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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 324

Laura fechou os olhos por um segundo e respirou fundo.

— Eu organizei minha vida. Enfrentei o que precisava enfrentar. E voltei. Voltei para você. Porque dessa vez eu não estava disposto a te perder de novo. Eu te prometi que te levaria ao altar. — Ele respirou fundo. — E homem que promete… cumpre. E aqui estamos.

— Aqui estamos… — ela repetiu, quase sem voz.

— Todo homem sonha com uma mulher que traga paz, conforto… que o aceite do jeito que ele é. Mas você não é nada disso.

Um leve sorriso surgiu no canto dos lábios dele.

— Em vez de paz, você trouxe desafio. Trouxe novidade. Trouxe intensidade. Principalmente nas madrugadas. — a plateia riu baixo. — E eu posso dizer com propriedade… não é qualquer homem que está preparado para ter uma Laura na vida.

Ele respirou fundo.

— Você é intensa demais. No lugar do conforto, você me deu crescimento. Me fez pensar diferente. Me tirou da zona de segurança. Você me aceitou como eu era… mas eu sempre soube que, para ter você ao meu lado e te dar uma vida ainda melhor do que você já tinha, eu precisava ser melhor. Muito melhor.

A voz dele ficou mais firme.

— Meu pai sempre me ensinou que, por eu ser negro, eu tinha a obrigação de ser educado, de ser excelente em tudo o que fizesse… e de tratar uma mulher como uma flor. Eu cresci ouvindo isso. E eu carrego isso comigo.

Ele inclinou levemente a cabeça.

— Nós somos muito diferentes, loirinha. Mas é justamente essa diferença que nos completa.

O olhar dele ficou intenso.

— Continue sendo essa mulher espirituosa, marcante… esse verdadeiro furacão. Porque, enquanto você for tudo isso, eu vou continuar batalhando todos os dias para merecer estar ao seu lado. Eu te amo. E a cada dia eu descubro um jeito novo de te amar.

Laura sentiu o peito apertar de um jeito quase insuportável. O queixo tremeu. O sorriso vacilou entre lágrimas. Ela balançou levemente a cabeça, como se ainda se surpreendesse por ser amada daquela forma.

Os olhos dela percorriam o rosto dele como se quisesse gravar cada detalhe.

— Diante de todos, eu prometo te respeitar, te proteger e te desejar todos os dias da minha vida. Prometo nunca mais deixar o orgulho e a maldade do ser humano nos separar. E prometo lutar por você… até o meu último suspiro. Porque nós somos encontro de almas.

Laura já chorava abertamente.

Ela levou as duas mãos ao rosto dele. Aproximou-se devagar, como se o mundo tivesse desacelerado só para eles e encostou a testa na dele.

— Você sempre foi o meu destino… — sussurrou, a voz embargada. — Mesmo quando eu tentei fugir de você.

Ela respirava com dificuldade, o peito subindo e descendo rápido demais. As lágrimas escorriam sem controle, misturando riso e choro.

A cerimonialista, sempre atenta, aproximou-se discretamente pelo lado e estendeu um lenço delicado. Laura pegou com um meio sorriso, tentando enxugar o rosto sem desfazer o momento.

— Alguém já chorou um rio de lágrimas… — sussurrou com carinho.

Laura riu entre lágrimas e pegou o lenço, enxugando o rosto com cuidado, tentando recompor o coração. O juiz de paz aguardou alguns segundos, respeitando o momento.

Então sorriu.

— Creio que já ouvimos um testemunho de amor digno de uma vida inteira… — disse, com voz serena. — E agora, chegou a vez da noiva.

Ele voltou o olhar para Laura.

— Laura, é a sua vez de falar.

O salão prendeu a respiração novamente. Laura enxugou o canto dos olhos, respirou fundo e sorriu.

— Nossa… o que falar depois dessa declaração? — olhou para os convidados, divertida. — Gente, ele sempre foi assim. E depois diz que eu que sou intensa.

Algumas risadas ecoaram pelo salão. Ela voltou o olhar para ele.

— Nego… — disse com aquele tom íntimo que só ela usava.

— Se hoje ele me chama de filha… é porque você plantou isso lá atrás.

A voz dela tremeu.

— A gente corria pelo jardim, brigava por qualquer coisa, fingia que era adulto, fazia promessas que ninguém levava a sério… menos você.

Ela sorriu entre lágrimas.

— Você sempre levou tudo a sério quando se tratava de mim.

Ela se aproximou um pouco mais dele.

— Você me ensinou cuidado antes mesmo de eu entender o que era amor. Me ensinou que implicância também podia ser proteção. Que presença também era uma forma de dizer “eu estou aqui”.

Uma lágrima escorreu devagar.

— Você foi o menino que me ajudou a conquistar meu irmão. O adolescente que me fez acreditar que eu era especial. Você foi o meu primeiro tudo. Primeiro ciúme. Primeira briga. Primeiro beijo. Primeiro homem que me fez sentir mulher. Primeiro amor. E mesmo quando eu tentei negar… você sempre foi o único.

Ela respirou fundo.

— Eu lutei contra você. Contra nós. Porque amar você sempre foi intenso demais. Era mais fácil implicar, provocar, brigar… do que admitir que eu já era completamente sua.

Os olhos dela brilharam.

— O mais difícil de ser sua amiga era fingir indiferença quando você me falava que tinha ficado com uma mulher. Eu sorria, ironizava… mas por dentro eu queria ser a única. Queria que você se ajoelhasse, se declarasse, me beijasse na frente do mundo e acabasse com aquela dúvida que me consumia.

Ela soltou uma risada leve.

— E você… sempre cuidadoso demais, como se eu precisasse ser protegida do próprio amor que já me consumia. Quando, na verdade, eu já estava pronta pra você há muito tempo.

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