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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 311

Laura cruzou os braços, assumindo aquele ar de quem estava analisando uma situação séria.

— Vai ser aquele tio que diz que vai sair pra jantar com o cunhado pra assustar pretendente da sobrinha. Isso sim. — Ela apontou o dedo para Edgar, semicerrando os olhos. — Porque o Nego é ciumento igual o Alex. Esquece essa parte de ensinar coisa errada… ele é corretinho demais.

Edgar levantou as mãos em defesa, fingindo indignação.

— Eu sou um homem íntegro. — disse, tentando manter a pose, mas o sorriso entregava.

Laura fez uma expressão exagerada de avaliação, apoiando o queixo na mão como se estivesse julgando um concurso.

— Se for fazer ranking dos ciumentos… — ela continuou, levantando um dedo para marcar posição — Liam em primeiro lugar. — Levantou o segundo dedo. — Alex em segundo. — E o terceiro. — Edgar em terceiro.

Alex abriu a boca para protestar.

— Ei—

— Sem discussão! — Laura cortou, fazendo um gesto de “silêncio” com a mão, rindo.

Ela então olhou para Ísis com aquele brilho divertido nos olhos.

— Concluindo, cunhada… — disse, apontando agora para a barriga dela — se vier menina igual à da Olívia… nossas filhas estão ferradas.

Ela balançou a cabeça, como quem já visualiza o caos futuro. E a gargalhada foi geral. Mas depois de alguns segundos, a energia mudou. Ísis respirou fundo. Olhou para Edgar com mais seriedade.

— E agora? — perguntou. — O que a gente faz com essa verdade?

Edgar ficou sério também.

— Agora… a gente resolve sua documentação. Organiza tudo. — disse com firmeza. — E constrói o que não tivemos. Sem pressa. Mas juntos.

Ísis assentiu.

— Eu prometo que vou ser uma ótima irmã pra você. — disse, direta. — E nunca mais vamos nos separar. — Ela respirou fundo. — Vou ser uma tia maravilhosa pra Luna. Eu sei o quanto ela é importante pra você. E tudo que envolve ela… vai se resolver.

Os olhos de Edgar marejaram de novo. Ele se aproximou e deu um beijo na testa dela.

— Nós vamos recuperar o tempo perdido. — disse baixo. — E seremos muito felizes.

Dessa vez, o silêncio não era pesado. Era completo.

No outro dia, em uma cafeteria discreta no Upper East Side, Marcela estava sentada perto da janela, mexendo o café já frio há mais tempo do que deveria.

Ela olhava para o relógio a cada dois minutos. Até que a porta abriu.

Uma mulher entrou usando uma peruca preta de corte reto e óculos grandes demais para o rosto. Caminhou direto até a mesa, sem cumprimentar.

Sentou.

— Até que enfim você chegou. — Marcela disse baixo, mas impaciente, tamborilando os dedos na borda da xícara já fria.

A mulher não tirou os óculos.

— O que você quer, Marcela? — respondeu seca, ajustando a bolsa no colo e evitando olhar ao redor. — Já falei que não posso ficar me encontrando com você assim.

Marcela inclinou-se sobre a mesa, apoiando os cotovelos no tampo de madeira e curvando os lábios num sorriso ácido.

— Quem vai te reconhecer com essa peruca ridícula e esses óculos enormes… Érica? — provocou, inclinando levemente a cabeça e batendo a unha na lente escura dela.

Érica afastou o rosto discretamente e endureceu o maxilar.

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