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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 403

Edgar deu um passo à frente, se colocando ao lado dela.

— Senhora. — disse, firme.

Ela olhou para ele. Ainda tensa.

— Vai ser rápido. — continuou Edgar, sustentando o olhar dela. — E eu vou estar presente.

— Se houver qualquer alteração… eu encerro.

Ela hesitou. Respirou fundo. O olhar voltou para a porta do quarto. Depois para Edgar. E então assentiu. Relutante.

— Cinco minutos. — repetiu Edgar.

Edgar entrou primeiro. O olhar passou direto pelos monitores. Só então abriu mais espaço. Os policiais entraram logo atrás. Um deles se aproximou um pouco mais da cama.

— Senhor André… — disse, em tom controlado — o senhor consegue me ouvir?

André piscou devagar. Demorou um segundo.

— Consigo… — murmurou, com esforço.

Edgar observava cada detalhe.

— Perguntas curtas. — disse, firme, sem olhar para o policial. — Ele não pode se prolongar.

O agente assentiu.

— Entendido.

Voltou-se para André.

— O senhor reconheceu algo? — perguntou o agente, com tom controlado. — Alguma característica?

André demorou. A memória vinha em flashes. Desorganizada.

— A moto… — murmurou, com esforço — era igual…

O policial se inclinou levemente.

— Igual a de quem?

André engoliu seco. A respiração falhou por um segundo.

— Igual… a do Liam…

O monitor acelerou levemente. Edgar já observava. Atento.

— E o homem? — perguntou o policial, sem pressionar demais.

André franziu levemente a testa. Tentando lembrar.

— Capacete… — murmurou — fechado…

A voz falhava.

— Não vi o rosto…

Uma pausa. Pesada.

— Mas… o corpo… — continuou, com dificuldade — o jeito… a roupa.

A respiração saiu irregular.

— Parecia… eram iguais.

O policial ficou mais atento.

— O senhor está dizendo que era o senhor Liam Holt?

André demorou um segundo. Como se tentasse ser justo.

— Parecia ele… — disse, baixo. — Mas eu não tenho certeza…

O olhar dele não sustentava firmeza. Só tentativa de lembrar.

— Ele não falou nada… — acrescentou, com esforço. — Só… atirou…

O monitor oscilou novamente. Edgar interveio na mesma hora.

— Chega. — disse, firme.

Deu um passo à frente.

— Ele já foi longe demais.

O policial assentiu, mas fez uma última pergunta.

— O senhor tem certeza disso?

André fechou os olhos, exausto.

— Não… — murmurou — só… parecia…

Edgar fez um gesto claro.

— A conversa acabou.

O tom encerrou. Sem discussão. O policial assentiu. Edgar se aproximou da cama. Ajustou levemente o oxigênio.

— Respira. — disse, mais baixo.

André fechou os olhos. Exausto.

Algumas horas depois, Liam estava sentado à mesa da sala de visitas da cadeia. As mãos apoiadas sobre o metal. A postura impecável. O olhar fixo à frente. Frio. Controlado. A porta se abriu. Alex entrou. Caminhou direto até ele e puxou a cadeira, sentando sem perder tempo. O silêncio entre os dois foi curto. Mas carregado.

— A situação piorou. — disse, direto.

Liam ergueu levemente o olhar.

— Fala. — disse, seco.

Alex apoiou os cotovelos na mesa.

— Encontraram a arma. — disse. — Na sua casa.

O olhar de Liam endureceu. Mais perigoso.

— Onde? — perguntou, firme.

— Escritório. — respondeu Alex. — Compartimento oculto.

Silêncio.

Pesado.

— Plantaram. — disse Liam, sem hesitar.

Não terminou. Não precisava. Liam assentiu uma única vez.

— Vão fechar o cenário.

— E te manter aqui. — completou Alex.

Os dois se encararam. Mesmo nível. Mesmo raciocínio. Alex então se inclinou um pouco mais para frente.

— Eu vou atacar a cadeia de custódia dessa arma. — disse. — E questionar o acesso à sua casa.

Liam assentiu.

— Faz isso.

— E você… — continuou Alex — continua sem falar nada.

Alex observou por um segundo. E então se recostou levemente.

— Eu vou precisar de acesso aos seus sistemas. — disse. — Segurança, câmeras, funcionários.

— A Olívia vai te ajudar com isso. — respondeu, direto.

O olhar de Liam se manteve firme.

— E o áudio? — perguntou.

Alex não hesitou.

— Já me antecipei. — disse, direto. — Pedi perícia completa.

Liam inclinou levemente a cabeça.

— Quero análise de tudo. — continuou Alex. — Estrutura do arquivo, possíveis cortes, manipulação… padrão de voz.

Se inclinou um pouco mais para frente.

— E não vou depender só deles. — acrescentou. — Vou colocar um perito meu nisso.

Silêncio. Curto. Firme.

— Esse áudio foi adulterado. — afirmou Alex, sem margem para dúvida. — E eu vou provar isso.

O olhar de Liam se manteve fixo nele. Por um segundo… a rigidez cedeu, quase imperceptível. A mandíbula travou e ele desviou o olhar rapidamente.

— E a minha esposa… — perguntou, mais baixo. — e a minha filha?

Alex soltou o ar devagar, passando a mão pelo queixo.

— A Olívia está muito abalada. — disse, direto. — Chorando bastante, perdeu o controle algumas vezes… quer vir te ver.

O olhar de Liam endureceu, mas ele não respondeu.

— E a Meredith?

— Está bem. — respondeu Alex, assentindo de leve. — Continua com as cólicas, mas está mamando bastante. A Ísis até comentou que ela está mamando mais do que antes. — inclinou levemente a cabeça — E elas não estão sozinhas… a Ísis e a Laura estão se revezando, adaptando o horário de trabalho para não deixar a Olívia sozinha em nenhum momento.

O silêncio veio mais pesado. Alex apoiou as mãos na mesa.

— Por que você não deixa ela vir? — perguntou, mais direto. — Ela vai se acalmar… vai ser melhor pra ela te ver. Ela precisa disso.

Liam negou devagar com a cabeça, o olhar voltando frio, controlado.

— Não. Eu quero manter ela longe daqui. O máximo possível. — olhou rapidamente ao redor — Isso aqui não é ambiente pra ela.

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