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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 352

O silêncio que caiu no quarto foi brutal. Érica ficou completamente imóvel. Por alguns segundos, ela apenas encarou a filha, como se não tivesse entendido o que tinha acabado de ouvir.

O livro que ainda estava sobre o colo escorregou lentamente para o chão, mas nenhuma das duas pareceu perceber.

— O… quê? — murmurou, arregalando os olhos em choque.

Laura não desviou o olhar.

— Para de fingir. — disse, cruzando os braços com rigidez, o olhar cheio de acusação.

Érica piscou, completamente confusa.

— Laura… eu não estou entendendo… — respondeu, levando a mão ao peito, tentando recuperar o ar.

— Não se faça de desentendida! — interrompeu Laura, a voz tremendo de raiva e dor.

Ela se levantou abruptamente da cama.

— Assume o que a senhora fez! — exigiu, apontando o dedo na direção da mãe.

Érica também se levantou devagar, o coração acelerado.

— O que eu fiz? — perguntou, abrindo as mãos em incredulidade.

Laura deu uma risada amarga.

— Sério? Você vai mesmo fingir que não sabe? — disse, balançando a cabeça em descrença.

Ela apontou para o próprio ventre.

— Sobre minha gravidez na adolescência. — falou, pressionando a mão contra a barriga.

O rosto de Érica perdeu a cor.

— Você… o quê? — perguntou, dando um pequeno passo para trás.

Laura continuou, a voz cada vez mais quebrada.

— E perdi o bebê brutalmente. — disse, a voz embargada.

Érica levou a mão à boca.

— Meu Deus… — sussurrou, visivelmente abalada.

Laura avançou um passo.

— A senhora matou ele. — disse, encarando-a com ódio.

— Minha filha! — disse Érica, horrorizada. — Que absurdo é esse? — perguntou, balançando a cabeça negativamente.

Laura começou a tremer.

— Para de fingir! — gritou, a voz falhando.

Ela apontou o dedo para a mãe.

— A Marcela confessou tudo! — acusou, respirando com dificuldade.

Érica franziu a testa, completamente perdida.

— A ex do Edgar? — perguntou, tentando entender.

— Sim! — gritou Laura. — Ela contou que foi a senhora quem armou tudo!

Érica balançou a cabeça lentamente.

— Laura… eu não faço ideia do que você está falando. — disse, atordoada. — Minha filha, como você engravida e me esconde algo tão sério? — perguntou, tentando se aproximar.

Laura riu, uma risada desesperada.

— Claro que faz! Para com esse fingimento! — respondeu, passando a mão pelos cabelos, nervosa.

Ela começou a andar pelo quarto.

— Foi a senhora quem me obrigou a passar aquelas férias no internato! — acusou, andando de um lado para o outro.

— Filha… eu preciso entender o que está acontecendo. — disse, tentando manter a calma.

— A senhora quer que eu desenhe sua maldade para acreditar no que fez? — respondeu Laura. — Para de se fazer de desentendida, a Marcela contou tudo! — repetiu, com raiva.

— E você acreditou nela? — perguntou Érica. — Na mentira de uma mulher que é capaz de tudo por causa de homem?

Laura apertou os punhos.

— Ela disse que foi você quem armou tudo! Que me mandou para o internato para eles tirarem o bebê de mim! Que a senhora expulsou o seu Joaquim daqui, ameaçando denunciar o Edgar por ter me estuprado! Como a senhora teve coragem de fazer essa ruindade com um senhor doente?

Érica ficou em silêncio por um instante. Quando falou novamente, a voz saiu firme, apesar do choque.

— Laura… como eu poderia mandar fazer isso com você? — perguntou, incrédula. — O pai do Edgar quis ir embora e eu que levo a culpa por isso? — ela deu um pequeno passo, com cuidado. — Eu sou contra maus-tratos a idosos… e principalmente contra o aborto.

Laura riu, descrente. Érica continuou.

— Eu sempre fui contra tirar a vida de um inocente. — disse, com convicção.

Os olhos dela se encheram de lágrimas.

— Para mim, se uma mãe não quiser uma criança… então que deixe nascer. — respirou fundo. — Que entregue para adoção.

Laura ficou imóvel. Érica então deu mais um passo.

— Filha… eu sei que errei muito com você. — disse, com a voz embargada. — Eu sei que muitas vezes fui ausente… negligente… fria. — as lágrimas começaram a escorrer. — Mas eu te amo.

Laura apertou a mandíbula.

— Eu quis você. — continuou Érica, levando a mão ao peito. — Eu lutei para você vir ao mundo. — respirou fundo. — Você era a minha boneca de porcelana. — a voz ficou embargada. — Você é parte de mim. Eu te carreguei por nove meses. Porque faria essa crueldade com você?

Ela chorava agora.

— Eu sempre falei que queria ter netinhos. Como que depois de lutar para você nascer eu colocaria sua vida em risco? A vida de um bebê em risco? — respirou fundo. — Laura… pensa… qual foi a minha reação quando você disse que estava grávida, minha filha?

Laura balançou a cabeça.

— Então explica como a senhora não fez aquela ruindade se a madre superiora, antes de morrer, confessou que foi a senhora quem mandou. — respirou com dificuldade. — Se a Marcela fez questão de jogar na minha cara tudo que a senhora fez. — a voz saiu quase um sussurro. — Eu quase morri.

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