Ana suspirou fundo.
— Quero que saiba que não aprovei a conduta que meu filho teve com você. — disse, firme.
A voz saiu dura, porém sem crueldade.
— Eu e Fabrício o criamos para ser um homem com princípios e valores. Um homem respeitador, protetor, provedor.
Os olhos dela se endureceram.
— E o que ele falou com você… eu não aprovei.
Bárbara engoliu seco.
— Senhora… não sei do que está falando. — insistiu, a voz falhando no final.
Ana inclinou a cabeça.
— Eu sei da noite que passaram juntos. E sei o que ele falou depois.
Bárbara congelou.
Ana prosseguiu.
— Não se trata uma mulher daquele jeito.
O olhar dela caiu sobre a mesa lateral.
— E você ainda mandou preparar café pra ele depois de tudo. Então sim… você sabe do que estou falando.
Bárbara mordeu a parte interna da boca, ferida.
Ana deu um passo em direção à porta.
— Vou deixar você a sós com ele. Pode ficar o quanto quiser.
— Obrigada. — murmurou Bárbara, quase sem voz.
Ana segurou a maçaneta, mas falou antes de sair.
— Você mexeu com meu filho… e ele não soube lidar com isso.
Virou parcialmente o rosto.
— Entrou em conflito. Quis te procurar… mas desistiu.
Bárbara piscou devagar, sem dizer nada.
— O amor pela irmã o impediu. A obsessão que você tem pelo Liam também. Victor nunca vai entrar numa relação se não tiver certeza de que o sentimento é recíproco.
O olhar de Ana pousou fundo nela.
— Mas vendo você aqui… eu sei que ele mexeu com você também. Caso contrário, não teria vindo.
Bárbara continuou imóvel, os olhos presos nela.
Ana finalizou, com calma dolorosa.
— Você só precisa entender que Liam não te ama. Nunca te amou.
Silêncio.
Os olhos de Bárbara marejaram, mas ela permaneceu muda.
Ana suavizou a voz.
— Não tenho raiva de você, Bárbara. Porque você também é vítima nessa história toda. A raiz dos seus problemas foi a falta de pai e mãe.
Respirou fundo.
— Mas a vida pode te surpreender com coisas boas. Se permita. Victor não é o melhor dos homens… mas se os dois lutarem, esse relacionamento pode dar certo. No fundo… eu sei que você não é uma má pessoa.
E saiu.
O quarto voltou ao silêncio.
Bárbara permaneceu imóvel por alguns segundos. Depois caminhou lentamente até a cama.
Parou ao lado dele.
— Meu Deus, Victor… você não merecia isso. — murmurou, tocando o rosto dele com extremo cuidado.
Os dedos deslizaram sobre os hematomas sem pressionar.
— As maldades do Alberto não têm fim.
Acariciou de leve os lábios dele com o polegar e se inclinou, depositando um selinho breve.
— Eu deveria estar te odiando agora… mas não consigo. — confessou, a voz embargada.
Os olhos se encheram de lágrimas.
— Você me tratou como lixo naquele dia. Por um momento achei que você era diferente.
Os olhos dela se perderam nas lembranças.
— Me senti protegida pela primeira vez na vida. O Liam teria me destruído se não fosse você.
Uma lágrima escorreu.
— Mas depois vieram aquelas palavras… como se eu servisse só pra aliviar homem.
Riu sem humor.
— Talvez você tenha razão. Talvez eu só sirva pra isso.
— Se eu te fiz mal… me perdoa. — murmurou.
Fez nova pausa para respirar.
— De você eu lembro, na cama. O resto… embaralhado.
Bárbara olhou para a mão presa à dele.
— É porque eu só sirvo para aliviar os homens. — retrucou, tentando parecer fria. — Nós fizemos muito mal um ao outro, Victor. Essa é a verdade.
Victor sustentou o olhar dela por alguns segundos, visivelmente cansado.
— Espero que seja feliz. — falou sem rodeios.
Respirou fundo, sentindo dor.
— Obrigado por vir.
Fechou os olhos por um instante.
— Tenha um bom dia.
Soltou devagar a mão dela. Bárbara recuou meio passo.
— Obrigada, Victor. Melhoras. — rebateu, endurecendo a voz para esconder a dor.
Victor reclamou baixo e levou a mão lentamente à lateral do corpo. Bárbara se inclinou imediatamente.
— Meninão? Está com dor? Eu vou chamar o médico… sua mãe. — disse, aflita.
Ele tornou a abrir os olhos devagar e a fitou.
— Não precisa ter pena de mim. — murmurou.
Bárbara respirou fundo, endireitando a postura.
— É melhor eu ir embora. — disse, contendo as lágrimas. — Foi um erro vir aqui. Melhoras.
Virou-se e saiu do quarto sem olhar para trás.
A mansão de Alberto parecia ainda mais fria naquela noite. O silêncio do lugar tinha algo de calculado, como se até as paredes soubessem guardar segredos.
Bárbara entrou sem pedir licença. Os passos rápidos cortaram o salão principal até encontrá-lo junto ao bar, servindo uma dose de uísque com a tranquilidade de quem nunca teme visitas indesejadas.
Ele não se virou de imediato.
— Eu estava me perguntando quanto tempo você demoraria para aparecer. — comentou, girando o líquido no copo. — Demorou mais do que imaginei.
Bárbara parou a poucos metros dele, o peito subindo e descendo rápido.
— Foi você. — disparou, os olhos queimando. — Você mandou espancar o Victor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Qnd vao liberar mais capítulos? Ansiosa pra ver o desfecho desse romance....
559 parou ja ter 3 semanas como podem....
Cadê o comprometimento com o leitor? Oque custa posta td livro?...
Falta de comprometimento com o leitor...
Acabou o livro? Mais de uma semana sem capítulos novos . . . ....
pelo que entendi estao postando de 20 dias a mais, quando vamos ler os novos capítulos nem se lembra mais o que estava nos capítulos anteriores, é preciso voltar p se atualizar. por favor poderiam postar tudo logo, já está ficando chato....
Até que enfim depois de 3 semanas divulgaram novos capítulos...
Mais capítulos já tem 3 semanas que li o cap 551. O romance é bom, mas ficar aguardando liberar capítulos é muito ruim....
Ivanete de fatima cerqueira de miranda...
Capitulo 552 ansiosa pra ler......