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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 80

Alex levantou as mãos em rendição, disfarçando o sorriso.

— Nenhuma. — respondeu, forçando a seriedade, embora a voz ainda carregasse um leve deboche. — É só que… eu nunca imaginei ver você completamente desmontado por uma mulher. — fez uma pausa curta, os olhos fixos no amigo. — E olha que eu te avisei que esse dia ia chegar.

Liam estreitou o olhar.

— Não sei por que te contei isso. — disse, o tom baixo e impassível.

— Porque precisava desabafar. — disse Alex, simples, dando de ombros. — E porque, no fundo, você confia em mim. — Fez uma pausa. — Mas agora eu quero saber o que ela fez pra te deixar assim.

Liam soltou um suspiro pesado e, num tom contido, começou a contar tudo o que aconteceu. Falava rápido, mas com as mãos em punhos, como se cada palavra viesse arrancada de dentro.

Alex ouviu em silêncio, os olhos arregalando-se aqui e ali. Quando Liam terminou, ele encostou-se na cadeira, cruzando os braços.

— Cara… — começou, rindo devagar. — Eu retiro o que disse. O dia de hoje não deve virar feriado e sim revolução: o dia em que Liam Holt foi rejeitado por uma mulher.

Liam bufou, impaciente.

— Qual a graça, Alex?

— A graça é ver você provando do próprio veneno. — respondeu, divertido. — Passou anos tratando mulheres como contratos, e agora uma está te fazendo perder o chão. Poético, não acha?

— Vai à merda, Alex. — disse Liam, seco. — Se não tem nada útil pra falar, cala a boca.

Alex soltou uma risada curta, balançando a cabeça.

— Tudo bem, vamos falar sério então. — endireitou a postura. — Quando é que você vai admitir que está morrendo de ciúmes dela… e que está caindo de quatro por essa mulher?

Liam caminhou até a janela. Por um instante, o silêncio ficou tão espesso que até o ar pareceu hesitar.

Ele ficou de costas para o amigo, o olhar perdido na janela. A cidade lá fora seguia seu ritmo, mas ele estava preso naquele turbilhão invisível.

— Eu não sinto nada por ela. — disse, firme, quase automático.

Alex inclinou a cabeça, o sorriso irônico nos lábios.

— Claro que não. Por isso você entrou na piscina do jeito que entrou, tomou o celular da mão dela, saiu da casa feito um furacão e agora está aqui, parecendo um vulcão prestes a explodir.

Liam não respondeu. Apenas passou a mão pelos cabelos, impaciente.

— Você não entende, Alex. Ela me provoca de propósito. Testa meus limites.

— E você adora isso. — cortou Alex, rindo. — Adora porque, pela primeira vez, alguém te olha de frente. Porque ela não tem medo de você. — Fez uma pausa, mais sério. — E é exatamente isso que te apavora.

Liam virou-se, o olhar duro, mas havia algo diferente por trás da rigidez. Uma confissão silenciosa que ele tentava sufocar.

— Eu não posso me envolver com ela. — disse, a voz baixa, tensa, como se estivesse tentando convencer a si mesmo.

Alex inclinou a cabeça, observando-o com atenção.

— Porque o casamento é de fachada? — provocou. — Ou porque, se se envolver, vai ter que admitir que sente alguma coisa de verdade?

Liam desviou o olhar, o silêncio dizendo mais do que qualquer resposta. Alex deu um meio sorriso.

— Você já está mais do que envolvido, Holt. Só ainda não teve coragem de admitir.

Liam ficou em silêncio, o maxilar contraído.

O corpo dele inteiro parecia lutar contra o que o coração gritava.

— Cunhadinha, estou entrando! — avisou uma voz animada antes mesmo que ela respondesse.

Laura surgiu no batente com o sorriso fácil de sempre, a expressão curiosa e um brilho divertido no olhar.

— Vim saber como você está — disse, cruzando os braços e se apoiando na moldura da porta como quem chegava para uma boa conversa.

Olívia ergueu o olhar e ajeitou o travesseiro nas costas, sentando-se na cama.

— Estou bem. — respondeu com um meio sorriso. — Estava falando com meu pai.

Laura a observou com um olhar curioso e atento.

— Tem certeza de que está tudo bem? Você não desceu pro almoço.

Olívia respirou fundo, desviando o olhar.

— Estou com vergonha dos seus avós. — confessou, num tom baixo.

Laura soltou uma risada leve, aproximando-se e sentando-se na ponta da cama.

— Querida, não fique assim! — disse, com seu jeito espirituoso e despretensioso. — Meus avós estão adorando ver meu irmão perdendo o controle pela primeira vez. — aproximou-se um pouco mais e piscou. — Cunhadinha, meus avós te adoram! Você conseguiu o impossível. Conquistou o poderoso Frederico Holt.

Olívia riu, balançando a cabeça.

— Nós dois perdemos o controle, Laura. — disse, pensativa. — Eu nunca agi daquela forma… sinceramente, não me reconheci. — fez uma pausa curta, o olhar meio perdido. — Você acredita que ele quis jogar comigo no banho? Ficou todo carinhoso, achando que desse jeito ia me fazer mudar de ideia.

Laura cruzou os braços, o olhar carregado de curiosidade e diversão.

— Ué, meu irmão não é carinhoso contigo?

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