No outro dia, a sala do consultório estava à meia-luz. Laura já estava deitada na maca, coberta pelo lençol da cintura para baixo. As mãos repousavam sobre o abdômen, mas os dedos se moviam inquietos.
O monitor ao lado permanecia ligado, a tela ainda tomada por uma estática acinzentada. Edgar estava sentado na cadeira ao lado de Laura. Segurava a mão dela com firmeza; a outra permanecia apoiada no joelho, rígida demais para alguém que dizia estar calmo.
O Dr. Luiz havia terminado de preparar o transdutor.
— Vamos começar, Laura. Pode tentar relaxar. — disse, ajustando o aparelho e lançando um olhar tranquilo para ela.
Laura soltou um pequeno riso nervoso, passando a língua pelos lábios antes de responder.
— Doutor, eu estou tentando. Mas acho que vou pedir anestesia emocional. A ansiedade está gritando. — levou a mão livre ao peito como se quisesse conter o próprio coração.
Edgar apertou a mão dela.
— Amor se você continuar nessa ansiedade, nossa festa de casamento vai ser no hospital. — murmurou, tentando soar leve.
O médico sorriu de canto enquanto posicionava o transdutor com cuidado.
— Você precisa relaxar também Edgar, com essa calmaria está mais ansioso que ela. Seu corpo está dando sinais. — comentou, observando a postura rígida dele por cima dos óculos.
Edgar não desviava os olhos da tela.
— Sonhamos muito com esse momento, Doutor Luiz. Fora que lidar com Laura e minha filha Luna que é calma porém tão intensa quanto essa mocinha aqui, não é pra qualquer um não. — passou a mão pela nuca, revelando a tensão.
O exame começou. A imagem surgiu lentamente na televisão. Sombras. Contornos ganhando forma. O médico ajustou o contraste.
— Aqui está o saco gestacional…. — apontou com o cursor, ampliando a imagem.
Laura prendeu a respiração.
— E aqui… — ele moveu levemente o marcador — está o embrião.
Pequeno. Curvado. Delicado. Mas inquestionavelmente ali. Laura levou a mão à boca.
— Aí meu Deus… estou grávida mesmo, é real… — sussurrou, com os olhos marejados.
Edgar sorriu emocionado.
— Você ainda tinha dúvidas amor? Fizemos em casa mais 5 testes diferentes, todos deram positivo. — disse, inclinando-se para enxergar melhor.
Laura não desviava os olhos da tela.
— Nego… é que agora é real, eu estou vendo ele. — apertou os dedos dele com força.
O médico assentiu com serenidade.
— Muitas mãezinhas ficam igual você Laura. Parece que a ficha cai quando vê o bebê, e principalmente, quando escuta o coração dele. — comentou, mantendo a voz calma.
Laura virou o rosto rapidamente.
— Quantos meses eu estou Doutor? Ele está bem? — perguntou, segurando o lençol com leve tensão.
— Seis semanas e quatro dias. — confirmou o médico. — Medidas compatíveis com a idade gestacional.
Edgar inclinou-se ainda mais, os ombros quase tocando a maca.
— Eu não consigo externar o que estou sentindo nesse momento. — murmurou, a voz mais baixa.
Laura continuava olhando para a tela.
— Ele é tão pequenininho… — disse, com um sorriso emocionado.
— Aproximadamente sete milímetros. — explicou o médico com serenidade. — E perfeitamente dentro do esperado.
Laura engoliu seco. O doutor apertou um botão no aparelho.
— Agora é o momento mais aguardado pelos pais, ouvir o coração do bebê. — avisou, aumentando levemente o volume.
Um ruído suave antecedeu o som. E então…
Tum-tum-tum-tum-tum-tum.
Rápido. Ritmado. Vivo.
Laura levou a mão livre à boca. As lágrimas começaram a escorrer.
— Está ouvindo amor? É o som da vida… Meu Deus… é muito rápido. Isso é normal? — perguntou, com a voz embargada.
O médico finalizou as medições. Laura respirou fundo.
— Doutor meu bebê está bem mesmo? Não há risco de eu perder, né? — perguntou, segurando o lençol com leve tremor.
O médico a encarou com firmeza tranquilizadora.
— O desenvolvimento está adequado para a quantidade de semanas. Nada que indique qualquer problema. Fique tranquila. — disse, com segurança.
Laura fechou os olhos por um segundo, agradecendo em silêncio. O peito ainda carregava medo… mas agora havia esperança. Edgar levou a mão ao ventre dela com reverência.
— Nosso filho vai nascer, amor. — afirmou, a voz firme apesar da emoção. — Dessa vez vai dar tudo certo. Só confia.
Ele beijou a testa dela com cuidado… depois beijou o ventre.
— Nós te amamos, filho.
Laura abriu os olhos devagar. A tela ainda estava congelada, mas o coração dela já não estava.
— Ele vai nascer. — sussurrou, passando os dedos pelos cabelos de Edgar, com carinho e gratidão. — E já é muito amado.
O exame foi encerrado. O médico se afastou para que Laura pudesse se organizar. Algum tempo depois, já sentados à mesa do consultório, o doutor estava terminando de digitar.
— Laura, vou solicitar alguns exames, prescrever as vitaminas e já deixar o retorno marcado. Vocês têm alguma dúvida?
Laura inclinou levemente para frente na cadeira.
— Doutor Luiz o desejo pelo meu marido aumentou absurdamente, quero sexo todos os dias, a vontade é tê-lo grudado comigo vinte quatro horas por dia. Fora o ciúmes que está fora de controle. — disse, apoiando o queixo na ponta dos dedos como se estivesse relatando um sintoma clínico qualquer, mas com um brilho divertido no olhar.
Edgar tossiu discretamente, passando a mão pelo maxilar para conter o sorriso que escapava. O médico manteve a postura profissional, ajeitando os óculos antes de responder.
— As alterações hormonais podem aumentar bastante a libido no primeiro trimestre. — explicou, apoiando a caneta sobre a mesa. — Edgar é quem agradece por isso. Afinal, muitas mulheres acabam se afastando dos parceiros por causa dos enjoos e do cansaço. Há casamentos que até sofrem com essa fase. — Ele girou levemente a cadeira em direção aos dois. — Se vocês quiserem, posso orientar sobre posições mais confortáveis e seguras durante a gestação.
Laura riu baixo e balançou a cabeça.
— Doutor não precisa, sempre estou praticando posições novas com o Nego. Entrei nesse assunto com o senhor porque até eu estou assustada comigo mesma. — disse, abrindo as mãos num gesto sincero e depois lançando um olhar cúmplice para Edgar.
— Assustada nada… — ele inclinou o rosto na direção dela, a voz baixa e firme. — Você está mais safada. E eu adoro isso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...