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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 342

Depois de alguns segundos, ele soltou uma das mãos do volante e pousou na perna dela. Apertou. Firme. Ela virou o rosto devagar. Ele olhou rapidamente para ela e voltou a atenção para o trânsito.

— Para de chorar, mozão… — pediu, a voz mais baixa do que antes. — Deixa eu achar um lugar pra parar.

Ele levou a mão dela aos lábios e começou a beijar os dedos dela repetidamente. Como se pedisse desculpa sem dizer. Entrou em um estacionamento quase vazio.

Liam parou o carro. Desligou o motor. Soltou o cinto com pressa e empurrou o banco para trás. Virou-se para ela. Os olhos já não eram implacáveis. Eram devastados.

— Senta aqui, meu amor… — disse, estendendo a mão para ela. — Vamos conversar.

Olívia o encarou, os olhos vermelhos.

— Você tem algum problema… e eu não consegui identificar porque fiquei cega de amor? — perguntou, a voz falhando.

Aquilo atravessou ele. Liam sentiu as lágrimas escaparem.

— Senta aqui, minha vida… — repetiu, agora com a voz embargada. Eu vou te explicar tudo. Por favor.

Ela saiu do banco do passageiro e sentou-se no colo dele, de frente. Ele a envolveu imediatamente, os braços apertando-a como se tivesse medo real de perdê-la.

— Me perdoa… — disse, abraçando-a forte, enterrando o rosto no cabelo dela. — Eu não queria ter falado aquelas palavras. Você não tem ideia de como eu estou destruído por ter feito aquilo.

Ela começou a chorar de novo, o rosto escondido no pescoço dele, os dedos agarrados à camisa como se ele pudesse desaparecer.

— Mozão… você me magoou… — disse com a voz infantil que sempre surgia quando ela estava ferida, apertando o tecido da camisa dele contra o peito. — Como você pode… depois de tudo que vivemos?

Ele fechou os olhos com força.

— Eu sei, minha vida… me perdoa. — murmurou, segurando o rosto dela entre as mãos, os polegares secando as lágrimas. — Eu estou implorando seu perdão. — completou, encostando a testa na dela.

Ele respirou fundo, buscando firmeza.

— Eu confio em você. Totalmente. — disse, olhando nos olhos dela com intensidade. — Eu não estou com ciúmes dele. Nem com raiva ou desconfiança de você.

Ela piscou, confusa, ainda ofegante.

— Então por que você falou aquilo? — perguntou, segurando a lapela do paletó dele, como se precisasse da resposta para respirar.

Ele soltou o ar devagar.

— Porque eu tive que fazer aquela cena. — respondeu, apoiando a mão na cintura dela, firme, enquanto sustentava o olhar.

O silêncio caiu pesado.

— A pessoa que está tentando nos destruir nos conhece muito bem. — continuou. — E hoje eu tive certeza disso.

Ela ficou imóvel.

— Não posso dizer que André é inocente… mas ele pode estar sendo usado. — disse, olhando nos olhos dela, a mão firme na cintura dela. — Todo mundo sabe o quanto somos ciumentos. Sabe exatamente onde nos atingir.

Olívia segurou o rosto dele com as duas mãos.

— Eu nunca trairia você. — disse, aproximando o rosto do dele, os olhos marejados.

— Eu sei. — respondeu imediatamente, segurando os pulsos dela com delicadeza. — Mas eu precisava que acreditassem que o plano deles funcionou.

Ela franziu a testa.

— O que você quer dizer? — perguntou, inclinando levemente o corpo para trás para encará-lo melhor.

Ele passou a mão pelos cabelos, respirando fundo.

— Você sabe que aquela sala é monitorada. — explicou, olhando diretamente nos olhos dela. — E que a reunião inteira é gravada. E não só oficialmente.

Ela ficou em silêncio, absorvendo.

— Se a reunião fosse na minha sala, eu não teria feito aquilo. Lá não tem câmeras internas. — continuou, deslizando o polegar na cintura dela. — Mas ali… eu precisava que quem está assistindo achasse que conseguiu nos abalar.

O coração dela começou a desacelerar.

— Eu não sabia que iam revelar o nome da concorrência hoje. — disse, sincero, encostando a testa na dela. — Não tive como te avisar que eu estava mentindo… que eu estava atuando.

As lágrimas dela diminuíram.

— Você estava atuando… e muito bem, sabia? — disse, tocando o rosto dele com cuidado. — Eu não consegui te decifrar.

— Que bom. — respondeu, com um meio sorriso cansado. — Porque agora eles acham que plantaram uma bomba entre a gente. Acham que eu desconfio de você. Que estamos rachados. Que vamos viver de aparência.

Ele encostou a testa na dela novamente.

Ele segurou as mãos dela e beijou os nós dos dedos.

— Nada vai acontecer. — respondeu firme. — Não fica preocupada. Eu prometi que ia passar tudo pra você. Então eu preciso te preparar. Você tem que ser forte. — encostou a testa na dela. — E você não vai me perder. Fica tranquila. Eu também não vivo mais sem você.

Eles se beijaram. Não era um beijo desesperado. Era um beijo de pacto. De guerra declarada ao mundo. Ele afastou o rosto dela levemente.

— Vamos para a surpresa? — perguntou, com um brilho diferente no olhar.

Ela sorriu.

— Vamos… que eu estou curiosa. — respondeu, ajeitando o cabelo.

Ela voltou para o banco do passageiro. Liam se ajeitou no banco, respirando fundo, como se quisesse mudar completamente o clima.

Ele pegou algo no banco de trás.

— Coloca isso. — disse, entregando uma venda para ela, com um sorriso misterioso.

Ela riu.

— Como sempre misterioso. — falou, já posicionando a venda.

— Sempre. — respondeu, dando um beijo na testa dela.

Alguns minutos depois, o carro parou. Ele desligou o motor. Virou-se para ela.

— Preparada, amor? — perguntou, segurando a mão dela.

— Preparadíssima. — respondeu, apertando os dedos dele.

Ele tirou a venda devagar. Ela abriu os olhos. Piscou. Depois levou a mão à boca.

— Mentira que você reservou o cinema só pra nós dois… pra assistir Orgulho e Preconceito? — disse, virando para ele com os olhos brilhando. — O meu filme favorito!

Liam sorriu satisfeito.

— Exatamente isso. — respondeu, oferecendo o braço para ela. — Com direito a almoço exclusivo. Preparada?

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