Alex levantou as mãos em rendição, disfarçando o sorriso.
— Nenhuma. — respondeu, forçando a seriedade, embora a voz ainda carregasse um leve deboche. — É só que… eu nunca imaginei ver você completamente desmontado por uma mulher. — fez uma pausa curta, os olhos fixos no amigo. — E olha que eu te avisei que esse dia ia chegar.
Liam estreitou o olhar.
— Não sei por que te contei isso. — disse, o tom baixo e impassível.
— Porque precisava desabafar. — disse Alex, simples, dando de ombros. — E porque, no fundo, você confia em mim. — Fez uma pausa. — Mas agora eu quero saber o que ela fez pra te deixar assim.
Liam soltou um suspiro pesado e, num tom contido, começou a contar tudo o que aconteceu. Falava rápido, mas com as mãos em punhos, como se cada palavra viesse arrancada de dentro.
Alex ouviu em silêncio, os olhos arregalando-se aqui e ali. Quando Liam terminou, ele encostou-se na cadeira, cruzando os braços.
— Cara… — começou, rindo devagar. — Eu retiro o que disse. O dia de hoje não deve virar feriado e sim revolução: o dia em que Liam Holt foi rejeitado por uma mulher.
Liam bufou, impaciente.
— Qual a graça, Alex?
— A graça é ver você provando do próprio veneno. — respondeu, divertido. — Passou anos tratando mulheres como contratos, e agora uma está te fazendo perder o chão. Poético, não acha?
— Vai à merda, Alex. — disse Liam, seco. — Se não tem nada útil pra falar, cala a boca.
Alex soltou uma risada curta, balançando a cabeça.
— Tudo bem, vamos falar sério então. — endireitou a postura. — Quando é que você vai admitir que está morrendo de ciúmes dela… e que está caindo de quatro por essa mulher?
Liam caminhou até a janela. Por um instante, o silêncio ficou tão espesso que até o ar pareceu hesitar.
Ele ficou de costas para o amigo, o olhar perdido na janela. A cidade lá fora seguia seu ritmo, mas ele estava preso naquele turbilhão invisível.
— Eu não sinto nada por ela. — disse, firme, quase automático.
Alex inclinou a cabeça, o sorriso irônico nos lábios.
— Claro que não. Por isso você entrou na piscina do jeito que entrou, tomou o celular da mão dela, saiu da casa feito um furacão e agora está aqui, parecendo um vulcão prestes a explodir.
Liam não respondeu. Apenas passou a mão pelos cabelos, impaciente.
— Você não entende, Alex. Ela me provoca de propósito. Testa meus limites.
— E você adora isso. — cortou Alex, rindo. — Adora porque, pela primeira vez, alguém te olha de frente. Porque ela não tem medo de você. — Fez uma pausa, mais sério. — E é exatamente isso que te apavora.
Liam virou-se, o olhar duro, mas havia algo diferente por trás da rigidez. Uma confissão silenciosa que ele tentava sufocar.
— Eu não posso me envolver com ela. — disse, a voz baixa, tensa, como se estivesse tentando convencer a si mesmo.
Alex inclinou a cabeça, observando-o com atenção.
— Porque o casamento é de fachada? — provocou. — Ou porque, se se envolver, vai ter que admitir que sente alguma coisa de verdade?
Liam desviou o olhar, o silêncio dizendo mais do que qualquer resposta. Alex deu um meio sorriso.
— Você já está mais do que envolvido, Holt. Só ainda não teve coragem de admitir.
Liam ficou em silêncio, o maxilar contraído.
O corpo dele inteiro parecia lutar contra o que o coração gritava.
— Cunhadinha, estou entrando! — avisou uma voz animada antes mesmo que ela respondesse.
Laura surgiu no batente com o sorriso fácil de sempre, a expressão curiosa e um brilho divertido no olhar.
— Vim saber como você está — disse, cruzando os braços e se apoiando na moldura da porta como quem chegava para uma boa conversa.
Olívia ergueu o olhar e ajeitou o travesseiro nas costas, sentando-se na cama.
— Estou bem. — respondeu com um meio sorriso. — Estava falando com meu pai.
Laura a observou com um olhar curioso e atento.
— Tem certeza de que está tudo bem? Você não desceu pro almoço.
Olívia respirou fundo, desviando o olhar.
— Estou com vergonha dos seus avós. — confessou, num tom baixo.
Laura soltou uma risada leve, aproximando-se e sentando-se na ponta da cama.
— Querida, não fique assim! — disse, com seu jeito espirituoso e despretensioso. — Meus avós estão adorando ver meu irmão perdendo o controle pela primeira vez. — aproximou-se um pouco mais e piscou. — Cunhadinha, meus avós te adoram! Você conseguiu o impossível. Conquistou o poderoso Frederico Holt.
Olívia riu, balançando a cabeça.
— Nós dois perdemos o controle, Laura. — disse, pensativa. — Eu nunca agi daquela forma… sinceramente, não me reconheci. — fez uma pausa curta, o olhar meio perdido. — Você acredita que ele quis jogar comigo no banho? Ficou todo carinhoso, achando que desse jeito ia me fazer mudar de ideia.
Laura cruzou os braços, o olhar carregado de curiosidade e diversão.
— Ué, meu irmão não é carinhoso contigo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...