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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 418

Os olhos de Elisa cravaram nos de Érica.

— Diferente de você.

Érica a encarou por um segundo e então sorriu, irônica.

— Ah, claro… a santa da família.

O sarcasmo foi seguido de um brilho mais cruel.

— Mas não se esqueça de uma coisa. Você abriu as pernas pro Felipe. E foi isso que destruiu a Meredith.

O nome caiu entre elas como um golpe seco. Elisa travou. Érica não lhe deu tempo.

— Ela não suportou. Se matou. E você sabe disso.

Elisa deu um passo para trás, o choque tomando o rosto por um segundo.

— Ela se matou porque descobriu que ele teve uma filha com você. — Érica manteve o tom firme, gélido. — Então, se Meredith morreu… você também é culpada. Você é tão ruim quanto eu.

Elisa fechou os olhos por um instante, tentando conter o peso daquela memória.

— Eu não queria a morte dela. — A voz saiu mais baixa, carregada de culpa antiga. — Felipe dizia que eles estavam separados, morando na mesma casa. Eu estava desesperada… acreditei. Isso acontece muito aqui. Depois que descobri a verdade, já era tarde demais.

Ela tornou a olhar para a irmã.

— Eu nunca quis esse final pra ela. Mesmo quando percebi que estava apaixonada por ele. Diferente de você.

O sorriso de Érica se tornou sombrio.

— Ela foi tarde.

A frase saiu seca, suja.

— Felipe idolatrava aquela negra que se fazia de boazinha… Foi divertido… me juntar ao Alberto pra acabar com eles.

A repulsa no tom dela fez Elisa endurecer o corpo inteiro.

— Você é um demônio. — A voz saiu baixa, grave, repleta de raiva. — E vai pagar pelo que fez com todos nós, principalmente com minha Laura.

Érica sorriu devagar.

— Ah… a Laura…

Um brilho perverso tomou conta do olhar dela.

— Foi lindo ver ela gritando de dor naquele internato.

O ar pareceu sumir do ambiente.

— Eu adorei cada segundo do sofrimento dela.

Elisa ficou imóvel, como se a violência daquela confissão tivesse atravessado a pele.

— Quando descobri que ela estava grávida… daquele negro asqueroso, filho do jardineiro… decidi começar a minha vingança. — continuou, Érica.

A voz ficou mais baixa. Mais saboreada.

— Foi satisfatório ver o sofrimento deles. Ver aquele amor se acabando. Ver ela se arrastando em dor, igual eu me arrastei depois do aborto que fui obrigada a fazer.

Os olhos de Elisa se encheram de horror.

— Você armou tudo com o Edgar também, não foi?

Érica soltou um riso breve.

— Claro que fui eu. Eu quis separar os dois… e consegui. — disse, com um leve sorriso, saboreando cada palavra. — Por anos, ela sofreu. E eu assisti.

O olhar escureceu, satisfeito.

— Sua filha se perdeu completamente… — disse, com um sorriso frio — cada noite era um homem diferente… virou uma mulher vazia… perdida e muito revoltada.

O sorriso cresceu, frio.

— E a Marcela… — murmurou — foi burra o suficiente pra não conseguir segurar o Edgar.

Inclinou levemente a cabeça.

— Botou tudo a perder.

Elisa levou a mão ao próprio peito por um instante, como se segurasse a fúria para não avançar nela.

— Você é doente! — gritou, a voz rasgando o ambiente.

— E muito eficiente. — Érica ergueu o queixo, imperturbável. — Grita… assim todos vão descobrir quem você realmente é.

O sorriso se abriu, lento. Cruel.

— Eu brindei com champanhe quando o Liam foi preso. — completou, com desdém. — Foi por causa dele que o Felipe me largou.

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