Edgar deu um passo à frente, se colocando ao lado dela.
— Senhora. — disse, firme.
Ela olhou para ele. Ainda tensa.
— Vai ser rápido. — continuou Edgar, sustentando o olhar dela. — E eu vou estar presente.
— Se houver qualquer alteração… eu encerro.
Ela hesitou. Respirou fundo. O olhar voltou para a porta do quarto. Depois para Edgar. E então assentiu. Relutante.
— Cinco minutos. — repetiu Edgar.
Edgar entrou primeiro. O olhar passou direto pelos monitores. Só então abriu mais espaço. Os policiais entraram logo atrás. Um deles se aproximou um pouco mais da cama.
— Senhor André… — disse, em tom controlado — o senhor consegue me ouvir?
André piscou devagar. Demorou um segundo.
— Consigo… — murmurou, com esforço.
Edgar observava cada detalhe.
— Perguntas curtas. — disse, firme, sem olhar para o policial. — Ele não pode se prolongar.
O agente assentiu.
— Entendido.
Voltou-se para André.
— O senhor reconheceu algo? — perguntou o agente, com tom controlado. — Alguma característica?
André demorou. A memória vinha em flashes. Desorganizada.
— A moto… — murmurou, com esforço — era igual…
O policial se inclinou levemente.
— Igual a de quem?
André engoliu seco. A respiração falhou por um segundo.
— Igual… a do Liam…
O monitor acelerou levemente. Edgar já observava. Atento.
— E o homem? — perguntou o policial, sem pressionar demais.
André franziu levemente a testa. Tentando lembrar.
— Capacete… — murmurou — fechado…
A voz falhava.
— Não vi o rosto…
Uma pausa. Pesada.
— Mas… o corpo… — continuou, com dificuldade — o jeito… a roupa.
A respiração saiu irregular.
— Parecia… eram iguais.
O policial ficou mais atento.
— O senhor está dizendo que era o senhor Liam Holt?
André demorou um segundo. Como se tentasse ser justo.
— Parecia ele… — disse, baixo. — Mas eu não tenho certeza…
O olhar dele não sustentava firmeza. Só tentativa de lembrar.
— Ele não falou nada… — acrescentou, com esforço. — Só… atirou…
O monitor oscilou novamente. Edgar interveio na mesma hora.
— Chega. — disse, firme.
Deu um passo à frente.
— Ele já foi longe demais.
O policial assentiu, mas fez uma última pergunta.
— O senhor tem certeza disso?
André fechou os olhos, exausto.
— Não… — murmurou — só… parecia…
Edgar fez um gesto claro.
— A conversa acabou.
O tom encerrou. Sem discussão. O policial assentiu. Edgar se aproximou da cama. Ajustou levemente o oxigênio.
— Respira. — disse, mais baixo.
André fechou os olhos. Exausto.
Algumas horas depois, Liam estava sentado à mesa da sala de visitas da cadeia. As mãos apoiadas sobre o metal. A postura impecável. O olhar fixo à frente. Frio. Controlado. A porta se abriu. Alex entrou. Caminhou direto até ele e puxou a cadeira, sentando sem perder tempo. O silêncio entre os dois foi curto. Mas carregado.
— A situação piorou. — disse, direto.
Liam ergueu levemente o olhar.
— Fala. — disse, seco.
Alex apoiou os cotovelos na mesa.
— Encontraram a arma. — disse. — Na sua casa.
O olhar de Liam endureceu. Mais perigoso.
— Onde? — perguntou, firme.
— Escritório. — respondeu Alex. — Compartimento oculto.
Silêncio.
Pesado.
— Plantaram. — disse Liam, sem hesitar.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Quando será liberado mais capítulos?...
Pq está parando de postar diariamente, está estagnado no capítulo 465 ... KD o restante, espero que na publicação tenha um pouco mais.......
Cadê os capítulos, era 3 capítulos por dia, kd.......
Cadê a continuação?...
Precisamos dos novos capítulos... 🥹...
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
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