RUBI MONTENEGRO
Estar nos braços de Domênico Bane era o oposto de estar com Ares. Enquanto Ares me segurava como se eu fosse uma propriedade que poderia fugir, o toque de Domênico era respeitoso, mantendo uma distância cavalheiresca, mas firme o suficiente para me guiar pela pista.
— Você está tensa — Domênico comentou, sua voz baixa perto do meu ouvido. — Relaxe. Eu não mordo, a menos que peçam.
Soltei uma risada nervosa, surpresa com a ousadia dele.
— Desculpe. Não estou acostumada com tanta atenção. Meu marido não costuma me deixar... socializar.
— Seu marido é um tolo — ele disse, sem rodeios. — Observei você descendo a escada. Você tem uma presença magnética, Rubi. Todos os olhares foram atraídos para você. Não é apenas o vestido ou o corpo, é a forma como você se porta e esse olhar de poder.
Olhei para ele, surpresa.
— Talvez seja porque eu tenho muito poder.
Ele me girou suavemente, e eu vi Ares nos observando da lateral da pista. Se olhares matassem, Domênico estaria no chão agora.
— Diga-me, Rubi, o que você faz da vida? Além de ser a esposa secreta de um homem que claramente não te merece.
— Eu... bem, eu não trabalho. — Senti vergonha ao admitir. — Ares prefere que eu fique em casa.
Domênico negou com a cabeça.
— Um desperdício. Eu sou dono da Bane Fashion, a maior concorrente do seu marido. Diferente da empresa dele, que foca em padrões tradicionais e ultrapassados, minha marca celebra a diversidade, a força e a autenticidade.
— Já ouvi falar — admiti. — Suas campanhas são lindas.
— Eu estou lançando uma nova linha de alta costura chamada "Renascimento". — Ele me olhou intensamente. — Estou procurando um rosto para ela há meses. Alguém que transmita superação e elegância. E gostaria que fosse você.
Parei de dançar por um segundo, fazendo alguns casais esbarrarem em nós.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!