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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 395

Depois da cerimônia do casamento de Ísis e Alex, o jantar se estendeu em risadas, conversas leves e íntimas, trocas de confidências e brincadeiras entre eles. O clima era de proximidade e de cumplicidade. Eles tinham se divertido de verdade.

A mansão de Liam estava diferente naquela noite. Meredith chorava sem parar. Não era manha. Não era sono. Era dor. Olívia caminhava de um lado para o outro no quarto.

— Shhh… meu amor… calma… calma… — murmurava, beijando a cabecinha da filha repetidas vezes, enquanto a embalava com carinho, visivelmente aflita.

Mas Meredith se contorcia levemente, as perninhas encolhendo, o rostinho vermelho, o choro falhando e voltando mais forte.

— Ela não para… — disse Olívia, com a voz embargada, os olhos marejados, olhando para Liam como se pedisse ajuda. — Mozão, ela não para… hoje está pior…

Liam sentiu o peito apertar. Ele se aproximou imediatamente, mais rápido do que pretendia. Com cuidado, passou a mão pelos cabelinhos da filha, o toque leve demais… como se tivesse medo de machucá-la.

— Ei… calma, minha pequena… — murmurou, a voz mais baixa, mais suave do que qualquer pessoa já tinha ouvido dele. — o papai está aqui…

Meredith chorou mais alto.

Aquilo atravessou ele.

— Será que foi o que você comeu na festa? — perguntou, olhando rapidamente para Olívia, a testa franzida, claramente preocupado. — Realmente… hoje está pior…

Olívia fechou os olhos por um segundo, tentando se manter firme.

— Nós já tentamos de tudo… — disse, balançando levemente o corpo com a bebê nos braços, a voz trêmula. — posição, massagem… compressas, nada funciona… — ela apertou Meredith contra o peito, quase como se quisesse protegê-la da própria dor. — Estou começando a me desesperar…

Liam passou a mão pelo rosto com força, respirando fundo, claramente afetado. Ele olhou para a filha… depois para Olívia… sem saber o que fazer, e aquilo o incomodava mais do que qualquer coisa.

Virou-se em direção à porta.

— Cadê a enfermeira que até agora não apareceu? — murmurou, mais tenso, olhando para o corredor. — Já chegamos há um bom tempo… — voltou o olhar para Olívia, inquieto. — Eu vou chamá-la.

Olívia virou para ele, hesitante.

— Eu dei folga pra ela… — disse, mordendo levemente o lábio, se sentindo culpada. — já que a gente ia no casamento…

Liam parou.

Um segundo.

A realidade bateu.

Eles estavam sozinhos.

Ele assentiu devagar, engolindo a frustração, e pegou o celular.

— Eu vou ligar pra pediatra… — disse, já desbloqueando a tela, passando a mão na nuca, claramente tenso. — mesmo sendo tarde… não dá pra esperar.

Discou rápido, andando de um lado para o outro, impaciente.

— Doutora… desculpa o horário — disse assim que foi atendido, a voz firme, mas com urgência evidente. — É a Meredith… ela não para de chorar… está com muita cólica.

Ouviu com atenção, passando a mão no rosto, os olhos voltando para a filha a todo momento.

— Sim… já tentamos tudo… — disse, a voz mais baixa, mais carregada.

Uma pausa.

— Certo… pode me mandar a foto do remédio? — pediu, parando de andar, completamente focado.

O celular vibrou segundos depois.

Ele olhou a tela.

— Eu vou buscar… — disse, sem hesitar.

Olívia levantou o olhar imediatamente.

— Mozão, por favor não demora… — disse, apertando Meredith contra o peito, a voz quase em súplica.

Liam se aproximou dela de novo, mais perto, mais presente.

— Eu não vou demorar… — respondeu, olhando nos olhos dela com firmeza, mas com suavidade — eu prometo. Vou de moto para ser mais rápido… — completou, já se virando.

Ela hesitou, o coração apertando.

— Liam… vai de carro… — disse, dando um pequeno passo na direção dele, insegura.

Ele voltou. Segurou o rosto dela com firmeza, mas com carinho, os polegares roçando levemente a pele dela.

— Olha pra mim… — disse, baixo.

Ela obedeceu.

— Fica tranquila… — a voz dele saiu mais firme, porém carregada de cuidado. — eu não vou pilotar igual um doido. Eu só… — ele respirou fundo — quero voltar rápido.

— Desculpa, eu… — começou o outro homem, levantando as mãos em um gesto automático de desculpa.

A voz travou.

— Liam? — disse, arregalando levemente os olhos ao reconhecê-lo.

Ele levantou o olhar.

André.

Por um segundo, o tempo pareceu desacelerar. André estava com o celular no ouvido.

— Mãe, só um segundo… — disse, afastando o aparelho.

Um silêncio estranho se instalou entre os dois. Pesado.

— Não foi nada — disse Liam, direto.

André soltou um leve suspiro.

— Foi mal… eu estava distraído.

Liam assentiu, já se levantando.

— Eu também… — respondeu, passando a mão rapidamente na jaqueta, ajeitando-a.

Os dois se encararam por um breve instante.

— Está tudo bem? — André perguntou, tentando manter o tom leve.

— Minha filha — respondeu Liam, sem rodeios, o maxilar levemente tensionado. — Não está bem.

Aquilo mudou a expressão de André.

— Ah… — assentiu, sincero. — Espero que ela fique bem.

Liam apenas fez um gesto breve com a cabeça.

— Boa noite… — disse, ajustando o capacete na mão, já se preparando para sair.

— Boa noite… — respondeu André.

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