Laura cruzou os braços, assumindo aquele ar de quem estava analisando uma situação séria.
— Vai ser aquele tio que diz que vai sair pra jantar com o cunhado pra assustar pretendente da sobrinha. Isso sim. — Ela apontou o dedo para Edgar, semicerrando os olhos. — Porque o Nego é ciumento igual o Alex. Esquece essa parte de ensinar coisa errada… ele é corretinho demais.
Edgar levantou as mãos em defesa, fingindo indignação.
— Eu sou um homem íntegro. — disse, tentando manter a pose, mas o sorriso entregava.
Laura fez uma expressão exagerada de avaliação, apoiando o queixo na mão como se estivesse julgando um concurso.
— Se for fazer ranking dos ciumentos… — ela continuou, levantando um dedo para marcar posição — Liam em primeiro lugar. — Levantou o segundo dedo. — Alex em segundo. — E o terceiro. — Edgar em terceiro.
Alex abriu a boca para protestar.
— Ei—
— Sem discussão! — Laura cortou, fazendo um gesto de “silêncio” com a mão, rindo.
Ela então olhou para Ísis com aquele brilho divertido nos olhos.
— Concluindo, cunhada… — disse, apontando agora para a barriga dela — se vier menina igual à da Olívia… nossas filhas estão ferradas.
Ela balançou a cabeça, como quem já visualiza o caos futuro. E a gargalhada foi geral. Mas depois de alguns segundos, a energia mudou. Ísis respirou fundo. Olhou para Edgar com mais seriedade.
— E agora? — perguntou. — O que a gente faz com essa verdade?
Edgar ficou sério também.
— Agora… a gente resolve sua documentação. Organiza tudo. — disse com firmeza. — E constrói o que não tivemos. Sem pressa. Mas juntos.
Ísis assentiu.
— Eu prometo que vou ser uma ótima irmã pra você. — disse, direta. — E nunca mais vamos nos separar. — Ela respirou fundo. — Vou ser uma tia maravilhosa pra Luna. Eu sei o quanto ela é importante pra você. E tudo que envolve ela… vai se resolver.
Os olhos de Edgar marejaram de novo. Ele se aproximou e deu um beijo na testa dela.
— Nós vamos recuperar o tempo perdido. — disse baixo. — E seremos muito felizes.
Dessa vez, o silêncio não era pesado. Era completo.
No outro dia, em uma cafeteria discreta no Upper East Side, Marcela estava sentada perto da janela, mexendo o café já frio há mais tempo do que deveria.
Ela olhava para o relógio a cada dois minutos. Até que a porta abriu.
Uma mulher entrou usando uma peruca preta de corte reto e óculos grandes demais para o rosto. Caminhou direto até a mesa, sem cumprimentar.
Sentou.
— Até que enfim você chegou. — Marcela disse baixo, mas impaciente, tamborilando os dedos na borda da xícara já fria.
A mulher não tirou os óculos.
— O que você quer, Marcela? — respondeu seca, ajustando a bolsa no colo e evitando olhar ao redor. — Já falei que não posso ficar me encontrando com você assim.
Marcela inclinou-se sobre a mesa, apoiando os cotovelos no tampo de madeira e curvando os lábios num sorriso ácido.
— Quem vai te reconhecer com essa peruca ridícula e esses óculos enormes… Érica? — provocou, inclinando levemente a cabeça e batendo a unha na lente escura dela.
Érica afastou o rosto discretamente e endureceu o maxilar.
— Se você não fizer nada, eu faço sozinha. — A voz desceu um tom. — Mas pode ter certeza… que se der alguma coisa errada, eu não vou me ferrar sozinha.
Érica a encarou imóvel por alguns segundos.
— Está me ameaçando? — perguntou, baixa, sem alterar o tom.
Marcela inclinou o corpo sobre a mesa, o olhar vidrado.
— Isso não é uma ameaça. — disse entre os dentes. — É um aviso.
O silêncio entre as duas ficou denso. As xícaras tilintaram na mesa ao lado. Um garçom passou. Ninguém ali fazia ideia do que estava sendo dito.
Érica se levantou devagar, ajustando a bolsa no ombro.
— Se você fizer mais alguma merda… — disse, inclinando-se levemente sobre a mesa, o rosto próximo demais do de Marcela — pode ter certeza que vai arcar com ela sozinha. — Ela endireitou o corpo. — Tenha um bom dia.
Virou-se e saiu da cafeteria sem olhar para trás. Marcela ficou parada. Respirando rápido demais. Os olhos escureceram. O peito subia e descia como se o ar estivesse faltando.
Ela pegou o celular da bolsa com as mãos trêmulas. Desbloqueou a tela. A câmera frontal abriu sem querer.
Ela encarou o próprio reflexo. O batom borrado. O olhar inflamado. A maquiagem levemente marcada pelas lágrimas que ela nem percebeu que tinham escorrido.
Ela começou a rir. Baixo. Depois mais alto. Um riso estranho. Cortado.
— Esse casamento não vai acontecer… — murmurou para si mesma. — Fez uma pausa. O olhar mudou. Frio. Obcecado. — Nem que pra isso eu tenha que me tornar uma Holt.
Ela passou os dedos pelo cabelo, respirando fundo como se estivesse tomando uma decisão irreversível.
— Qual vai ser seu próximo passo, Laura?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Quando será liberado mais capítulos?...
Pq está parando de postar diariamente, está estagnado no capítulo 465 ... KD o restante, espero que na publicação tenha um pouco mais.......
Cadê os capítulos, era 3 capítulos por dia, kd.......
Cadê a continuação?...
Precisamos dos novos capítulos... 🥹...
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
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