Entrar Via

Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 312

No outro dia, a sala do consultório estava à meia-luz. Laura já estava deitada na maca, coberta pelo lençol da cintura para baixo. As mãos repousavam sobre o abdômen, mas os dedos se moviam inquietos.

O monitor ao lado permanecia ligado, a tela ainda tomada por uma estática acinzentada. Edgar estava sentado na cadeira ao lado de Laura. Segurava a mão dela com firmeza; a outra permanecia apoiada no joelho, rígida demais para alguém que dizia estar calmo.

O Dr. Luiz havia terminado de preparar o transdutor.

— Vamos começar, Laura. Pode tentar relaxar. — disse, ajustando o aparelho e lançando um olhar tranquilo para ela.

Laura soltou um pequeno riso nervoso, passando a língua pelos lábios antes de responder.

— Doutor, eu estou tentando. Mas acho que vou pedir anestesia emocional. A ansiedade está gritando. — levou a mão livre ao peito como se quisesse conter o próprio coração.

Edgar apertou a mão dela.

— Amor se você continuar nessa ansiedade, nossa festa de casamento vai ser no hospital. — murmurou, tentando soar leve.

O médico sorriu de canto enquanto posicionava o transdutor com cuidado.

— Você precisa relaxar também Edgar, com essa calmaria está mais ansioso que ela. Seu corpo está dando sinais. — comentou, observando a postura rígida dele por cima dos óculos.

Edgar não desviava os olhos da tela.

— Sonhamos muito com esse momento, Doutor Luiz. Fora que lidar com Laura e minha filha Luna que é calma porém tão intensa quanto essa mocinha aqui, não é pra qualquer um não. — passou a mão pela nuca, revelando a tensão.

O exame começou. A imagem surgiu lentamente na televisão. Sombras. Contornos ganhando forma. O médico ajustou o contraste.

— Aqui está o saco gestacional…. — apontou com o cursor, ampliando a imagem.

Laura prendeu a respiração.

— E aqui… — ele moveu levemente o marcador — está o embrião.

Pequeno. Curvado. Delicado. Mas inquestionavelmente ali. Laura levou a mão à boca.

— Aí meu Deus… estou grávida mesmo, é real… — sussurrou, com os olhos marejados.

Edgar sorriu emocionado.

— Você ainda tinha dúvidas amor? Fizemos em casa mais 5 testes diferentes, todos deram positivo. — disse, inclinando-se para enxergar melhor.

Laura não desviava os olhos da tela.

— Nego… é que agora é real, eu estou vendo ele. — apertou os dedos dele com força.

O médico assentiu com serenidade.

— Muitas mãezinhas ficam igual você Laura. Parece que a ficha cai quando vê o bebê, e principalmente, quando escuta o coração dele. — comentou, mantendo a voz calma.

Laura virou o rosto rapidamente.

— Quantos meses eu estou Doutor? Ele está bem? — perguntou, segurando o lençol com leve tensão.

— Seis semanas e quatro dias. — confirmou o médico. — Medidas compatíveis com a idade gestacional.

Edgar inclinou-se ainda mais, os ombros quase tocando a maca.

— Eu não consigo externar o que estou sentindo nesse momento. — murmurou, a voz mais baixa.

Laura continuava olhando para a tela.

— Ele é tão pequenininho… — disse, com um sorriso emocionado.

— Aproximadamente sete milímetros. — explicou o médico com serenidade. — E perfeitamente dentro do esperado.

Laura engoliu seco. O doutor apertou um botão no aparelho.

— Agora é o momento mais aguardado pelos pais, ouvir o coração do bebê. — avisou, aumentando levemente o volume.

Um ruído suave antecedeu o som. E então…

Tum-tum-tum-tum-tum-tum.

Rápido. Ritmado. Vivo.

Laura levou a mão livre à boca. As lágrimas começaram a escorrer.

— Está ouvindo amor? É o som da vida… Meu Deus… é muito rápido. Isso é normal? — perguntou, com a voz embargada.

O médico finalizou as medições. Laura respirou fundo.

— Doutor meu bebê está bem mesmo? Não há risco de eu perder, né? — perguntou, segurando o lençol com leve tremor.

O médico a encarou com firmeza tranquilizadora.

— O desenvolvimento está adequado para a quantidade de semanas. Nada que indique qualquer problema. Fique tranquila. — disse, com segurança.

Laura fechou os olhos por um segundo, agradecendo em silêncio. O peito ainda carregava medo… mas agora havia esperança. Edgar levou a mão ao ventre dela com reverência.

— Nosso filho vai nascer, amor. — afirmou, a voz firme apesar da emoção. — Dessa vez vai dar tudo certo. Só confia.

Ele beijou a testa dela com cuidado… depois beijou o ventre.

— Nós te amamos, filho.

Laura abriu os olhos devagar. A tela ainda estava congelada, mas o coração dela já não estava.

— Ele vai nascer. — sussurrou, passando os dedos pelos cabelos de Edgar, com carinho e gratidão. — E já é muito amado.

O exame foi encerrado. O médico se afastou para que Laura pudesse se organizar. Algum tempo depois, já sentados à mesa do consultório, o doutor estava terminando de digitar.

— Laura, vou solicitar alguns exames, prescrever as vitaminas e já deixar o retorno marcado. Vocês têm alguma dúvida?

Laura inclinou levemente para frente na cadeira.

— Doutor Luiz o desejo pelo meu marido aumentou absurdamente, quero sexo todos os dias, a vontade é tê-lo grudado comigo vinte quatro horas por dia. Fora o ciúmes que está fora de controle. — disse, apoiando o queixo na ponta dos dedos como se estivesse relatando um sintoma clínico qualquer, mas com um brilho divertido no olhar.

Edgar tossiu discretamente, passando a mão pelo maxilar para conter o sorriso que escapava. O médico manteve a postura profissional, ajeitando os óculos antes de responder.

— As alterações hormonais podem aumentar bastante a libido no primeiro trimestre. — explicou, apoiando a caneta sobre a mesa. — Edgar é quem agradece por isso. Afinal, muitas mulheres acabam se afastando dos parceiros por causa dos enjoos e do cansaço. Há casamentos que até sofrem com essa fase. — Ele girou levemente a cadeira em direção aos dois. — Se vocês quiserem, posso orientar sobre posições mais confortáveis e seguras durante a gestação.

Laura riu baixo e balançou a cabeça.

— Doutor não precisa, sempre estou praticando posições novas com o Nego. Entrei nesse assunto com o senhor porque até eu estou assustada comigo mesma. — disse, abrindo as mãos num gesto sincero e depois lançando um olhar cúmplice para Edgar.

— Assustada nada… — ele inclinou o rosto na direção dela, a voz baixa e firme. — Você está mais safada. E eu adoro isso.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)