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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 445

Alberto soltou uma risada baixa, sem humor. Virou-se devagar, apoiando o copo na bancada.

— Interessante. — inclinou levemente a cabeça. — Eu achava que a sua obsessão era o Liam.

Os olhos dele percorreram o rosto dela com desprezo estudado.

— E agora descubro que está apaixonada pelo irmão da rival.

Bárbara deu mais um passo, com as mãos cerradas.

— Cala a boca.

— Ah… então é sério. — murmurou ele, divertido. — Veja só. A menina perdida finalmente arrumou um novo altar para se ajoelhar.

Ela apontou o dedo para ele.

— Eu vou na polícia. Vou denunciar você.

Alberto ergueu levemente a sobrancelha e levou o copo à boca.

— Com que provas? — perguntou depois de um gole. — O rapaz sofreu um assalto. Violência urbana. Nova York anda mesmo complicada.

— Foi você! — gritou ela.

Ele sorriu de lado.

— Você nasceu para sofrer, Bárbara. — disse num tom quase paternal. — E mais uma vez vai quebrar a cara.

Aproximou-se alguns passos, diminuindo a distância entre eles.

— Victor não vai assumir você. Até onde eu sei, ele e a irmã são carne e unha. E me diga… que homem vai querer ao lado dele uma mulher que tanto fez contra a irmã querida dele?

Bárbara sentiu a garganta fechar, mas sustentou o olhar.

— Cala a boca! Cala a boca!

Alberto riu de verdade dessa vez.

— Você é oca por dentro. — falou, frio. — Não vai poder dar filhos pra ele… nem pra homem nenhum.

As palavras vieram como golpes precisos.

— Ninguém vai querer você de verdade. Você nasceu para ser comidinha de homem. Passatempo. Sobremesa barata.

Bárbara empalideceu por um segundo, mas ergueu o queixo.

— Eu posso não provar o que você fez com o Victor… mas posso ir à polícia contar que o verdadeiro culpado pelo que aconteceu com o André é você.

Apontou para o peito dele.

— E vou ajudar o Liam a sair da prisão.

Alberto abriu os braços, teatral.

— Nossa… que nobre. — zombou. — Você agora defende um homem que nunca te quis? Que nunca te assumiu?

A voz dele baixou, cruel.

— O mesmo homem que te expulsou da empresa por causa da esposa… que só usava o seu corpo quando não tinha opção melhor de mulher.

Bárbara vacilou. Alberto percebeu.

— E ainda foi o responsável pelo sumiço da sua mãe.

Ela congelou.

— O que você está falando? — sussurrou, a voz falhando. — Minha mãe morreu de câncer.

Alberto sorriu lentamente, satisfeito.

— Foi isso que sua tia querida contou? Que gracinha.

Aproximou-se mais, como um predador.

— Sua mãe, Elisa, não morreu de câncer. Ela surtou e sumiu.

Bárbara balançou a cabeça.

— Mentira.

Alberto girou o copo entre os dedos.

— Você nunca quis saber sobre seu pai? — perguntou com falsa curiosidade. — Nunca teve vontade de saber quem ele era?

Ela franziu a testa, respirando rápido.

— Se minha tia nunca falou… é porque teve um motivo.

Alberto soltou um riso curto.

— Ou porque ela impediu você de saber.

As palavras vieram lentas, venenosas.

— Nunca pensou por que ele nunca apareceu? Nunca bateu à sua porta? Nunca procurou você?

Bárbara permaneceu imóvel.

— Talvez não tenha sido escolha dele. Talvez sua tia tenha enterrado essa história… como enterrou tantas outras. Já imaginou que sua vida poderia ter sido muito diferente se tivesse tido uma figura paterna?

Ela apertou as mãos até os nós dos dedos embranquecerem.

— Cala a boca.

— Sua mãe engravidou do Felipe quando você ainda era bebê. — continuou ele, impiedoso. — E ele a fez abortar quando Meredith teve o Liam. É só fazer as contas… você é seis meses mais velha que ele.

Os olhos dela se arregalaram.

— Para.

Capítulo 445 - O Gosto Amargo do Medo 1

Capítulo 445 - O Gosto Amargo do Medo 2

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