A voz de Liam ficou mais baixa.
— Eu sinto falta de fazer amor com você. De sentir você. De ter você gemendo meu nome. — completou, aproximando o rosto do dela sem tocar.
Ele respirou fundo.
— Sexo não é tudo numa relação. Existem muitas formas de intimidade. Mas estamos num ponto em que não temos quase nada. E isso abre um abismo muito grande na vida de um casal. — disse, os olhos vulneráveis.
O olhar dele não era acusador agora. Era humano.
— Se você estivesse doente… se fosse uma gravidez de risco… eu entenderia. Mas não é o caso. — afirmou, com cuidado. — Ficar longos períodos sem intimidade impacta o corpo, a mente e principalmente a conexão entre duas pessoas. Não é só sobre sexo… é sobre proximidade. Sobre lembrar todos os dias que ainda somos um do outro.
Ele respirou fundo antes de continuar.
— Quando essa conexão enfraquece, surgem inseguranças. Fantasmas. E esses fantasmas fazem você acreditar com mais facilidade que eu tenho outra… fazem você jogar na minha cara que estou transando com uma funcionária. Se a gente estivesse mais conectado, mais presente um para o outro, talvez você não deixasse a Bárbara plantar esse veneno tão fundo.
Ele passou a mão pelo rosto.
— Então, depois de tudo o que eu disse… talvez eu seja o problema na sua vida. E talvez eu esteja errando em aceitar tudo isso, achando que estou te protegendo… quando, na verdade, posso estar te machucando e me machucando.
Olívia começou a chorar logo depois da fala dele. Não era mais um choro contido. Era profundo.
— Eu me odeio… — disse, a voz quebrando — por não conseguir te odiar nem por um segundo.
Aquilo desmontou qualquer resquício de defesa nele. Liam tirou os pés dela da água com cuidado, empurrou o recipiente para o lado e se ajoelhou diante dela. Ficou entre as pernas de Olívia, deslizando as mãos com delicadeza pelas coxas dela.
Olívia segurou o blusão dele com força, como se tivesse medo de que ele fosse embora.
— Não fala que você é o problema… — disse, chorando, a voz infantil. — Eu não quero que você seja o problema. Eu não quero viver sem você.
O peito dela subia e descia rápido demais.
— Me perdoa por falar que você é pior que meu ex. Você não é. Eu sei que sou complicada. Sei que tenho que mudar muitas coisas… — ela soluçou. — Mas o fato de achar que você tem outra acaba comigo. Liam… eu tenho muito medo de perder você.
Ele levou as mãos ao rosto dela e secou as lágrimas com os polegares.
— E quando você fala que talvez o problema seja você… — ela engoliu em seco — eu sinto que estou prestes a perder o homem que eu mais amo no mundo.
Ela levou a mão ao ventre.
— Eu não sei viver sem você. Eu não quero que nossa filha cresça sem o pai ao lado. Numa família disfuncional. Não foi isso que eu sonhei pra mim.
As lágrimas agora caíam livres.
— Eu sinto falta de você me tocando… sinto falta da intensidade que éramos. Sinto falta de você me levando à loucura… — a voz falhou — mas eu estou com vergonha do meu corpo. Eu amo nossa filha, mas estou odiando o que vejo no espelho. E por isso acho que você está com outra. Eu vi as fotos das mulheres que você pagava pra transar… todas lindas, seguras, com corpos perfeitos. E eu mudei tanto…
— Liam… — o nome escapou entre suspiros.
A mão direita dele subiu pela fenda do vestido, os dedos conhecendo o caminho. Ele acariciou devagar, depois com mais pressão, o polegar no ponto certo que a fazia tremer. Os gemidos dela cresceram, desesperados.
— Liam… Liam…
As mãos dela foram para a cabeça dele, os dedos cravados nos cabelos puxando-o com mais força contra os seios dela, incentivando-o enquanto o prazer subia em ondas.
Ele ergueu os olhos por um segundo, vendo-a entregue: cabeça jogada para trás, lábios entreabertos, lágrimas secando nas bochechas.
— Minha… gostosa. — murmurou contra a pele, antes de intensificar a sucção e o ritmo dos dedos.
Olívia apertou mais os cabelos dele, o corpo arqueando, se contorcendo no sofá, os dois se reconectando no toque, calando o medo com desejo.
Ela puxou o rosto dele, os olhos ainda úmidos, mas agora tomados por algo mais quente.
— Me leva ao limite, Liam. — sussurrou, deslizando os dedos pela nuca dele e puxando-o para mais perto.
A voz saiu rouca, carregada de entrega. Ele a encarou por um segundo, os olhos escurecendo.
— Seu desejo é uma ordem, minha delícia. — murmurou ele, a voz grave roçando a pele dela. — Hoje foi a última vez que nos desentendemos assim. Não vamos permitir que ninguém, nem mesmo nós dois, acabe com o nosso relacionamento. Estamos combinados?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Quando será liberado mais capítulos?...
Pq está parando de postar diariamente, está estagnado no capítulo 465 ... KD o restante, espero que na publicação tenha um pouco mais.......
Cadê os capítulos, era 3 capítulos por dia, kd.......
Cadê a continuação?...
Precisamos dos novos capítulos... 🥹...
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
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