Sentindo um arrepio percorrer novamente seu corpo, Marina fecha os olhos, permitindo que aquela sensação se prolongue por mais alguns instantes. A mente dela sussurra que é errado e que está brincando com fogo, mas a tentação é grande demais. A sensação é tão intensa e gostosa que, por um momento, decide deixar de lado toda a sua razão, ignorar as provocações de Victor e testar até onde aquilo pode chegar.
— Me diz mais o que você sabe fazer — provoca, com a voz baixa, quase num sussurro, mal reconhecendo a própria ousadia.
Em resposta, Victor age rapidamente. Ele deposita um beijo suave na nuca dela, em seguida, começa a explorar o pescoço delicado de Marina com os lábios, descendo lentamente até o ombro. Cada toque dos lábios macios de Victor deixa um rastro de calor e adrenalina em sua pele.
“Isso é bom, muito bom”, pensa Marina, tomada por uma sensação inédita de algo que nunca havia experimentado antes e que jamais imaginou existir.
As mãos de Victor, até então apoiadas na pia, deslizam para a cintura dela, segurando-a com firmeza. O toque forte a faz arfar de surpresa, e seu corpo responde instantaneamente, tomado por uma corrente de excitação.
— Ah… loirinha, você não faz ideia do quanto esperei por esse momento — confessa ele, com a voz rouca e carregada de desejo, enquanto a vira delicadamente para encará-lo.
Marina, com os olhos ainda fechados, se perde nas sensações. Os toques de Victor a deixam tonta de desejo, mas é o comando dele, o controle que exerce ao puxar levemente seu cabelo, que a faz abrir os olhos lentamente, respondendo à ordem firme.
— Olhe para mim — exige ele, com aquela voz autoritária que tanto a desestabiliza.
Quando os olhos de Marina encontram os dele, a intensidade do olhar a atinge em cheio.
Os olhos negros de Victor brilham com uma força quase hipnótica, suas pupilas dilatadas, absorvem cada detalhe dela. A respiração dele está mais pesada, sincronizada com o desejo claro que transparece no olhar. Há algo predatório, mas também vulnerável, nos olhos semicerrados que a observam, como se ele estivesse lutando para manter o controle.
Então, sem pedir permissão, Victor a beija.
O toque inicial é suave, hesitante, como se lhe oferecesse uma chance de recuar. Mas Marina não recua. Pelo contrário, ela se entrega ao beijo com o coração acelerado e as mãos tremendo levemente. O calor entre eles é palpável como uma corrente elétrica que percorre o corpo dela, intensificando cada sensação.
— Droga! — pragueja Victor, afastando-se com um suspiro frustrado. Seus olhos, ainda escurecidos pelo desejo, encontram os de Marina por um breve instante, e ambos sentem o peso do que acabaram de compartilhar.
Relutante, ele pega o celular do bolso e, ao olhar a tela, vê o nome de Raul Vilela piscando. Victor sente a frustração aumentar, por saber que não pode ignorar a ligação. Ele se afasta um pouco mais, tentando retomar o controle da situação.
— Raul? — diz ele, com a voz firme, mas a mente ainda perturbada pelo que acabara de acontecer.
Do outro lado da linha, a voz de Raul soa tensa, quase em pânico.
— Victor, alguém tentou me matar! — Raul revela, com a voz carregada de desespero e urgência.
O mundo de Victor, que há pouco estava envolto em desejo e emoção, muda bruscamente, e a seriedade da situação o traz de volta à realidade com força total.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Um chefe irritante e irresistível (Celia Oliveira)
Muito chateada comprei as moedas , desconta mas não desbloqueia os capítulos, alguém sabe me dizer se o site é sério?...