lágrima com o polegar, com cuidado.

— Acredita. — disse, segurando o queixo dela com delicadeza para que ela não desviasse o olhar. — Isso é real.

Ela respirou fundo, ainda agarrada a ele.

— Que delícia esse abraço… — murmurou entre lágrimas, apertando os dedos no jaleco dele como se quisesse gravar aquele momento na pele. — Como eu sonhei com isso.

Edgar fechou os olhos por um segundo, encostando a testa no topo da cabeça dela antes de falar.

— Nossos pais agora vão descansar em paz. — disse baixo, a voz falhando no final, enquanto a mão dele subia e descia devagar pelas costas dela, num gesto quase protetor.

Ele então se afastou um pouco, mas sem soltar completamente. Segurou os ombros dela com firmeza, como se quisesse ter certeza de que ela estava mesmo ali. O olhar percorreu o rosto dela, emocionado, orgulhoso, incrédulo.

— Meu Deus… — murmurou, balançando a cabeça levemente, ainda com os olhos marejados. — Eu tenho uma irmã linda.

E o sorriso que surgiu no rosto dele era de quem tinha acabado de recuperar algo que nunca deveria ter perdido. Ísis sorriu entre lágrimas.

— Você não fica atrás, Edgar. — disse, secando o rosto com as costas da mão. — Como minha cunhada diz… um negão poderoso.

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