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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 404

Alex observou por um segundo.

— Tudo bem… — disse, assentindo — mas se ela aparecer aqui, foi porque eu não consegui impedir.

Liam sustentou o olhar. Sabia disso. Mas não cedeu.

Silêncio.

Alex então se levantou, ajeitando o paletó.

— Preciso ir. Eu volto assim que tiver qualquer atualização. Quer mandar algum recado pra Olívia?

Liam olhou para a mesa por um segundo, pegou o envelope que estava ali e estendeu na direção dele.

— Entrega isso pra ela.

Alex pegou o envelope, guardou na pasta e assentiu. Virou-se, dando um passo em direção à porta. A mão já no puxador.

— Alex. — chamou Liam, fazendo um leve gesto com o queixo.

Ele parou. Virou.

— Investiga… a irmã da Érica.

O silêncio que se seguiu foi curto. Alex esboçou um leve sorriso. Discreto. Assentiu uma única vez.

— Eu volto.

A campainha ecoou pela mansão. Curta. Mas insistente. A empregada abriu a porta.

— Pois não, senhora—

Bárbara nem esperou terminar. Entrou. Passos firmes. O salto ecoando no mármore. O olhar carregado de fúria.

— Onde ele está? — perguntou, direta.

A empregada hesitou.

— O senhor Alberto está no—

— Eu sei onde ele está. — cortou, já seguindo pelo corredor.

A porta do escritório se abriu sem aviso. Alberto ergueu o olhar com calma. Sentado. Impecável. Como se já esperasse. Bárbara entrou como uma tempestade.

— O que foi que você fez? — disparou, sem controle. — Você colocou o Liam atrás das grades!

Alberto não respondeu de imediato. Apenas a observou. Medindo.

— Eu sabia. — continuou ela, a voz subindo. — Eu sabia que tinha dedo seu nisso.

Deu mais um passo à frente.

— Isso não era o combinado!

O silêncio dele só aumentava a irritação dela.

— O combinado era outro! — insistiu. — Era pra eu provocar a Olívia… fazer ela sentir… fazer os dois se afastarem!

A respiração dela estava descompassada.

— Não era pra destruir a vida dele!

Alberto cruzou as mãos sobre a mesa. Calmo. Frio.

— Você terminou? — perguntou, baixo.

Bárbara soltou uma risada sem humor.

— Terminou? — repetiu, incrédula. — Você ultrapassou todos os limites!

Apontou na direção dele.

— Você foi baixo.

O olhar dele não mudou. Nem um músculo.

— Você acha que isso aqui é um jogo de ciúmes? — perguntou, finalmente.

A voz saiu controlada. Mas carregada.

— Você me procurou pra uma coisa. — rebateu ela. — E você fez outra completamente diferente.

Alberto se levantou devagar. Sem pressa. Imponente.

— Eu fiz o que precisava ser feito. — respondeu.

Bárbara negou com a cabeça. Indignada.

— Você acabou com tudo! — disse. — Com ele… com a chance de ficarmos juntos… com—

— Com o quê, exatamente? — interrompeu ele, dando um passo à frente.

O olhar agora mais duro.

— Com a sua ilusão?

O silêncio caiu pesado. Bárbara travou por um segundo. Mas não recuou.

— Isso não vai ficar assim. — disse, mais baixo agora, mas cheia de veneno. — Eu não vou ser usada desse jeito.

Alberto a observou. E então, um leve sorriso. Frio.

— Já foi.

A frase caiu como um golpe. Seca. Direta. Irreversível. Bárbara engoliu seco. Mas o olhar ainda queimava.

— Você não faz ideia do que está mexendo. — disse.

Alberto inclinou levemente a cabeça.

— Pelo contrário. — respondeu. — Eu sei exatamente.

Silêncio. Pesado.

Alberto inclinou levemente a cabeça.

O olhar escureceu.

— Sabe por quê? — continuou Alberto, mais baixo. — Porque você nunca vai ficar com ele.

A voz ficou mais dura.

— Ainda mais agora… com ele atrás das grades.

Os olhos dele se fixaram nos dela.

— E só vai sair quando eu quiser.

O silêncio caiu novamente. Mais pesado. Mais cruel.

— E você… — continuou — como sempre, só serve pra ser usada.

Bárbara respirou fundo. Tentando não quebrar.

— Liam nunca te amou. — disse Alberto, frio. — Só soube usar o seu corpo. E com você foi até pior. Porque com as outras existia um acordo… ele pagava, era um serviço, todo mundo sabia o lugar que ocupava. Elas eram usadas, mas recebiam por isso.

O olhar dele se fixou nela.

— Você não. Com você ele só usou… e descartou. E ainda fez questão de te tirar da Trident, como se você nunca tivesse existido. E mesmo assim… você continua se rastejando.

Silêncio.

— O que você mais quer, nunca vai acontecer. — disse, definitivo. — Você nunca vai ter ele.

Uma pausa. Lenta. Cruel. O olhar dele endureceu.

— E eu estou… muito satisfeito em ver o seu sofrimento.

Se aproximou o suficiente para que ela sentisse o peso da presença dele.

— E pode acreditar… — finalizou — isso ainda é pouco… perto do que você fez com o meu filho.

O olhar dele se manteve nela por mais um segundo. Frio. Implacável.

— E agora… — continuou, já virando levemente o corpo — se você me der licença, eu tenho coisas mais importantes para tratar.

No dia seguinte, a porta da UTI abriu de repente. Olívia entrou. Os olhos inchados. Vermelhos. O rosto marcado pelo choro. A respiração falhando, como se faltasse ar.

— Olívia?! — a mãe de André se levantou, surpresa. — Como você conseguiu entrar aqui? O que você está fazendo aqui?

Olívia nem olhou para ela. Mal conseguiu.

— A minha conversa… não é com a senhora. — disse, a voz quebrando no meio da frase.

Os olhos dela foram direto para André. Carregados. Desesperados.

— André… — chamou, quase em um sussurro — por quê?

Deu um passo à frente. A mão tremia.

— Por que você fez isso comigo?

A voz falhou. Ela engoliu o choro. Sem conseguir segurar.

— Por que colocou o meu Mozão atrás das grades?

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