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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 79

Uma hora depois, a sala do CEO da Trident Marine Holding estava mergulhada em silêncio.

Liam permanecia sentado atrás da mesa imponente de nogueira escura, os olhos fixos nos relatórios espalhados à sua frente, mas sem realmente vê-los.

Os dedos tamborilavam no tampo com uma cadência precisa, quase mecânica. O som seco ecoava pelo ambiente elegante e minimalista. Um lembrete irritante daquilo que ele mais detestava: ter perdido o controle.

A cena na mansão voltava em flashes.

O toque dela. A insolência. O perfume. O sorriso no final.

"Quem está no controle da situação agora, marido?"

E aquele olhar… frio, provocante, insolente.

O olhar que o desmontou por dentro.

Liam respirou fundo, o maxilar travado, tentando apagar cada detalhe da memória. Mas o incômodo permanecia, como uma fagulha acesa no fundo da mente.

Detestava sentir, ainda mais por ela.

E, no entanto, não conseguia parar de pensar.

A lembrança ainda pulsava na mente dele quando a porta da sala se abriu sem aviso.

Ele ergueu o olhar devagar, o maxilar travado, os olhos frios como gelo.

— Eu já disse que quero que batam antes de entrar. — disse, a voz baixa e cortante.

Alex parou no meio da sala, um copo de café em uma mão e o celular na outra. Fingiu não se abalar, mas o arquejo breve nos lábios mostrava que conhecia bem aquele tom.

— Que bicho te mordeu, hein? — respondeu, com um meio sorriso. — Sempre entrei aqui assim.

Liam desviou o olhar para os relatórios, tentando retomar o controle da própria irritação.

— Então desaprende. — retrucou, frio, sem levantar a cabeça.

Alex soltou um suspiro teatral e deu alguns passos até a mesa.

— Certo… — murmurou. — Só queria saber como foi a consulta com a Olívia. Fiquei preocupado, afinal você saiu daqui com seu avô dizendo que ela não estava bem.

Nenhuma reação.

Liam continuava impassível, os dedos tamborilando de leve sobre o tampo da mesa.

— Estou tentando falar com você — continuou Alex —, mas o seu celular só dá desligado. Achei que tinha acontecido alguma coisa.

Liam ergueu o olhar lentamente, o semblante gelado.

— E por acaso eu pedi pra você cuidar da minha agenda?

Alex inclinou levemente a cabeça, um meio sorriso nos lábios.

— Não, mas quando um amigo some e volta com essa cara, eu fico no mínimo curioso.

Liam manteve o olhar firme, mas o silêncio dele dizia mais do que qualquer resposta.

— Se veio aqui pra especular, volte quando tiver algo útil a dizer. — disparou, voltando a olhar os papéis.

Alex balançou a cabeça, respirando fundo.

Ele já conhecia aquele humor. O mesmo que sempre aparecia quando o nome Olívia estava no meio.

Antes que Alex fizesse outra pergunta, a secretária apareceu à porta.

— Com licença, senhor Holt. — disse, colocando uma caixa sobre a mesa. — Seu novo celular chegou.

Alex ergueu as sobrancelhas, curioso.

— Novo celular? — perguntou para Liam. — O antigo quebrou socorrendo a Olívia, é isso? Porque você saiu daqui com ele, inteirinho.

Liam ergueu o olhar, lento. O tom frio, o olhar afiado.

— Alex… não enche o saco.

Ele se encostou na mesa, cruzando os braços. Observava o amigo em silêncio, como quem estudava um enigma. O rosto de Liam estava fechado, mas os olhos denunciavam algo. Não era apenas irritação, era um incômodo mais profundo, o tipo de coisa que ele nunca admitiria em voz alta.

— Certo… — disse Alex, com um sorriso leve. — Já entendi. Não quer conversar. Mas, por curiosidade… esse seu humor é por causa da Olívia, não é?

Liam levantou os olhos lentamente, o olhar impassível.

— Você está delirando. — respondeu, seco.

— Essa mulher… — começou, a voz rouca de raiva contida. — Ela desafia, provoca, ri na minha cara como se nada me atingisse. E o pior… é que consegue.

Alex o observava, lutando para segurar o riso.

— Uau. Isso é histórico. O Liam Holt admitindo que alguém mexe com ele.

— Qual é a graça, Alex? — rebateu, frio, parando diante dele. — Eu não vejo graça nenhuma.

Alex ergueu as mãos, divertido.

— Calma, eu só estou assimilando o momento. Você, o homem mais frio de Nova York, está perdendo o controle por uma mulher. Esse dia deveria virar feriado nacional.

Liam o olhou, tenso, os olhos escurecendo.

— Vai à merda, Alex. Se não tem nada útil pra dizer, fecha essa droga de boca.

— Tá, tá. — respondeu ele, contendo o riso. — Mas, só pra constar, eu avisei. Você pode assinar contratos, impor regras e achar que tem tudo sob controle… mas sentimentos não seguem cláusulas, meu caro.

Liam respirou fundo, o semblante voltando a endurecer.

— Sentimentos são distrações. E eu não me distraio.

Alex sorriu com aquela fala.

— Não, você só finge que não sente.

Liam desviou o olhar, impassível, mas o silêncio que veio em seguida dizia tudo.

Alex pegou o copo de café e bebeu um gole, o sorriso ainda no canto dos lábios.

— Continua fingindo que não sente nada, Holt. No fim, não é ela quem vai te derrubar. Vai ser você mesmo.

Liam passou a mão pela nuca, inquieto, e depois apoiou uma na cintura.

— Sério… Olívia está me enlouquecendo. — disse, a voz tensa, rouca. — Ela me tira do eixo, Alex. Me tira completamente do eixo.

Alex conteve o riso, mas os olhos brilhavam.

— Qual é a graça, Alex? — perguntou, o tom seco, o olhar impassível.

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