Ana completou, com os olhos marejados.
— Filha… uma boa hora pra você. — disse, com a voz embargada. — Quando vierem as contrações, faz força… e mesmo quando achar que não consegue mais… pede ajuda a Deus. Pensa no cheirinho da sua filha no seu colo. Eu te amo.
Olívia sorriu, emocionada, segurando as lágrimas.
— Amo vocês. — disse. — Avisa ao Victor, por favor.
A ligação foi encerrada. Laura se aproximou da cama, segurando as mãos de Olívia com carinho.
— Está nervosa, cunhadinha? — perguntou, inclinando levemente a cabeça.
Olívia soltou uma pequena risada.
— Se eu disser que não… vou estar mentindo. — disse, respirando fundo. — Mas estou tentando ficar calma. Eu me preparei para esse momento… vi muitos vídeos… já sei que vai doer.
Laura apertou as mãos dela, sorrindo de canto.
— Vai dar tudo certo. — disse, com um sorriso malicioso. — Pensamento positivo… e, quando a dor apertar… lembra do meu irmão te fazendo perder o controle completamente… daquele jeito que faz você esquecer até quem você é… e não conseguir nem disfarçar.
Por um segundo… Silêncio. E então… Olívia e Liam começaram a rir. Liam balançou a cabeça, ainda tenso, mas com um leve sorriso surgindo.
— Só você pra conseguir me fazer sorrir, princesa… — disse, passando a mão no cabelo.
Laura deu de ombros, divertida.
— Só falo verdades. — disse, piscando.
Ela se inclinou e deu um beijo na testa de Olívia.
— Bom… eu tenho que ir. — disse. — Mesmo sendo filha do dono… não posso abusar.
Eles se despediram. E o quarto voltou a ficar em silêncio.
Mas agora… um silêncio cheio de expectativa. Porque o momento… estava cada vez mais próximo.
Por volta das onze da noite…
O quarto, que até então estava em silêncio, começou a mudar.
Um incômodo leve.
Depois… pressão.
E então…
A primeira contração veio.
Olívia fechou os olhos imediatamente, o corpo enrijecendo sobre o colchão.
— Liam… — a voz saiu baixa, já carregada.
O aparelho preso à barriga dela marcava os batimentos da bebê, o som constante preenchendo o ambiente.
Tum… tum… tum…
Forte.
Vivo.
Liam se aproximou na mesma hora, segurando a mão dela.
— Eu estou aqui… — disse, firme, mas com a voz mais baixa do que o habitual.
Outra contração veio.
Mais intensa.
Olívia apertou a mão dele com força, soltando um gemido contido de dor.
— Está doendo… — murmurou, respirando fundo, tentando seguir o ritmo da respiração que havia aprendido.
Liam entrelaçou os dedos nos dela, levando a outra mão ao rosto dela.
— Respira comigo… — disse, olhando nos olhos dela. — Olha pra mim… isso… devagar…
Ela tentou.
Mas a dor veio mais forte dessa vez.
— Liam… — a voz falhou — está doendo muito…
Ele apertou a mão dela com mais firmeza, sem soltá-la em nenhum momento.
— Eu sei… — murmurou, aproximando o rosto do dela — eu sei…
A porta se abriu.
A enfermeira entrou com calma, já observando o monitor.
— Ótimo… — disse, profissional, mas gentil. — As contrações começaram.
Ela se aproximou da cama, ajustando o aparelho na barriga de Olívia.
— Você já está entrando na fase ativa, mamãe. — explicou, com um sorriso tranquilo.
Olívia soltou outro gemido, apertando ainda mais a mão de Liam.
— Isso… isso… — disse, guiando a respiração dela. — Respira comigo… não trava… isso… solta devagar…
A enfermeira se aproximou, observando.
— Está indo muito bem. — disse, com firmeza. — Seu corpo sabe o que fazer.
Liam encostou a testa na dela novamente, os olhos fechando por um segundo, como se sentisse a dor junto com ela.
— Eu estou aqui… — murmurou. — Você não está sozinha… em nenhum segundo…
Olívia tentou respirar. Mas as lágrimas continuavam caindo.
— Eu não consigo… — disse, desesperada, balançando a cabeça.
Liam segurou o rosto dela com as duas mãos.
— Consegue sim. — disse, olhando direto nos olhos dela, intenso. — Você é mais forte do que essa dor… e eu estou com você… até o fim.
Ele beijou a testa dela com carinho.
— A nossa filha está chegando… — sussurrou. — Aguenta só mais um pouco…
Por volta das quatro da manhã…
Olívia estava deitada na cama, visivelmente exausta.
O rosto suado. Os cabelos levemente grudados na testa. A respiração ainda descompassada depois de mais uma contração.
A porta se abriu.
A enfermeira entrou com calma, se aproximando da cama.
— Vou fazer o toque, tá bom? — avisou, com delicadeza.
Olívia apenas assentiu, cansada demais para responder.
Alguns segundos se passaram…
Liam permanecia ao lado dela, segurando sua mão com firmeza, atento a cada reação.
A enfermeira finalizou o exame e retirou as luvas.
— Sete e meio de dilatação. — informou, com um leve sorriso profissional.
Olívia virou o rosto lentamente na direção dela, ainda ofegante.
— Isso é bom, né? — perguntou, com a voz fraca, buscando confirmação, enquanto apertava levemente a mão de Liam.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Quero mais, tava na hora de Olivia ter um pouquinho de felicidade...
Escritora não demore pra postar,...
QUEROOOO MAIS CAPITULOOOOOS, POR FAVOR HAHAHAH...
Mds, queroooo mais!!!...
nossa quanto tempo mais? ai quando solta é so 10 capitulos...
Faz 10 dias sem novidades...
Aguardando para novos capítulos, voltou a ficar interessante...
Aí meu Deus, n demora com os próximos pfvr!...
Demora pra sair novos capítulos?...
Ahhhhh cadê novos capítulos? Isso tá muito chato....