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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 401

Olívia fechou os olhos, tentando se recompor. Mas a respiração ainda falhava.

— Eu queria estar com ele… — murmurou. — Eu preciso ver ele…

Laura balançou levemente a cabeça, com cuidado.

— Agora não. — disse, firme, mas sem dureza. — Do jeito que você está… você só vai sofrer mais. E o Liam não quer isso.

Aquilo a atingiu. Direto. Olívia levou a mão ao peito, tentando conter o choro.

— Eu não consigo ficar longe dele… — disse, a voz embargada. — Eu preciso ir lá… até agora não tive notícias.

Ísis segurou o braço dela imediatamente.

— Não. — disse, firme. — Você não vai. — o tom ficou mais sério. — Se tem uma coisa que desestabiliza o Liam… é você. Ver você sofrer acaba com ele.

Olívia virou o rosto, abalada.

— Eu preciso…

— O Liam pediu pra você não ir lá… — completou Laura, mais suave. — O Alex falou com o Edgar no hospital… eu estava lá e ouvi. — fez uma pequena pausa. — Por isso eu vim pra cá.

Olívia levou a mão à boca, tentando conter o choro.

— Ele falou isso? — perguntou, já com a voz embargada. — Tem certeza? — balançou a cabeça, perdida. — Ele não ia querer ficar sem me ver… eu sei que não…

Laura assentiu.

— Falou. — disse, firme. — E pediu pra gente cuidar de você.

O corpo de Olívia cedeu de vez. Ela se inclinou para frente, chorando, enquanto Laura a puxava para um abraço.

— Vai ficar tudo bem… — murmurou Laura, acariciando os cabelos dela. — O Alex vai tirar ele de lá.

Ísis passou a mão nas costas dela, completando.

— Amiga… você precisa ser forte. — disse, com firmeza. — Ele vai voltar. A qualquer momento ele vai entrar por aquela porta.

No carrinho, Meredith soltou um pequeno som. Olívia levantou o olhar imediatamente, ainda chorando, e se aproximou da filha, pegando-a no colo com cuidado.

— Eu sei que você está com saudade do papai… — murmurou, beijando a cabecinha dela repetidas vezes. — Eu também estou… — a voz falhou por um instante — mas ele vai voltar, meu amor… ele vai.

No dia seguinte, na sala do tribunal, Liam estava sentado ao lado de Alex. As mãos apoiadas sobre a mesa. A postura impecável. O olhar fixo à frente. Impenetrável. Como se nada ali o atingisse. Mas atingia. Do outro lado, o promotor organizava alguns documentos com calma, enquanto o juiz analisava o processo à sua frente.

— Senhor Liam Holt… — começou o juiz, sem levantar totalmente o olhar — o senhor está aqui hoje para a audiência inicial referente à acusação de tentativa de homicídio.

Uma breve pausa.

— Sua defesa deseja se manifestar sobre a fiança?

Alex se levantou. Ajustou o paletó. Seguro.

— Sim, Excelência. — disse, firme. — Meu cliente é um empresário conhecido, possui residência fixa, família constituída e nenhum histórico criminal.

Deu um passo sutil à frente.

— Não há prova direta que o vincule ao crime. Trata-se, até o momento, de uma construção puramente circunstancial.

O juiz levantou o olhar. Atento. Alex continuou.

— O senhor Holt não representa risco de fuga. Muito menos risco à investigação. — sustentou o tom. — Ele não resistiu à abordagem, não tentou fugir e tem colaborado dentro dos limites legais.

Uma breve pausa.

— Diante disso, solicitamos a concessão de fiança.

O silêncio tomou a sala por um instante.

— O Estado se manifesta? — disse o juiz, olhando para o promotor.

O promotor se levantou, com um leve ajuste na gravata.

— Sim, Excelência.

Abriu a pasta.

— O réu esteve no local do crime. — começou, direto. — Teve contato com a vítima minutos antes do disparo.

Virou uma página.

— Existe histórico de conflito entre as partes, incluindo uma discussão recente em ambiente hospitalar.

Ísis segurou o braço dela, tentando contê-la.

— Olívia… não…

Liam virou o rosto. O olhar encontrou o dela. Por um segundo. Intenso. Silencioso. Cheio de tudo o que ele não podia dizer ali. E, mesmo assim… ele não perdeu o controle.

— Vai ficar tudo bem. — disse apenas, firme.

Como se fosse verdade. Mesmo não sendo. Os policiais se aproximaram.

— Senhor Holt.

Liam assentiu. Sem resistência. Se levantou. E foi conduzido. Olívia chorava. Sem conseguir parar.

— Mozão… — chamou, a voz falhando — eu vou tirar você de lá… eu prometo!

Ele não respondeu. Mas, antes de sair… olhou para Alex. Um olhar curto. Direto. Suficiente. Alex entendeu.

Horas depois da audiência, a mansão Holt já não estava mais em silêncio. Os policiais estavam por toda parte, abrindo portas, revistando armários e analisando cada detalhe com atenção. Nada era aleatório. Era técnico. Treinado.

No escritório, um dos agentes já havia puxado algumas gavetas, afastado pastas e passado a mão pela superfície da mesa, o olhar atento, frio, observador. Ele abriu mais uma gaveta e começou a revirar os documentos com calma, até parar de repente. Franziu levemente a testa.

Algo não encaixava.

Passou a mão pelo fundo da gaveta outra vez, mais devagar dessa vez, como se estivesse confirmando uma suspeita. Pressionou. Um leve estalo. O fundo cedeu. Um compartimento oculto se revelou. E, dentro dele… uma arma. O policial ficou em silêncio por um segundo, analisando o que tinha diante dos olhos.

— Senhora… — chamou, sem tirar os olhos da gaveta.

Olívia apareceu na porta. O coração acelerado.

— O senhor Holt possui registro de arma? — perguntou ele, direto.

Olívia negou imediatamente, ainda tentando entender o que estava vendo.

— Não… — disse, a voz mais baixa. — O Liam não tem arma.

O silêncio caiu pesado no ambiente. O policial sustentou o olhar nela por um instante. Então ergueu a arma, mostrando.

— Então… — disse, firme — de onde veio isso?

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