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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 378

O silêncio pesou por alguns segundos. O delegado respirou fundo antes de continuar.

— Ele não estava sozinho. — disse o delegado, em tom técnico. — Havia uma mulher na casa. Identificada como amante.

Alex estreitou o olhar.

— Foi ela quem acionou a emergência. — continuou o delegado. — Ligação registrada às 21h17. Relatou que encontrou a vítima desacordada depois que saiu do banho.

Ele fez uma breve pausa.

— A equipe já estava em deslocamento para cumprimento do mandado… — acrescentou — quando a chamada entrou. A princípio, o caso está sendo tratado como mal súbito. Possível infarto fulminante.

Edgar franziu a testa.

— E a esposa?

— Está em viagem. — respondeu o delegado. — Já foi notificada. Está retornando para a cidade.

Liam manteve o olhar fixo na casa.

— E você realmente acredita que esse foi o motivo da morte dele? — perguntou, frio.

O delegado sustentou o olhar, profissional.

— Ainda é cedo para qualquer conclusão. — respondeu. — A causa da morte só poderá ser confirmada após a autópsia.

Alex deu um passo à frente.

— E os outros envolvidos?

O delegado não hesitou.

— As equipes já estão em deslocamento. — disse. — Mandados sendo cumpridos neste exato momento. Nenhum deles vai ter tempo de reagir.

Ele então fez um gesto.

— Liberem a entrada.

A fita foi erguida. Liam entrou primeiro. Sem hesitar. Alex e Edgar vieram logo atrás. A casa estava perfeita demais. Sem sinais de arrombamento. Sem desordem. Tudo no lugar.

— Cena limpa. — disse o perito. — Nada fora do padrão. Sem luta. Sem invasão.

Os três percorreram o ambiente com o olhar. Eles seguiram até o quarto. A porta estava aberta. O homem estava deitado sobre a cama. Sem marcas aparentes. Como se tivesse simplesmente… apagado.

— Nenhum sinal de violência externa. — disse o perito. — Indícios compatíveis com parada cardíaca.

Alex não respondeu. Liam apenas observava. Frio. Calculando. Na sala, a amante estava sentada no sofá. Enrolada em um cobertor. Visivelmente abalada. Um policial sinalizou.

— Podem falar com ela.

Alex se aproximou.

— Precisamos que você nos conte tudo. — disse, direto.

Ela respirou fundo.

— A gente estava bem… — começou, com a voz trêmula. — Nós chegamos… a gente conversou… depois…

Ela engoliu seco.

— A gente transou… estava tudo normal…

Edgar desviou o olhar. Ela continuou.

— Eu fui tomar banho… e quando voltei… ele estava na cama…

A voz falhou.

— Imóvel… gelado… eu achei que ele estava dormindo… mas ele não acordava…

Ela levou a mão à boca.

— Foi quando eu liguei pro socorro… eu não sou médica… eu não sabia…

Silêncio. Alex manteve o olhar fixo nela.

— Há quanto tempo você estava com ele?

— Cinco anos. — respondeu. — A esposa nunca descobriu.

Alex assentiu levemente.

— Como ele estava nos últimos dias?

Ela respirou fundo.

— Muito nervoso… ansioso… não largava o celular… o tempo todo mandando mensagem…

Ela apertou o cobertor.

— Teve crises de ansiedade… falou de dor no peito… disse que o braço ficava dormente…

Alex estreitou o olhar.

— E você?

— Eu mandei ele procurar um médico… falei que aquilo não era normal…

Ela hesitou.

— Mas… não era só isso.

O ambiente ficou mais tenso.

— Continua. — disse Alex.

Alex a observou por alguns segundos. Frio. Mas não insensível. Ele levou a mão ao bolso interno do paletó, retirou um cartão e se aproximou. Abaixou-se levemente, estendendo-o para ela.

— Você vai precisar de um advogado. — disse, firme.

Ela ergueu o olhar, confusa. Alex manteve o tom profissional.

— Esse caso não vai ficar restrito a um mal súbito. — continuou. — Você vai ser ouvida, investigada… e exposta.

Ele colocou o cartão na mão dela.

— Me liga. — disse. — Eu vou assumir o seu caso.

Ela arregalou levemente os olhos.

— Eu… não tenho como pagar…

Alex a interrompeu, direto.

— Meus serviços serão gratuitos.

Uma pausa.

— Mas, eu preciso que confie em mim… que me conte tudo. Sem omitir nada.

Ela segurou o cartão com mais força. As mãos ainda tremendo.

— Eu não tenho nada a esconder… — sussurrou.

Alex se levantou. O olhar voltou a ficar frio. Calculista.

— Aguardo seu contato.

Na mansão de Liam, a suíte estava em silêncio. Mas não era um silêncio pesado. Era leve. Olívia caminhou devagar até o centro do quarto, tirando a sandália, enquanto soltava um suspiro profundo.

— Acabou… — disse, mais para si mesma do que para ele.

Liam a observava. Encostado na parede. Braços cruzados. O olhar fixo nela. Não de tensão. Mas de… admiração. Orgulho. Ele se aproximou sem pressa e a abraçou por trás, encaixando o corpo ao dela.

— Não acabou. — murmurou, com a voz baixa, roçando os lábios no ouvido dela. — Nós vencemos essa parte.

Olívia sorriu e se virou de frente para ele, apoiando as mãos no peito dele.

— Juntos. — disse, entrelaçando os dedos na camisa dele.

A mão de Liam subiu devagar até o rosto dela, segurando com cuidado.

— Nós sempre vamos estar juntos, meu amor. — afirmou, acariciando a bochecha dela com o polegar.

O toque era firme… mas cheio de cuidado.

— Você foi incrível. — continuou ele, olhando nos olhos dela. — Mesmo com tudo… você não abaixou a cabeça. Me surpreendeu em muitos momentos… — um leve sorriso surgiu — principalmente quando saiu arrastando aquela atrevida pelos cabelos. — ele soltou um riso baixo. — Confesso… você foi uma excelente atriz esse tempo todo.

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