Liam seguiu. Sem olhar para trás. André voltou o celular para o ouvido, caminhando em direção ao carro e vendo Liam montando na moto.
— Mãe, desculpa… — disse, destravando o veículo à distância. — Me esbarrei com um conhecido aqui.
Do outro lado da linha, a voz veio leve.
— Você anda muito distraído… — disse a mãe, em tom suave, fazendo uma pequena pausa antes de completar. — Ainda está pensando na Olívia?
Ele soltou um pequeno riso, balançando levemente a cabeça enquanto caminhava.
— Não… estou seguindo a vida… — respondeu, enfiando a mão no bolso. — Inclusive, estou saindo do shopping agora… fui ao cinema com uma mulher que conheci… — fez uma pequena pausa, soltando um leve riso. — E, acredita? Ela tem o mesmo nome que a senhora… Amanda.
Do outro lado da linha, a mãe soltou uma risada suave.
— Olha só… — disse, claramente divertida. — Então já gostei dela.
Ele sorriu de lado, balançando levemente a cabeça enquanto caminhava.
— Sabia que a senhora ia dizer isso…
— Claro… — respondeu ela, em tom leve. — Tem bom gosto… puxou a mãe.
Ele caminhava tranquilo, como em qualquer outra noite. Foi quando ouviu o som de uma moto se aproximando, alto demais para o silêncio daquele estacionamento. André diminuiu o passo, a expressão se fechando levemente. Aquele som… parecia familiar, como se tivesse acabado de ouvir minutos antes. A moto se aproximou mais e parou a poucos metros dele. O piloto usava um capacete preto, com a viseira completamente fechada, impedindo qualquer identificação, e uma jaqueta escura que tornava impossível distinguir qualquer detalhe.
Silêncio.
Algo… não encaixava. Mas, antes que ele pudesse pensar.
— Liam? — chamou, dando um passo à frente.
Nenhuma resposta.
O homem desceu da moto, com um movimento firme e direto. Levou a mão até a cintura e, no instante seguinte, a arma apareceu. Ele abriu a boca para falar.
— Ei— —
DISPARO.
Do outro lado da linha, a mãe levou um susto com o som alto e repentino.
— André?! — chamou, assustada, olhando para o celular, o coração acelerando.
O som ecoou brutal no estacionamento. O celular escorregou da mão de André, batendo no chão.
— ANDRÉ?! — a voz da mãe veio mais alta agora, desesperada. — ANDRÉ?!
A voz já saía embargada, tomada pelo pânico.
Ele levou a mão ao peito, os olhos arregalados. O ar sumiu. As pernas falharam. O corpo caiu no chão frio, enquanto o sangue começava a se espalhar rapidamente. A visão tremia. Os sons… distantes, confusos.
— André… — a voz dela quebrou, já chorando. — André, fala comigo… — implorou, a respiração falhando. — Meu filho, me responde… André!
O homem guardou a arma com um movimento rápido, virou-se e voltou para a moto. Subiu, ligou o motor e, ao se ajeitar no banco, um celular escorregou do bolso da calça. Ele acelerou e desapareceu.
Minutos depois, a porta do quarto se abriu. Olívia virou o rosto no mesmo instante. Quando viu Liam o alívio veio antes de qualquer palavra. Ela caminhou até ele rapidamente, ainda com Meredith nos braços, e se encaixou contra o peito dele, envolvendo-o com força.
— Graças a Deus que você chegou… — disse, a voz baixa, apertando-o. — Meu coração estava tão apertadinho…
Liam fechou os olhos por um breve instante, absorvendo aquele momento, e levou a mão até as costas dela, fazendo um carinho firme, enquanto a outra subia com cuidado até a cabecinha de Meredith.
— Calma, amor… — murmurou, próximo ao ouvido dela, a voz controlada, mas carregada de cuidado. — Está tudo bem. Eu fui e voltei rápido.
Olívia se afastou apenas o suficiente para olhar para ele, ainda inquieta.
— Eu achei que ia acontecer alguma coisa… — confessou, balançando levemente Meredith. — Eu estou cismada, é isso…
— Eu preciso atender… — disse, baixo, a voz já diferente.
Ela soltou um pequeno suspiro, ainda sobre ele.
— Edgar…
Mas ele já havia atendido. E naquele instante… o homem deu lugar ao médico.
— Edgar Sterling.
Do outro lado da linha, a voz veio rápida, tensa, profissional.
— Doutor Edgar, boa noite. Desculpe o horário. Precisamos do senhor imediatamente. O corpo dele se tensionou sob o dela.
— O que aconteceu?
— Paciente masculino, vítima de ferimento por arma de fogo. O projétil atingiu a região torácica, com forte suspeita de comprometimento cardíaco. O quadro é gravíssimo. — uma breve pausa. — O senhor é o mais indicado para o procedimento. A equipe já está mobilizada.
O olhar de Edgar mudou completamente. Foco absoluto.
— Tempo de chegada?
— Dez minutos, no máximo.
Ele já estava se movendo.
— Estou a caminho.
Desligou. Ela saiu de cima dele com cuidado, percebendo a mudança imediata. O clima… quebrado. Mas compreendido. Edgar já se levantava, passando a mão pelo rosto, indo direto em direção ao closet.
— Chegou um paciente… — disse, direto, já pegando a roupa. — Vítima de arma de fogo. Ferimento torácico… possivelmente atingiu o coração. O caso é grave.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Quando será liberado mais capítulos?...
Pq está parando de postar diariamente, está estagnado no capítulo 465 ... KD o restante, espero que na publicação tenha um pouco mais.......
Cadê os capítulos, era 3 capítulos por dia, kd.......
Cadê a continuação?...
Precisamos dos novos capítulos... 🥹...
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
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