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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 459

Olívia chegou ao pequeno portão lateral de manutenção, quase escondido entre arbustos e muro de pedra.

As mãos tremiam tanto que mal conseguiu girar a trava. Na segunda tentativa, abriu. Olhou uma última vez para a mansão. Para a casa onde havia amado. Sofrido. Criado sonhos. Depois saiu. Fechou o portão sem ruído.

Do lado de fora, a rua estava vazia. Ela ajeitou a mochila nos ombros e começou a andar. Um quarteirão. Depois outro.

As pernas tremiam. O braço ardia pelo peso de Meredith. O medo fazia cada farol distante parecer ameaça.

Ao virar na esquina seguinte, encostou-se num poste por um segundo e puxou o celular do bolso.

Chamou um carro por aplicativo. O tempo estimado era de três minutos. Olívia olhou em volta da rua deserta e abraçou o bebê conforto com força.

— Aguenta comigo, princesinha… — sussurrou, beijando a testa da filha. — A mamãe vai tirar a gente desse inferno.

O carro avançava pela noite úmida enquanto as luzes da cidade iam ficando para trás.

Olívia estava no banco traseiro, curvada sobre o próprio medo, uma das mãos apoiada no bebê-conforto onde Meredith dormia profundamente, alheia ao caos que a cercava.

A manta cobria a menina até o peito. Só o rostinho pequeno aparecia, sereno demais.

Olívia passou os dedos trêmulos pela bochecha da filha.

— Me perdoa por isso, minha vida… — sussurrou, com a voz embargada. — Mamãe só está tentando te salvar.

O motorista lançou um olhar rápido pelo retrovisor.

Era um homem na casa dos cinquenta anos, rosto cansado, jeito silencioso.

— Senhora… está tudo bem?

Olívia limpou o rosto depressa e assentiu.

— Só continua dirigindo, por favor.

Ele concordou com a cabeça e voltou os olhos para a estrada.

As vias largas de New York já tinham ficado para trás. Agora cruzavam trechos mais escuros, entrando em New Jersey.

Olívia olhou pela janela. Árvores altas. Curvas. Pouca iluminação. O vazio daquela estrada parecia acompanhar o vazio dentro dela.

Levou a mão até o peito, sentindo a ausência do colar que deixara para trás. Os olhos se encheram de lágrimas outra vez.

— Mozão… — murmurou, fechando os olhos por um segundo e apertando os dedos contra o peito. — Me perdoa por desistir de nós… me perdoa.

A voz falhou. Uma lágrima escorreu silenciosa.

— Me perdoa também por tirar de você o direito de receber a herança… e o cargo pelo qual você deu a vida inteira. — sussurrou, olhando para o vazio pela janela. — Eu sei o quanto você lutou por tudo isso.

Respirou fundo, quebrada por dentro.

— Eu realmente acreditei… que estava te salvando. Que ele ia cumprir o que falou.

A lembrança de Liam a beijando, segurando Meredith no colo, rindo no chuveiro com a filha nos primeiros dias de vida… veio como um golpe. A dor apertou o peito.

— Eu te amo tanto… — sussurrou para o vidro escuro. — Mas eu preciso sumir pelo bem da nossa filha.

Meredith se mexeu no bebê-conforto e soltou um resmungo baixo. Olívia imediatamente se inclinou.

— Shhh… mamãe está aqui, meu amor.

Beijou a mãozinha da filha. Ela virou-se para trás

— Moço… — a voz saiu baixa, falhando. — É impressão minha, ou o carro de trás está seguindo a gente?

O motorista lançou um olhar rápido pelo retrovisor.

— Percebi faz alguns minutos. Não quis falar pra senhora não ficar mais nervosa do que já está.

O carro seguia atrás deles. Faróis altos. Distância curta demais. Ele ajustou as mãos no volante.

Ela se virou novamente. Dois faróis brancos vinham colados atrás.

Constantes.

Acelerando.

— Não… não… — a respiração falhou. — Não pode ser. Eles vieram atrás da minha filha… acelera, por favor!

O motorista apertou o volante.

— Vou sair da rota principal.

Virou bruscamente numa estrada menor cercada por mata dos dois lados.

O carro sacudiu.

Meredith começou a chorar.

— Calma, filha… calma… — Olívia chorava junto. — Mamãe está aqui… mamãe está aqui… Meu Deus… por favor, salva minha filha. Ela não tem culpa de nada.

O carro de trás entrou na mesma estrada. Faróis violentos cortando a escuridão.

— Segura firme! — gritou o motorista. — Vão bater de novo!

O motorista xingou baixo.

— Merda!

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