Os olhos de Elisa cravaram nos de Érica.
— Diferente de você.
Érica a encarou por um segundo e então sorriu, irônica.
— Ah, claro… a santa da família.
O sarcasmo foi seguido de um brilho mais cruel.
— Mas não se esqueça de uma coisa. Você abriu as pernas pro Felipe. E foi isso que destruiu a Meredith.
O nome caiu entre elas como um golpe seco. Elisa travou. Érica não lhe deu tempo.
— Ela não suportou. Se matou. E você sabe disso.
Elisa deu um passo para trás, o choque tomando o rosto por um segundo.
— Ela se matou porque descobriu que ele teve uma filha com você. — Érica manteve o tom firme, gélido. — Então, se Meredith morreu… você também é culpada. Você é tão ruim quanto eu.
Elisa fechou os olhos por um instante, tentando conter o peso daquela memória.
— Eu não queria a morte dela. — A voz saiu mais baixa, carregada de culpa antiga. — Felipe dizia que eles estavam separados, morando na mesma casa. Eu estava desesperada… acreditei. Isso acontece muito aqui. Depois que descobri a verdade, já era tarde demais.
Ela tornou a olhar para a irmã.
— Eu nunca quis esse final pra ela. Mesmo quando percebi que estava apaixonada por ele. Diferente de você.
O sorriso de Érica se tornou sombrio.
— Ela foi tarde.
A frase saiu seca, suja.
— Felipe idolatrava aquela negra que se fazia de boazinha… Foi divertido… me juntar ao Alberto pra acabar com eles.
A repulsa no tom dela fez Elisa endurecer o corpo inteiro.
— Você é um demônio. — A voz saiu baixa, grave, repleta de raiva. — E vai pagar pelo que fez com todos nós, principalmente com minha Laura.
Érica sorriu devagar.
— Ah… a Laura…
Um brilho perverso tomou conta do olhar dela.
— Foi lindo ver ela gritando de dor naquele internato.
O ar pareceu sumir do ambiente.
— Eu adorei cada segundo do sofrimento dela.
Elisa ficou imóvel, como se a violência daquela confissão tivesse atravessado a pele.
— Quando descobri que ela estava grávida… daquele negro asqueroso, filho do jardineiro… decidi começar a minha vingança. — continuou, Érica.
A voz ficou mais baixa. Mais saboreada.
— Foi satisfatório ver o sofrimento deles. Ver aquele amor se acabando. Ver ela se arrastando em dor, igual eu me arrastei depois do aborto que fui obrigada a fazer.
Os olhos de Elisa se encheram de horror.
— Você armou tudo com o Edgar também, não foi?
Érica soltou um riso breve.
— Claro que fui eu. Eu quis separar os dois… e consegui. — disse, com um leve sorriso, saboreando cada palavra. — Por anos, ela sofreu. E eu assisti.
O olhar escureceu, satisfeito.
— Sua filha se perdeu completamente… — disse, com um sorriso frio — cada noite era um homem diferente… virou uma mulher vazia… perdida e muito revoltada.
O sorriso cresceu, frio.
— E a Marcela… — murmurou — foi burra o suficiente pra não conseguir segurar o Edgar.
Inclinou levemente a cabeça.
— Botou tudo a perder.
Elisa levou a mão ao próprio peito por um instante, como se segurasse a fúria para não avançar nela.
— Você é doente! — gritou, a voz rasgando o ambiente.
— E muito eficiente. — Érica ergueu o queixo, imperturbável. — Grita… assim todos vão descobrir quem você realmente é.
O sorriso se abriu, lento. Cruel.
— Eu brindei com champanhe quando o Liam foi preso. — completou, com desdém. — Foi por causa dele que o Felipe me largou.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Quando será liberado mais capítulos?...
Pq está parando de postar diariamente, está estagnado no capítulo 465 ... KD o restante, espero que na publicação tenha um pouco mais.......
Cadê os capítulos, era 3 capítulos por dia, kd.......
Cadê a continuação?...
Precisamos dos novos capítulos... 🥹...
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
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