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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 353

O silêncio caiu novamente no quarto. Pesado. Laura levou a mão ao ventre.

— Eu sangrei até achar que ia morrer. — as lágrimas escorriam sem controle. — Eu perdi meu filho. — ela encarou a mãe. — E agora a senhora quer me convencer que não sabia de nada? Que não fez nada?

Érica estava pálida. Completamente devastada.

— Laura… — murmurou, a voz tremendo. — Eu juro pela minha vida… que eu não fiz isso.

O coração de Laura apertou. Mas a raiva ainda era maior.

— Mentira. — disse, fria. — Eu não acredito na senhora. — respirou fundo. — Eu não vou esquecer da fala da senhora quando eu e Edgar assumimos o relacionamento para a família.

Érica balançou a cabeça, desesperada.

— Filha… se alguém fez isso com você… — disse, a voz embargada.

Os olhos dela escureceram.

— Essa pessoa destruiu duas vidas. — respirou fundo. — Você acha mesmo que eu teria coragem de fazer isso?

O silêncio voltou a cair.

Pesado.

Laura permaneceu imóvel por alguns segundos, encarando a mãe como se estivesse tentando atravessar cada palavra que havia acabado de ouvir. Mas então algo dentro dela endureceu novamente. Ela soltou uma pequena risada amarga.

— Não… — murmurou, balançando a cabeça lentamente. — Eu não acredito.

Érica engoliu em seco.

— Laura… — disse em voz baixa, dando um pequeno passo na direção da filha.

— Como pode? — interrompeu Laura, a voz carregada de indignação. — Depois de tudo o que fez… a senhora apareceu naquele spa se fingindo de mãe.

Ela deu um passo para trás, como se precisasse de distância.

— Falou todas aquelas coisas… que agora eu vejo que eram mentiras. — disse, apertando os braços contra o próprio corpo.

Érica tentou se aproximar.

— Filha, eu…

— Não chega perto de mim! — repetiu Laura imediatamente, erguendo a mão para impedir qualquer aproximação.

O silêncio voltou a cair no quarto. Laura respirou fundo, tentando conter as lágrimas que insistiam em cair.

— A senhora arrumou o meu vestido… — disse ela, a voz falhando por um instante.

Os olhos dela voltaram a se encher.

— Entrou na cerimônia ao lado do meu pai. — continuou, olhando fixamente para a mãe.

Ela encarou Érica com incredulidade.

— E por quê?

A pergunta saiu como um golpe.

— Pra quê?

Érica não respondeu. Laura continuou.

— Pra quando eu soubesse da verdade… eu não acreditasse? — perguntou, apertando os punhos. — Foi isso?

A respiração dela estava irregular.

— A senhora achou que aquele teatrinho de mãe amorosa ia apagar o que fez?

Érica balançou a cabeça lentamente.

— Laura… não foi isso. — respondeu com a voz embargada. — Eu estava sendo verdadeira com você, filha.

Mas Laura não ouviu.

— Ou foi remorso? — perguntou ela com desprezo. — Não… não foi remorso. — respirou fundo. — A senhora bateu na Marcela para calá-la.

Mas Laura não conseguia parar de chorar. De repente, o corpo dela perdeu a força.

— Laura? — chamou Edgar, segurando-a.

Ela desmaiou nos braços dele. Olga levou a mão à boca, assustada.

— Laura, minha filha! — disse ela, levantando-se rapidamente da poltrona.

Frederico já caminhava em direção a eles.

— Edgar, vamos agora para o hospital. — disse ele com firmeza.

Edgar pegou Laura nos braços imediatamente. Olga deu um passo à frente.

— Eu vou com vocês! Vou pegar minha bolsa. — disse ela, já apressada em direção a escada.

Frederico colocou a mão no ombro dela.

— Não, Olga. — disse ele com calma. — Fique aqui por causa da Érica.

Olga respirou fundo, tentando se controlar.

— Tudo bem, mas me mandem notícias… por favor. — pediu ela, juntando as mãos nervosamente.

Edgar saiu da mansão carregando Laura nos braços.

Horas depois, na cobertura de Edgar, Laura estava deitada na cama assistindo a uma série quando a porta do quarto se abriu. Ísis entrou primeiro, carregando um grande balde de pipoca.

— Série sem pipoca não tem graça. — disse ela, levantando o balde como se fosse um troféu.

Olívia entrou logo atrás, segurando várias barras de chocolate.

— Sem chocolate também não. — completou ela, jogando os chocolates sobre a cama.

Laura sentou-se na cama, puxando a coberta para as pernas.

— Só um susto para juntar nós três… — disse ela, passando a mão no rosto ainda cansado. — Caraca, quanto tempo estamos tentando fazer isso.

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