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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 377

O clima mudou levemente. Ísis ajustou a postura, ficando mais ereta, e respirou fundo.

— Ele foi muito sujo. — disse, com a voz firme, passando a mão pelos cabelos. — Mandar jogar na mídia que pode ser pai dos meus filhos…

Ela soltou o ar devagar.

— Com isso, eu resolvi fazer o teste de DNA com o Alex. — continuou, apoiando a mão na barriga. — Pra calar a boca dele… e da mídia.

Ela deu um pequeno sorriso sem humor.

— Olha o ponto que a gente chegou.

Laura franziu levemente a testa.

— E você quer fazer mesmo? — perguntou, apoiando a mão no braço da poltrona e inclinando a cabeça.

Ísis assentiu.

— Quero. — disse, olhando para as duas. — Não por mim… mas pelo Alex.

Ela passou a mão na barriga com carinho.

— Eu não quero que isso prejudique ele com os clientes. Aquele miserável quis denegrir a imagem do meu namorido.

Laura inclinou levemente a cabeça.

— E como ele está reagindo a isso? — perguntou, apoiando as costas na poltrona. — Afinal, vocês foram expostos.

Ísis sorriu de leve, com um brilho diferente no olhar.

Aqui vai a fala ajustada, mantendo o tom leve e natural:

— Ele está me surpreendendo. — disse, mexendo levemente na almofada ao lado. — Está lidando muito bem… — completou, soltando um pequeno riso. — Fora as mulheres e as bichas nas redes sociais que agora estão apaixonadas por ele, porque ele ajudou aquelas cinco mulheres… — ela revirou os olhos, divertida. — Já criaram até fã-clube.

Ela soltou uma risadinha.

— Minha sogra, por outro lado… quer matar aquele desgraçado. — completou, balançando a cabeça.

Olívia soltou uma pequena risada.

— Esse homem tem que apodrecer na cadeia. — disse, apoiando a mão na barriga com firmeza. — E você também não fica atrás, viu, amiga… — acrescentou, olhando para Ísis com um sorriso. — Sua rede social cresceu muito. O público está amando o seu papel na série, só vejo gente elogiando você.

Ela então olhou para Laura.

— E a Marcela? Continua na mesma? — perguntou, inclinando levemente o corpo.

Laura suspirou, passando a mão pelo rosto.

— Continua dizendo que sou eu. — respondeu, com cansaço na voz. — Pra mim, isso é mais uma armação dela.

Olívia ajeitou a posição no sofá.

— E a Luninha? Continua pedindo para ver a mãe? — perguntou, com o olhar mais suave.

Laura negou com a cabeça.

— Deu uma parada… — disse mais baixo, passando a mão na barriga. — Acho que ela está tentando entender tudo.

Ísis tocou de leve o braço de Laura.

— Cunhada… — disse com a voz suave — eu não sei como te agradecer por todo o carinho e cuidado que você está tendo com a minha sobrinha. — Ela sorriu, emocionada. — É como se ela tivesse nascido de você.

Laura soltou um pequeno suspiro, desviando o olhar por um instante antes de voltar para Ísis.

— Em primeiro lugar… — começou, com sinceridade — para eu voltar com o Edgar, eu aceitei a Luna. — disse, apoiando a mão na barriga. — Amo aquela menina… — o olhar dela suavizou — ela é minha filha.

O silêncio que se seguiu foi breve… mas carregado.

No escritório, Alex estava em pé diante da mesa de Liam, segurando um tablet. Edgar estava ao lado, com os braços cruzados.

— O juiz já se manifestou. — disse Alex, olhando para os dois e apoiando o tablet na mesa. — Diante do comportamento instável da Marcela, foi determinado um exame de sanidade mental.

Ele deslizou o dedo na tela.

— Ela será encaminhada para avaliação psiquiátrica forense. — continuou, com voz técnica. — E, dependendo do laudo, poderá ser transferida para um hospital psiquiátrico sob custódia.

Edgar assentiu, passando a mão pelo rosto.

— Finalmente a justiça está sendo feita. — disse, com a voz firme. — Mas eu acho que ela está surtando de verdade.

— Disse que só volta quando a Meredith crescer um pouco.

Edgar e Alex trocaram um olhar divertido, sorrindo diante da expressão do amigo. Liam continuou.

— Vai seguir o caminho da mãe… quer se dedicar à família por enquanto. — Ele ajeitou o paletó. — Então sugeri que ela fizesse um mestrado.

— E ela aceitou? — perguntou Alex, cruzando os braços.

— Aceitou. — respondeu Liam, o tom firme enquanto a expressão se tornava mais séria. — Mas eu vou fazer uma comemoração.

Os dois olharam para ele.

— Eu faço questão de fazer uma recepção para ela na empresa. — disse, com firmeza. — Mesmo que ela não vá voltar a trabalhar agora… ela precisa entrar lá de cabeça erguida. — Ele fez uma breve pausa, o olhar sério. — Ela não está fora porque foi afastada. Está por decisão dela. E todo mundo precisa saber disso.

O celular de Alex vibrou sobre a mesa, cortando a conversa. Ele olhou rapidamente para a tela.

— Delegado. — disse, atendendo. — Fala.

Do outro lado, a resposta veio direta. Alex ficou em silêncio por poucos segundos. O olhar endureceu.

— Certo. — disse apenas. — Estou indo.

Ele desligou. Nem precisou explicar. Liam já estava de pé.

— Saiu. — afirmou, com convicção.

Alex pegou o paletó, vestindo-o com calma.

— Saiu. — confirmou. — Estão indo pra casa do diretor primeiro.

Liam já ajustava o próprio paletó.

— Vem conosco, Edgar. — disse Liam, já caminhando para a porta. — Vamos ver como ele reage agora.

Os carros pararam diante da residência. Viaturas. Fita de isolamento. Luzes cortando a noite. Edgar desceu primeiro, analisando a cena. Liam saiu logo atrás. O olhar frio já dizia tudo. Alex fechou a porta do carro, atento. Caminharam até a entrada. O delegado apareceu.

Alex foi direto.

— Queima de arquivo?

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