Depois da cerimônia do casamento de Ísis e Alex, o jantar se estendeu em risadas, conversas leves e íntimas, trocas de confidências e brincadeiras entre eles. O clima era de proximidade e de cumplicidade. Eles tinham se divertido de verdade.
A mansão de Liam estava diferente naquela noite. Meredith chorava sem parar. Não era manha. Não era sono. Era dor. Olívia caminhava de um lado para o outro no quarto.
— Shhh… meu amor… calma… calma… — murmurava, beijando a cabecinha da filha repetidas vezes, enquanto a embalava com carinho, visivelmente aflita.
Mas Meredith se contorcia levemente, as perninhas encolhendo, o rostinho vermelho, o choro falhando e voltando mais forte.
— Ela não para… — disse Olívia, com a voz embargada, os olhos marejados, olhando para Liam como se pedisse ajuda. — Mozão, ela não para… hoje está pior…
Liam sentiu o peito apertar. Ele se aproximou imediatamente, mais rápido do que pretendia. Com cuidado, passou a mão pelos cabelinhos da filha, o toque leve demais… como se tivesse medo de machucá-la.
— Ei… calma, minha pequena… — murmurou, a voz mais baixa, mais suave do que qualquer pessoa já tinha ouvido dele. — o papai está aqui…
Meredith chorou mais alto.
Aquilo atravessou ele.
— Será que foi o que você comeu na festa? — perguntou, olhando rapidamente para Olívia, a testa franzida, claramente preocupado. — Realmente… hoje está pior…
Olívia fechou os olhos por um segundo, tentando se manter firme.
— Nós já tentamos de tudo… — disse, balançando levemente o corpo com a bebê nos braços, a voz trêmula. — posição, massagem… compressas, nada funciona… — ela apertou Meredith contra o peito, quase como se quisesse protegê-la da própria dor. — Estou começando a me desesperar…
Liam passou a mão pelo rosto com força, respirando fundo, claramente afetado. Ele olhou para a filha… depois para Olívia… sem saber o que fazer, e aquilo o incomodava mais do que qualquer coisa.
Virou-se em direção à porta.
— Cadê a enfermeira que até agora não apareceu? — murmurou, mais tenso, olhando para o corredor. — Já chegamos há um bom tempo… — voltou o olhar para Olívia, inquieto. — Eu vou chamá-la.
Olívia virou para ele, hesitante.
— Eu dei folga pra ela… — disse, mordendo levemente o lábio, se sentindo culpada. — já que a gente ia no casamento…
Liam parou.
Um segundo.
A realidade bateu.
Eles estavam sozinhos.
Ele assentiu devagar, engolindo a frustração, e pegou o celular.
— Eu vou ligar pra pediatra… — disse, já desbloqueando a tela, passando a mão na nuca, claramente tenso. — mesmo sendo tarde… não dá pra esperar.
Discou rápido, andando de um lado para o outro, impaciente.
— Doutora… desculpa o horário — disse assim que foi atendido, a voz firme, mas com urgência evidente. — É a Meredith… ela não para de chorar… está com muita cólica.
Ouviu com atenção, passando a mão no rosto, os olhos voltando para a filha a todo momento.
— Sim… já tentamos tudo… — disse, a voz mais baixa, mais carregada.
Uma pausa.
— Certo… pode me mandar a foto do remédio? — pediu, parando de andar, completamente focado.
O celular vibrou segundos depois.
Ele olhou a tela.
— Eu vou buscar… — disse, sem hesitar.
Olívia levantou o olhar imediatamente.
— Mozão, por favor não demora… — disse, apertando Meredith contra o peito, a voz quase em súplica.
Liam se aproximou dela de novo, mais perto, mais presente.
— Eu não vou demorar… — respondeu, olhando nos olhos dela com firmeza, mas com suavidade — eu prometo. Vou de moto para ser mais rápido… — completou, já se virando.
Ela hesitou, o coração apertando.
— Liam… vai de carro… — disse, dando um pequeno passo na direção dele, insegura.
Ele voltou. Segurou o rosto dela com firmeza, mas com carinho, os polegares roçando levemente a pele dela.
— Olha pra mim… — disse, baixo.
Ela obedeceu.
— Fica tranquila… — a voz dele saiu mais firme, porém carregada de cuidado. — eu não vou pilotar igual um doido. Eu só… — ele respirou fundo — quero voltar rápido.
— Desculpa, eu… — começou o outro homem, levantando as mãos em um gesto automático de desculpa.
A voz travou.
— Liam? — disse, arregalando levemente os olhos ao reconhecê-lo.
Ele levantou o olhar.
André.
Por um segundo, o tempo pareceu desacelerar. André estava com o celular no ouvido.
— Mãe, só um segundo… — disse, afastando o aparelho.
Um silêncio estranho se instalou entre os dois. Pesado.
— Não foi nada — disse Liam, direto.
André soltou um leve suspiro.
— Foi mal… eu estava distraído.
Liam assentiu, já se levantando.
— Eu também… — respondeu, passando a mão rapidamente na jaqueta, ajeitando-a.
Os dois se encararam por um breve instante.
— Está tudo bem? — André perguntou, tentando manter o tom leve.
— Minha filha — respondeu Liam, sem rodeios, o maxilar levemente tensionado. — Não está bem.
Aquilo mudou a expressão de André.
— Ah… — assentiu, sincero. — Espero que ela fique bem.
Liam apenas fez um gesto breve com a cabeça.
— Boa noite… — disse, ajustando o capacete na mão, já se preparando para sair.
— Boa noite… — respondeu André.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...