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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 419

Os olhos se fixaram em Elisa.

— Você vai se arrepender por isso, querida irmãzinha… — murmurou, com um sorriso torto. — Porque ninguém encosta em mim… e sai ilesa.

Os olhos brilharam.

— Ninguém. Entendeu?

Alguns dias se passaram, a porta de ferro se abriu com um som seco. O policial parou na frente de Olívia, olhando direto para ela, como se medisse o tempo antes mesmo de começar.

— Você tem poucos minutos. — disse, em tom baixo, firme. — Foi o combinado com o advogado… pra não sobrar pra mim.

Olívia assentiu devagar, tentando controlar a ansiedade que já subia pelo peito.

— Eu não vou te prejudicar.

Ele deu um passo para o lado.

— Entra.

Ela respirou fundo… e entrou. A porta se fechou atrás dela com um baque pesado. A sala era pequena. Liam estava alí, os cotovelos apoiados na mesa, as mãos unidas, o olhar perdido em algum ponto do chão. Por um segundo… ele não se moveu. Então, o corpo reagiu.

Ele levantou a cabeça. E quando viu que era ela levantou de imediato. Sem pensar. Sem conter. Atravessou a distância em passos rápidos. E a puxou para os braços dele. Como se o mundo lá fora não existisse. O rosto dele afundou no cabelo dela.

— Feliz aniversário… meu amor. — murmurou, a voz baixa, rouca, carregada de algo que ele não conseguia esconder.

Olívia fechou os olhos no mesmo instante, envolvendo ele com força, as mãos subindo pelas costas dele, segurando… sentindo.

— Obrigada, Mozão. Eu senti sua falta… — sussurrou contra o peito dele.

Ele se afastou só o suficiente para olhar o rosto dela. Os olhos percorreram cada detalhe. Como se confirmasse que ela estava bem.

— O presente chegou? — perguntou, mais baixo, passando o polegar de leve na bochecha dela, num gesto quase automático.

Olívia assentiu, com um sorriso emocionado.

— Chegou… — disse ela, com um sorriso suave, os olhos brilhando — as joias são lindas… e as flores também, Mozão…

A voz abaixou um pouco. Mais sincera. Mais sentida.

— Mas o que eu amei mesmo… — completou, olhando direto pra ele — foi a carta.

A ponta dos dedos dela subiu devagar pelo peito dele, como se acompanhasse a própria emoção.

— Aquilo… foi você.

Ele sustentou o olhar nela por um segundo. E então, ela puxou ele pela camisa. Sem aviso. Os lábios se encontraram. O beijo veio imediato. Intenso. Cheio de saudade contida. Sem pressa. As mãos dele seguraram o rosto dela com firmeza. As dela se fecharam na camisa dele. A respiração dos dois se misturando. Quando o beijo quebrou, ela ainda ficou próxima, os lábios roçando os dele.

— Eu estava com saudade… — disse baixo, os olhos fechando por um segundo — dos seus beijos… do seu abraço…

Ele encostou a testa na dela. Respirou fundo, como se aquilo o desmontasse mais do que qualquer coisa.

— O que eu tinha planejado pra você… — começou, a voz mais baixa — era bem diferente disso.

Mas não terminou. A mão dele subiu firme para a nuca dela e ele a beijou. Um beijo de língua. Profundo. Sem controle. Como se a saudade tivesse rompido qualquer barreira. Olívia respondeu no mesmo instante, o corpo colando no dele, os dedos se fechando com força na camisa, puxando mais.

A língua dela encontrou a dele sem hesitação, num ritmo que crescia… intenso… quase desesperado. As mãos dele desceram pela cintura dela, apertando, trazendo ainda mais para perto, como se não quisesse deixar espaço nenhum entre os dois.

O beijo ficou mais quente. Mais cheio. Mais sentido. Ela deslizou as mãos pelo peito dele, subindo para o pescoço, prendendo ali, mantendo ele naquele lugar. Quando ele aprofundou mais o beijo, puxando levemente o lábio dela entre os dentes, Olívia soltou um suspiro baixo contra a boca dele.

Os corpos reagindo juntos. Se reconhecendo. Se encontrando de novo. Ele desacelerou aos poucos, mas não se afastou. A testa encostou na dela outra vez. A respiração dos dois ainda estava descompassada. Olívia abriu os olhos devagar, os lábios ainda próximos dos dele.

— Eu sei… — sussurrou.

Ele puxou a cadeira com um movimento firme. Sentou. E, sem pedir, segurou a cintura dela e a trouxe para o colo dele. O gesto foi natural. Instintivo. Como se aquele fosse o único lugar possível para ela. As mãos dele permaneceram na cintura dela, firmes, quentes. Olívia apoiou uma das mãos no ombro dele, a outra subindo para o rosto dele, fazendo um carinho lento.

— O que importa… — disse, olhando dentro dos olhos dele — é que eu estou com você.

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