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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 441

Olívia foi puxada para o centro de uma foto coletiva e, por alguns segundos, apenas se deixou estar ali. Leve. André aproximou-se depois, segurando duas bebidas sem álcool. Ao lado dele vinha Amanda, elegante e sorridente.

— Trouxe isso antes que te deem algo forte demais e você comece a contar segredos da faculdade. — disse André, entregando o copo.

Olívia estreitou os olhos, divertida, aceitando a bebida.

— Você está com medo de eu contar seus podres para Amanda? — provocou, inclinando-se levemente na direção dele.

Amanda riu na mesma hora.

— Já senti que seremos boas amigas, Olívia. — disse, tocando de leve o braço dela. — Vou marcar algo lá em casa para colocarmos as fofocas em dia.

Brincou Amanda. Olívia gargalhou.

— Amanda, eu já gostei de você. — ergueu o copo em um falso brinde solene. — Um brinde ao passado de André.

As duas riram juntas. André balançou a cabeça, resignado.

— Mulheres unidas sempre contra o homem inocente. — murmurou, levando a mão ao peito em drama exagerado.

Olívia tomou um gole e então o olhar dela suavizou.

— Como você está? — perguntou André, sincero desta vez. — E o Victor?

Ela respirou fundo, mas havia esperança no rosto agora.

— Nem acredito que já tem três dias que ele acordou. — respondeu, sorrindo com os olhos marejados.

Piscou rápido, contendo a emoção.

— Está confuso ainda… esquece algumas coisas… mas acordou. Pelo menos lembrou de mim e dos nossos pais. — apertou o copo entre os dedos. — Isso já parece milagre pra mim.

Amanda tocou de leve o braço dela.

— Isso é maravilhoso, Olivia. Tudo vai se resolver. — disse com carinho. — Nosso próximo encontro vai ser com você, o Liam, seu irmão e a companheira dele.

Olívia soltou um sorriso pequeno.

— Quem sabe, né? — deu de ombros com delicadeza. — Não sabemos do amanhã.

O clima logo voltou a ficar leve quando Olívia lançou um olhar calculado para os dois.

— Agora me respondam uma coisa importante. — cruzou os braços, teatral. — André já parou de te enrolar e finalmente te assumiu?

Amanda gargalhou antes mesmo de André reagir.

— Na verdade sou eu que estou enrolando ele. — respondeu, jogando o cabelo para trás com naturalidade.

André colocou a mão no peito, fingindo ofensa.

— Ingratidão pública. — declarou, indignado demais para ser levado a sério.

Amanda sorriu e deu de ombros.

— Estou indo com calma. Preciso ter certeza sobre essa relação. — disse, olhando rapidamente para André antes de voltar para Olívia.

Olhou para Olívia com sinceridade.

— Eu não quero sofrer de novo. E não por culpa do outro… por minha culpa. Por criar expectativas demais em algo que não tem futuro. — completou, mexendo distraidamente no canudo do copo.

Olívia a encarou com compreensão imediata.

— Isso eu entendo perfeitamente. — respondeu, tocando de leve a mão dela.

André endireitou a postura, entrando na conversa com firmeza tranquila.

— Dessa vez é diferente. Eu estou deixando muito claro que quero algo sério. — disse, sem tirar os olhos de Amanda.

Voltou o olhar para Amanda.

— E com quem você ficava antes também foi claro que só queria algo casual. Você que se apaixonou. — completou, direto, mas sem dureza.

Amanda fechou os olhos por um segundo, rindo de si mesma.

— Eu sei. — assentiu. — E é justamente por saber disso que agora quero ir com calma.

Ergueu o dedo para André.

— Não quero sair sofrendo no final de tudo. — avisou, semicerrando os olhos.

— Dramática. — ele murmurou.

Ele lançou um olhar rápido para a imagem e deu de ombros.

— Vejo uma mulher em um pub. Nada criminoso até aqui. — respondeu, tranquilo.

Laura soltou um riso incrédulo e balançou a cabeça.

— Nada criminoso? O Liam está na cadeia. Já tem quinze dias que ela não vai ver meu irmão. Quinze dias, Nego. — rebateu, virando-se parcialmente para encará-lo.

Os cabelos dela roçaram o rosto dele quando se mexeu.

— Mas para sair e posar de feliz ela arrumou tempo.

Edgar pousou o controle no criado-mudo e a abraçou, puxando-a um pouco mais para junto de si.

— A Olívia avisou que iria para cuidar do pai. — disse com calma, roçando a barba de leve no cabelo dela. — Provavelmente os amigos chamaram para sair algumas horas.

Laura bufou, cruzando os braços.

— Você sempre com uma justificativa… às vezes isso me irrita.

Ele sorriu de lado, claramente entretido.

— Adoro ver você irritadinha. — murmurou perto do ouvido dela. — Na cama fica ainda mais perigosa quando está assim.

A mão dele subiu lentamente pelo braço dela, num carinho preguiçoso.

— Falando sério agora… ela também precisa se divertir um pouco, Loirinha. Se não… o coração dela não vai aguentar. — completou, a voz mais baixa.

Laura ficou em silêncio por um segundo, mas ainda contrariada.

— Estou achando a cunhadinha distante. — disse, mordendo de leve o canto da boca.

Bloqueou o celular. Edgar passou os dedos pela lateral da barriga dela antes de responder.

— Mesmo com o Victor no hospital, ela tomou café contigo e com minha irmã duas vezes nesses doze dias. — lembrou, sereno.

Depois inclinou a cabeça e beijou devagar o pescoço dela, bem abaixo da orelha.

— Você fica ainda mais gostosa quando está julgando alguém. — provocou.

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