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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 384

Liam imediatamente levou a outra mão aos cabelos dela, fazendo um carinho suave, tentando acalmá-la.

— Isso é ótimo, meu amor… — disse, com a voz baixa e firme, deslizando os dedos entre os fios dela. — Está avançando… está dando tudo certo.

A enfermeira se aproximou novamente, ajustando o aparelho na barriga de Olívia para ouvir os batimentos.

O som preencheu o quarto. A enfermeira sorriu.

— Os batimentos da Meredith estão ótimos. — disse, com tranquilidade.

Ela lançou um olhar breve para Liam, com um leve toque de humor.

— Inclusive… melhores do que os seus, papai.

Por um segundo… Liam ficou em silêncio. E então soltou um pequeno suspiro pelo nariz, passando a mão no rosto.

— Engraçado… — murmurou, baixo, ainda tenso.

Mas a mão dele… não soltava a de Olívia. Nem por um segundo. A enfermeira observou o monitor por mais alguns segundos e então assentiu, tranquila.

— Está tudo certo com sete e meio… — disse, com a voz calma. — Mas o bebê ainda está alto… ainda lá em cima. Ela precisa descer mais um pouquinho.

Ela olhou para Olívia com um sorriso encorajador.

— Nesse momento, posições verticais ajudam bastante. Movimento é seu aliado agora.

Olívia fechou os olhos por um instante, levando a mão à barriga embargada — por favor… ajuda a mamãe… eu quero ver você…

As lágrimas voltaram. Liam não pensou duas vezes. Se inclinou e a abraçou com cuidado, envolvendo ela por trás.

— Ei… — murmurou, beijando a lateral da cabeça dela — eu vou te ajudar… nós estamos juntos nisso…

Ele se afastou um pouco, olhando para ela, tentando arrancar um sorriso.

— Amor… vamos fazer o que você mais gosta… — disse, com um leve sorriso de canto — dar uma quicadinha na bola…

Ele se aproximou mais, abaixando um pouco a voz.

— Aí você pensa que é em mim.

Por um segundo… Silêncio. E então… A enfermeira soltou uma risada baixa, sem conseguir segurar. Olívia arregalou os olhos… e acabou rindo também, mesmo no meio da dor.

— Liam, pelo amor de Deus… — disse, rindo entre o cansaço e a contração que começava a vir — isso é coisa que se fale numa hora dessas? — levou a mão à testa, ainda sorrindo.

A enfermeira balançou a cabeça, divertida.

— Muito bem, paizinho… — disse, com um sorriso — você está certo. Ajuda sua esposa a dar essa “quicadinha”.

Minutos depois, Olívia já estava sentada na bola. Liam ao lado… atento… segurando as mãos dela enquanto ela se movimentava devagar. Depois… Um banho quente. E Liam ali. O tempo todo. Segurando. Apoiando. Cuidando.

De volta à bola… Ela quicava lentamente, o corpo já cansado. Liam segurava uma garrafinha, levando até os lábios dela.

— Bebe um pouco… — murmurava. — Isso… devagar…

Ele beijava a testa dela de tempos em tempos.

— Você está indo muito bem… — dizia, sempre firme. — Muito bem…

Olívia apoiou a cabeça na cama, os olhos fechados, exausta.

— Quando a contração vai embora… — murmurou, quase sem força — é tão bom…

Ela respirou fundo.

— Dá vontade de dormir…

Por volta das seis horas da manhã, a enfermeira colocou novamente o aparelho na barriga dela. O som preencheu o ambiente. Ela sorriu. — Ótimo… — disse, satisfeita. — Agora sim… ela desceu.

Liam soltou um suspiro leve, como se finalmente tivesse recebido uma boa notícia.

— Está vendo? — disse, olhando para Olívia — ela vai nascer

E então, mo meio do cansaço. Da dor… Do caos… Liam simplesmente segurou as mãos dela e começou a se movimentar de leve.

— Vem… — disse, puxando ela com cuidado — vamos ajudar ela…

Ele começou a fazer pequenos passos. Olívia tentou acompanhar… rindo fraco, completamente acabada.

— Só você para me fazer lembrar que eu gosto de dançar. — murmurou, sem acreditar.

— Você tem um super maridão. — respondeu ele, sério. — E ainda vou registrar isso.

Ele pegou o celular apoiou na mesa ao lado da cama e gravou. Os dois ali. Desajeitados. Cansados. Mas juntos. Porque aquele momento… era deles.

Por volta das sete da manhã, Olívia estava deitada, completamente exausta. O corpo cansado. A respiração pesada. Mas os olhos… determinados. O quarto agora estava cheio. As enfermeiras posicionadas. Os equipamentos prontos. E o doutor Luiz à frente, concentrado. Liam não soltava a mão dela. Nem por um segundo. Ele se inclinou um pouco, aproximando o rosto do dela, passando a mão suada pelos cabelos dela com carinho.

Liam não respondeu de imediato. Ele estava parado. Os olhos fixos. Presos naquela cena. Como se o mundo tivesse simplesmente… parado. O doutor Luiz segurava a pequena Meredith com cuidado, enquanto a equipe fazia os primeiros procedimentos.

— Temos uma menina forte aqui… — disse o médico, com um leve sorriso.

E então… ele a ergueu um pouco mais.

— Papai… quer ver sua filha?

Foi como se aquilo destravasse algo dentro dele. Liam se aproximou devagar. Os passos mais lentos do que qualquer decisão que ele já tomou na vida. Os olhos dele encontraram… pela primeira vez… o rostinho da filha. Pequena. Vermelhinha. Chorando. Viva. Perfeita. O ar falhou. Literalmente. Ele passou a mão no rosto, sem conseguir disfarçar.

— Meu Deus… — a voz saiu rouca, completamente diferente do homem implacável de sempre.

Ele riu… sem perceber.

— Ela… ela é linda…

Os olhos já estavam marejados. Ele nem tentou esconder. O doutor se aproximou de Olívia.

— Mamãe… — disse, com cuidado — vamos colocar ela com você.

Meredith foi posicionada no colo dela. Pele com pele. No instante em que Olívia sentiu… ela quebrou. Completamente.

— Seja bem-vinda, minha filha… — disse, chorando, abraçando com cuidado aquele corpinho pequeno. — Minha vida…

Ela beijava a cabecinha dela, repetidas vezes, como se precisasse sentir que aquilo era real.

— Eu te esperei tanto… — murmurava entre lágrimas. — Você é perfeita. Todinha o seu pai.

Meredith chorava… mas já se acalmando ao sentir o calor da mãe. Liam se aproximou devagar. Olhando as duas. Sem palavras. Sem máscara. Sem controle. Ele levou a mão até a cabeça da filha… tocando com extremo cuidado.

— Vocês duas… — murmurou, com a voz falhando — são tudo pra mim…

Ele levantou o olhar para Olívia. E ali… não tinha CEO. Não tinha homem implacável. Só um homem completamente rendido.

— Obrigado… — disse, olhando nos olhos dela. — Por isso…

Olívia sorriu entre lágrimas.— Feliz aniversário, mozão… — sussurrou, com a voz embargada, um pequeno sorriso surgindo entre as lágrimas. — Esse é o melhor presente que eu poderia te dar…

Ela inclinou levemente o rosto, encostando a testa na dele.

— Ela é a sua cópia… sabia?

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