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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 326

Luna deu um beijo demorado no rosto do pai, depois o abraçou apertado, com aquele abraço de criança que não mede intensidade. O salão inteiro sorria entre lágrimas. Laura inclinou-se e beijou a testa da menina com carinho.

— Eu te amo, Luninha. — sussurrou. — Nós vamos ser muito felizes, meu amor.

Luna virou o rosto e abraçou Laura também. Ali estavam os três. Não apenas noivos. Família. Edgar se levantou e Luna entregou as alianças com cuidado, orgulhosa da própria missão cumprida.

O juiz sorriu, emocionado.

— Agora sim… temos todos os elementos de uma história que venceu o tempo.

O juiz recebeu as alianças das mãos de Luna e as ergueu levemente.

— Essas alianças são o símbolo do que não tem começo nem fim. Um círculo perfeito, como deve ser o compromisso que vocês assumem hoje.

Ele entregou primeiro a aliança a Edgar.

— Edgar, coloque a aliança no dedo de Laura e reafirme sua promessa.

Edgar segurou a mão dela com delicadeza. As mãos dele, grandes e firmes… levemente trêmulas. Ele deslizou o anel devagar pelo dedo dela, sem tirar os olhos dos dela.

— Laura… com essa aliança eu selo tudo o que eu prometi. Eu te escolho hoje. Amanhã. E todos os dias que vierem. Você é minha casa. Minha coragem. Meu amor.

A aliança encontrou o lugar perfeito. O salão inteiro estava em silêncio. O juiz então entregou a outra aliança a Laura.

— Laura, coloque a aliança no dedo de Edgar e reafirme sua promessa.

Ela respirou fundo. Segurou a mão dele. Acariciou o dorso da mão antes de deslizar o anel. O gesto foi lento. Intencional.

— Edgar… com essa aliança eu escolho ficar. Ficar quando for fácil. Ficar quando for difícil. Ficar quando meu orgulho quiser fugir. Eu te escolho inteiro. Com passado, com filha, com sonhos… e com tudo o que ainda vamos construir.

Ela encaixou o anel no dedo dele. Um pequeno sorriso espirituoso surgiu.

— Agora é oficial. Você não me escapa mais.

Algumas risadas emocionadas ecoaram. O juiz sorriu.

— Pelo poder a mim concedido, eu os declaro marido e mulher. — Ele fez uma pausa. — Edgar… pode beijar sua esposa.

Ele não esperou um segundo. As mãos dele seguraram o rosto dela com firmeza. Depois desceram para a cintura. Num movimento instintivo, intenso dele, ele a puxou para si. Laura soltou um pequeno suspiro surpreso antes que ele a inclinasse para trás, segurando-a com segurança absoluta.

O salão inteiro prendeu a respiração. E então ele a beijou. Não foi um beijo tímido. Foi um beijo de reencontro. De promessa cumprida. De anos reprimidos.

A mão dela subiu para a nuca dele, puxando-o ainda mais para si. Ele a segurava como se o mundo pudesse desabar e ele ainda assim não a deixaria cair.

A banda, entendendo o instante, subiu o instrumental com intensidade. As cordas cresceram. O piano marcou o auge. E o salão explodiu. Aplausos começaram a explodir antes mesmo de o beijo terminar. Liam sorria, emocionado. Luna batia palminhas animada. Ísis e Olívia trocavam olhares sorrindo.

Quando Edgar a trouxe de volta à posição normal, ele ainda a segurava pela cintura, a testa encostada na dela, respiração descompassada.

— Minha esposa… — murmurou, a voz rouca, quase um ronronar contra os lábios dela.

Ele deslizou o nariz devagar pela lateral do rosto dela, inspirando fundo como se quisesse guardar o cheiro dela dentro dos pulmões.

— Casal, Sterling! Pose de vitória!

Edgar e Laura se entreolharam por meio segundo. Um sorriso cúmplice. O tipo de sorriso de quem venceu o mundo.

Sem olhar diretamente para a câmera, Edgar envolveu a cintura dela com firmeza, puxando-a levemente para o lado. Laura ergueu o buquê no alto, o braço estendido. Ele levantou o outro braço, fechado em punho, numa vitória silenciosa.

Ela inclinou levemente o corpo para trás, rindo, o buquê erguido contra o brilho da cidade ao fundo.

Flash.

Flash.

Flash.

— Perfeito! — gritou o fotógrafo. — Essa é a capa!

Laura virou o rosto para Edgar, ainda com o braço erguido.

— Pra sempre… — sussurrou.

Ele encostou a testa na dela, sorriso firme.

— Pra sempre. — ele sorriu malicioso. — A gente realmente precisa da festa… ou já podemos ir direto pra lua de mel?

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