Laura balançou a cabeça.
— Eu achava que você nunca ia me olhar como mulher… — a voz dela saiu mais baixa. — E você achava que eu nunca teria coragem de admitir que te amava… por causa da diferença de idade… e por você ser o filho do jardineiro.
Ela respirou fundo.
— Eu nunca me importei com isso. Eu sempre tive tudo… menos você. Eu não queria status. Não queria sobrenome. Eu só queria o seu amor. — Ela sustentou o olhar dele. — Mas éramos dois orgulhosos… fingindo que não se queriam.
Alguns convidados sorriram.
— Eu ficava furiosa quando você me trazia flores, lia poesia com aquela voz absurda de romântica… e no final não fazia nada. Nada! Eu ia pra cama à noite dizendo que você só estava tentando me ensinar interpretação de texto… porque eu sempre fui péssima nisso.
Edgar riu, enxugando uma lágrima. Ela suavizou o tom.
— Até que veio nosso primeiro beijo. — A voz ficou mais baixa. — De surpresa. Quando eu menos esperava. E naquele momento eu senti as famosas borboletas no estômago… mas senti também a certeza. A certeza de que eu nunca mais conseguiria amar outra pessoa daquele jeito. — Ela respirou fundo.— E ali eu parei de lutar contra o inevitável.
Um sorriso nostálgico surgiu.
— Começamos a namorar… e quanto mais o tempo passava, mais eu te queria. Sua presença nunca era suficiente. Eu queria tudo. Queria ser inesquecível pra você. Queria que você nunca cansasse de mim. Era intensa demais… e hoje eu me pergunto como você me aguentava. — Ela sorriu para ele. — Mas agora eu sei. Era o seu amor que fazia você permanecer. — O olhar dela escureceu levemente. — Até que a maldade do tempo nos separou da forma mais cruel possível.
O salão ficou ainda mais silencioso.
— As minhas noites se tornaram insuportáveis. Eu não dormia. Eram crises e mais crises de ansiedade. Minha mente e meu corpo estavam exaustos. Eu queria você ao meu lado… mas a vida não permitia nossa aproximação. E isso me revoltou. Me deixou vazia. — Ela engoliu em seco. — Eu tentei reescrever a minha história sem você… mas eu me perdi. Quebrei promessas. Fingi indiferença. Cortei meus cabelos… fiquei ruiva achando que estava te ferindo… quando na verdade estava ferindo a mim mesma.
Os olhos dela ficaram úmidos.
— Por isso ficamos mais de vinte e quatro horas sem nos ver antes de hoje. Eu precisava voltar a ser sua loirinha. Eu não cortei mais desde que nos reencontramos. Porque eu entendi que fugir de mim… era fugir de nós.
Edgar estava completamente tomado.
— Quantas vezes eu pegava o celular querendo saber de você… querendo ligar, perguntar, brigar… e desistia no último segundo. Porque você estava em tudo. Nas cartas que escrevemos. Nas promessas. Nas lembranças. — Ela respirou fundo. — Até que você reapareceu naquela boate.
Alguns convidados sorriram discretamente.
— Eu não estava preparada. Quis te provocar. Quis te irritar. E você… me jogou no ombro como se ainda fosse aquele menino que me dominava com um sorriso.
Edgar riu baixo.
— Naquele dia, nossos corpos se reconheceram antes mesmo que nossas palavras se entendessem. — Ela suavizou. — Mas depois eu descobri que você tinha uma filha.
O silêncio voltou.
— Você poderia ter tido mil mulheres… mas uma filha não. Eu entrei em pânico. E nós nos machucamos mais uma vez. — Ela respirou. — Você insistiu. Você pediu que eu enxergasse que Luna não tinha culpa. E você estava certo. Só que a minha dor ainda era grande demais.
O olhar dela se iluminou.
— E então a vida fez o que sempre fez com a gente: nos colocou de frente um para o outro de novo. E voltamos. — Ela sorriu. — Hoje eu amo a Luninha como se tivesse nascido de dentro de mim. Aquela menina me conquistou de uma forma que eu não sei mais viver sem ela.
Ela então levou a mão ao ventre. O salão inteiro prendeu a respiração.
— Se isso é não saber falar, eu imagino o que seria um discurso preparado com calma.
O clima ficou mais leve, mas ainda profundamente emocionante.
O juiz então retomou a postura solene.
— Agora, se me permitem continuar antes que esse casal decida renovar os votos aqui mesmo… — disse com bom humor — chegou o momento de selarem essa união com o símbolo eterno do compromisso.
Ele voltou o olhar para o corredor.
— Que venham as alianças.
E naquele instante, a música começou novamente. A banda iniciou suavemente A Thousand Years.Todos se viraram. Luna entrou toda delicada. Nas mãos, ela segurava a pequena almofada com as alianças.
Edgar parou de respirar. Os olhos dele se encheram de lágrimas de novo, mas agora era diferente. Era pai. Ele levou a mão ao peito.
— Luz da minha vida… — a voz falhou. — Você não consegue ficar mais bonita porque você já é perfeita. A minha princesa perfeita. — Uma lágrima escorreu pelo rosto dele. — Papai te ama.
Luna piscou rápido, emocionada.
— Também te amo, papai.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...