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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 416

Frederico estreitou levemente os olhos. Alex não recuou.

— O que eu posso afirmar com segurança… — continuou — é que a Olívia não é a origem dessa situação.

A frase foi firme. Sem margem.

— Ela foi inserida.

Silêncio.

— De forma planejada… ou induzida.

Frederico manteve o olhar nele. Alex finalizou, no tom de advogado.

— Até eu conseguir provar isso… eu prefiro trabalhar com o que é sustentável.

Uma pausa mínima.

— E não com o que pode comprometer a investigação.

Frederico estreitou levemente os olhos. O olhar se aprofundou… atento demais. O silêncio se instalou. Ele inclinou sutilmente a cabeça, sem desviar de Alex.

— Eu sei quando você está escolhendo o que dizer… e o que guardar.

A voz não subiu. Mas ganhou peso.

— E também sei que não faria isso sem um motivo.

Uma pausa mínima.

— Então continue.

Conclusão firme.

— Com o que você pode sustentar.

Alex prosseguiu.

— Após a conversa com Victor, tive acesso a algumas imagens do agiota. — acrescentou. — E, pelo perfil físico, existe uma semelhança suficiente com o Liam para gerar confusão em uma identificação rápida.

Frederico não desviou o olhar. Alex seguiu, objetivo.

— Principalmente considerando a forma como o atirador se apresentou naquela noite: vestimenta compatível com a do Liam… e o capacete fechado, ocultando completamente o rosto.

Frederico assentiu, absorvendo.

— E os seguranças?

Alex respondeu sem hesitar:

— Dos três que tiveram acesso à cozinha… naquele dia, dois já foram localizados e descartados.

A expressão não mudou.

— Não há envolvimento direto.

Um pequeno silêncio técnico.

— Resta um.

O olhar ficou mais duro.

— Ele mantém um relacionamento com a funcionária que substituiu a Ísis.

Alex organizou a informação com clareza.

— Diferente da Ísis, ela permanecia no local durante a noite. Isso cria oportunidade.

Frederico acompanhava cada detalhe.

— A hipótese mais consistente… — continuou Alex — é que ele tenha intermediado a entrada da arma. E ela tenha feito o posicionamento interno.

Conclusão direta.

— Ambos desapareceram.

Frederico respirou fundo, analisando.

— A ausência de câmeras internas… — disse, com lógica — nos custou tempo.

O olhar ficou mais crítico.

— Teríamos prova direta. E um responsável já identificado.

Alex manteve a postura firme.

— E, ao mesmo tempo, preservamos a integridade do ambiente.

Frederico o observou. Alex explicou, com racionalidade.

— Sistemas de vigilância são vulneráveis. Podem ser invadidos, manipulados… usados contra nós.

Deu um leve gesto com a mão.

— Nas minhas propriedades e nas da minha mãe, optamos por não instalar. É uma decisão de risco calculado.

O olhar ficou mais direto.

— Segurança também envolve controle de exposição.

Frederico assentiu lentamente. O raciocínio se fechando.

— Então temos três pontos. — disse, analítico. — Motivação pessoal. Execução facilitada internamente. E ausência de prova direta.

Alex confirmou com um leve movimento de cabeça. Frederico permaneceu em silêncio por alguns segundos… organizando as peças. O olhar dele foi ficando mais atento. Mais calculista.

— Falta o elemento principal. — disse, por fim.

Alex não desviou o olhar. Frederico continuou.

— Senhora Érica, é um prazer recebê-la novamente. — disse, com um sorriso profissional, inclinando levemente a cabeça. — Preparamos uma seleção exclusiva conforme seu pedido.

Érica assentiu de leve, passando os olhos pelo ambiente com naturalidade.

— Estou ansiosa para ver. — respondeu, ajustando a bolsa no ombro.

— Claro. Seu espaço já está pronto. — disse a gerente, abrindo passagem com um gesto elegante da mão. — Por aqui, por favor.

Elas caminharam até uma área reservada. Um lounge exclusivo. Com espelhos amplos, iluminação perfeita e ar condicionado suave. Um provador digno de quem estava acostumada ao luxo.

— Se precisar de qualquer ajuste, estou à disposição. — disse a gerente, mantendo a postura impecável.

Érica pegou a primeira peça e entrou no provador. Minutos depois, saiu. Observando o caimento no espelho, passando as mãos pela cintura do vestido.

— Está largo. — disse, frustrada, franzindo levemente a testa. — Emagreci esses dias.

A gerente se aproximou imediatamente, avaliando com atenção.

— Claro, vou buscar um número menor. — respondeu, já dando meio passo para trás.

— Faça isso. — disse Érica, sem desviar o olhar do espelho, ajustando o tecido nos quadris.

A gerente assentiu e saiu. O silêncio voltou. Pesado. Mas então, a porta do espaço reservado se abriu. Sem aviso. Sem permissão. O som do salto ecoou no chão. Devagar. Seguro. Érica virou apenas o rosto.

— Esse espaço está reservado—

Parou. O olhar travou. O ar ficou denso.

— Ora… ora… — disse a mulher, inclinando levemente a cabeça, os lábios se curvando em um sorriso frio — quanto tempo, irmãzinha querida.

O silêncio caiu como um golpe. Érica não se moveu. Mas os olhos… endureceram.

— Vejo que você está se dando muito bem… — continuou a outra, caminhando pelo espaço como se fosse dela, passando a ponta dos dedos por uma arara de roupas — depois que resolveu assumir a minha vida.

Parou, um pouco atrás dela. Observando o reflexo no espelho. Duas idênticas. Mas completamente diferentes.

— Ou melhor… — corrigiu, com um sorriso venenoso, cruzando lentamente os braços — a minha identidade.

Érica virou lentamente. Sem pressa. Controlada.

— Está gostando? — perguntou a outra, mais baixo, inclinando levemente o rosto para o lado — de ser a Érica?

Uma pausa. Lenta. Provocadora.

— Porque aqui… — continuou, dando um passo à frente — só estamos nós duas.

Os olhos dela brilharam. Perigosos.

— Então me diz… — sussurrou, aproximando-se ainda mais, invadindo o espaço pessoal — eu devo te chamar de Érica…

O sorriso se abriu. Cruel.

— …ou de Elisa?

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